Brahma Kumaris, Sufismo, Poesia, Yôga, Piracicaba, Aleph, Música,
14 de jul. de 2011
O operário em construção - Poema de Vinícius de Moraes interpretado por Taiguara com seu pai ao acordeão.
O Operário Em Construção
Vinicius de Moraes
E o Diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo. E disse-lhe o Diabo:
- Dar-te-ei todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue e dou-o a quem quero; portanto, se tu me adorares, tudo será teu.
E Jesus, respondendo, disse-lhe:
- Vai-te, Satanás; porque está escrito: adorarás o Senhor teu Pai e só a Ele servirás.
Lucas, cap. V, vs. 5-8.
Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.
De fato, como podia
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia...
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente
Um operário em construção.
Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
- Garrafa, prato, facão -
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem o fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.
Ah, homens de pensamento
Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento!
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.
Foi dentro da compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário.
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão
Pois além do que sabia
- Exercer a profissão -
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.
E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.
E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não.
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:
Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.
E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução.
Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão.
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação
- "Convençam-no" do contrário -
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isso sorria.
Dia seguinte, o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu, por destinado
Sua primeira agressão.
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!
Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras se seguiram
Muitas outras seguirão.
Porém, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.
Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
- Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem bem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.
Disse, e fitou o operário
Que olhava e que refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria.
O operário via as casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!
- Loucura! - gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
- Mentira! - disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.
E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão.
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Com o medo em solidão.
Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem no chão.
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão.
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porém que fizera
Em operário construído
O operário em construção.
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13 de jul. de 2011
Nova Estação
Esperança viva
Que o sangue amansa
Vem lá do espaço aberto
E faz do nosso braço
Um abrigo
Que possa guardar
A vitória do sentimento claro
Vencendo todo medo
Mãos dadas pelas ruas
Num destino de luz e amor
Vem agora
Quase não há mais tempo
Vem com teu passo firme
E rosto de criança
A maldade já vimos demais
Olha
Sempre poderemos viver em paz
Em tempo
Tanto a fazer pelo nosso bem
Iremos passar
Mas não podemos nunca esquecer
De mais alguém
Que vem
Simples inocentes a nos julgar
Perdidos
As iluminadas crianças
Herdeiras do chão
Solo plantado
Não as ruínas de um caos
Diamantes e cristais
Não valem tal poder
Contos de luar
Ou a história dos homens
Lua vaga vem brincar
E manda teus sinais
Que será de nós
Se estivermos cansados
Da verdade
Do amor
Esperança viva
Que a mão alcança
Vem com teu passo firme
O rosto de criança
A maldade já vimos demais
Beto Guedes
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27 de jun. de 2011
Criatividade
No Rio de Janeiro, uma rede de venda de legumes, verduras e frutas - HORTIFRUTI, há 2 anos inovou em suas propagandas, criando uma série baseada em títulos de filmes onde os atores principais são os próprios produtos da loja.
Os cariocas, ficavam na expectativa da próxima propaganda, que era sempre estampada em um outdoor no Centro do RJ...e o lançamento sempre as segundas-feiras.
Os cariocas, ficavam na expectativa da próxima propaganda, que era sempre estampada em um outdoor no Centro do RJ...e o lançamento sempre as segundas-feiras.
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10 de jun. de 2011
O Gita, sempre atual
Arjuna, imagine este mundo como uma grande e ancestral figueira de bengala, cujos galhos crescem para baixo e se transformam em raízes. É impossível dizer onde esta árvore começa ou termina. Se você quiser escapar do enredamento desses galhos, você deve cortar esta árvore. Então, você poderá entrar em Minha morada auto-refulgente, na qual não há necessidade de luz solar ou eletricidade. Quando você chegar à Minha morada, você não terá saudade dessa árvore mortal.
Eu quero que todos venham à Minha morada, por isso Eu sento-Me no coração de todos como a Superalma e ofereço instrução espiritual. Eu também escrevo a literatura Védica para que as pessoas possam conhecer a Mim. Eu sou superior tanto aos materialistas quanto às almas iluminadas. Se você conhecer a Mim, você se tornará sábio, e tudo o que fizer redundará em perfeição.
Eu acabei de lhe dizer algo sobre as almas iluminadas: elas são honestas, puras, autocontroladas e desapegadas. Você está entre essas pessoas, Arjuna, mas deixe-Me falar-lhe um pouco sobre os materialistas, os desvirtuados ateístas. Pessoa não-divinas não sabem o que deve ser feito ou o que não deve ser feito. Elas são sujas, desonestas e exageradamente interessadas em sexo. Pensando que Minha criação na verdade pertence a elas, elas constroem armas destrutivas e se sentem poderosas e orgulhosas. Suas ocasionais manifestações de religiosidade e caridade são destituídas de significado, pois são escravos da ânsia por autogratificação. Presos no materialismo pela avareza e ira, caem em formas inferior de vida nascimento após nascimento.
As escrituras sagradas, que podem salvá-los desse fado, não lhes interessam.
Arjuna: O que acontece com aqueles que não se baseiam nas escrituras sagradas [Vedas], mas criam seus próprios processos de adoração?
Krsna: Uma religião imaginada é produto dos três modos. No modo da bondade a pessoa adora os deuses; no modo da paixão, políticos e homens poderosos; e, na ignorância, fantasmas que podem lhe fazer favores.
Os três modos afetam a tudo, mesmo sua comida. Sucos, gordura natural e alimentos integrais são do modo da bondade; alimentos amargos, salgados, ácidos e picantes são do modo da paixão; e alimentos putrefatos, frios ou velhos são da ignorância. Os modos também influenciam o tipo de caridade que você dá e qual tipo de disciplina você estabelece para si mesmo. Mesmo assim, você não deve abandonar os atos de caridade e penitência.
Arjuna: O que significa, portanto, ser renunciado?
Krsna: Renúncia significa desapego aos frutos do trabalho. Uma pessoa no modo da bondade trabalha por uma questão de dever, renunciando aos resultados. Outra, no modo da paixão, renuncia o trabalho quando ele apresenta algum obstáculo. Outra ainda, no modo da ignorância, trabalha com preguiça e de forma confusa.
Vendo outros como almas espirituais e agindo com esse conhecimento, você se situará no modo da bondade. Isso requer um esforço da mente, mas a dificuldade inicial logo é retribuída com a chegada da felicidade verdadeira. Felicidade no modo da paixão parece esplêndida no começo, mas termina sendo dolorosa. Felicidade no modo da ignorância, como o uso de drogas, é amarga do começo ao fim.
Aqueles que agem no modo da bondade, ou brahmanas, normalmente são juízes, professores ou sacerdotes. Ksatriyas, aqueles que trabalham no modo da paixão, normalmente são administradores, policiais ou soldados. Paixão e ignorância se combinam para produzir os vaisyas, comerciantes e agricultores. Aqueles com predominância do modo da ignorância são chamados sudras, e trabalham como artesãos, operários ou subordinados.
Independente do melhor tipo de trabalho que se adéqüe a você, trabalhando para o Supremo, seu trabalho é yoga, e, portanto, é divino. Assim, é melhor cumprir seu dever, mesmo que imperfeitamente, do que cumprir o dever de outrem com perfeição.
Meu querido Arjuna, apresentarei agora um resumo de tudo o que ensinei até então.
Servindo a Mim, você aprenderá a agir e a viver com conhecimento e de forma simples, controlando sua mente e seus sentidos e renunciando os frutos de seu trabalho. Muito em breve você desfrutará de paz e obterá internamente uma felicidade sem precedentes, e apreciará todas as entidades vidas. Em tal estado de consciência, você alcançará Minha morada.
Pense sempre em Mim e mantenha-se devotado a Mim; Eu livrarei seu caminho de qualquer obstáculo. Se você tornar-se egoísta e pensar que pode trilhar esse caminho sozinho, você se perderá.
Você é um guerreiro, Arjuna; devido à sua natureza, você terá invariavelmente que lutar por algo. Lute para Mim e você retornará para Minha morada.
Acabei de lhe dizer os segredos da perfeição. Pense em tudo o que lhe falei, e faça aquilo que for de seu desejo.
Para ler mais:
O bhagávad Gita
http://compreensaosuficiente.blogspot.com/2010/06/o-bhagavad-gita.html
.
Eu quero que todos venham à Minha morada, por isso Eu sento-Me no coração de todos como a Superalma e ofereço instrução espiritual. Eu também escrevo a literatura Védica para que as pessoas possam conhecer a Mim. Eu sou superior tanto aos materialistas quanto às almas iluminadas. Se você conhecer a Mim, você se tornará sábio, e tudo o que fizer redundará em perfeição.
Eu acabei de lhe dizer algo sobre as almas iluminadas: elas são honestas, puras, autocontroladas e desapegadas. Você está entre essas pessoas, Arjuna, mas deixe-Me falar-lhe um pouco sobre os materialistas, os desvirtuados ateístas. Pessoa não-divinas não sabem o que deve ser feito ou o que não deve ser feito. Elas são sujas, desonestas e exageradamente interessadas em sexo. Pensando que Minha criação na verdade pertence a elas, elas constroem armas destrutivas e se sentem poderosas e orgulhosas. Suas ocasionais manifestações de religiosidade e caridade são destituídas de significado, pois são escravos da ânsia por autogratificação. Presos no materialismo pela avareza e ira, caem em formas inferior de vida nascimento após nascimento.
As escrituras sagradas, que podem salvá-los desse fado, não lhes interessam.
Arjuna: O que acontece com aqueles que não se baseiam nas escrituras sagradas [Vedas], mas criam seus próprios processos de adoração?
Krsna: Uma religião imaginada é produto dos três modos. No modo da bondade a pessoa adora os deuses; no modo da paixão, políticos e homens poderosos; e, na ignorância, fantasmas que podem lhe fazer favores.
Os três modos afetam a tudo, mesmo sua comida. Sucos, gordura natural e alimentos integrais são do modo da bondade; alimentos amargos, salgados, ácidos e picantes são do modo da paixão; e alimentos putrefatos, frios ou velhos são da ignorância. Os modos também influenciam o tipo de caridade que você dá e qual tipo de disciplina você estabelece para si mesmo. Mesmo assim, você não deve abandonar os atos de caridade e penitência.
Arjuna: O que significa, portanto, ser renunciado?
Krsna: Renúncia significa desapego aos frutos do trabalho. Uma pessoa no modo da bondade trabalha por uma questão de dever, renunciando aos resultados. Outra, no modo da paixão, renuncia o trabalho quando ele apresenta algum obstáculo. Outra ainda, no modo da ignorância, trabalha com preguiça e de forma confusa.
Vendo outros como almas espirituais e agindo com esse conhecimento, você se situará no modo da bondade. Isso requer um esforço da mente, mas a dificuldade inicial logo é retribuída com a chegada da felicidade verdadeira. Felicidade no modo da paixão parece esplêndida no começo, mas termina sendo dolorosa. Felicidade no modo da ignorância, como o uso de drogas, é amarga do começo ao fim.
Aqueles que agem no modo da bondade, ou brahmanas, normalmente são juízes, professores ou sacerdotes. Ksatriyas, aqueles que trabalham no modo da paixão, normalmente são administradores, policiais ou soldados. Paixão e ignorância se combinam para produzir os vaisyas, comerciantes e agricultores. Aqueles com predominância do modo da ignorância são chamados sudras, e trabalham como artesãos, operários ou subordinados.
Independente do melhor tipo de trabalho que se adéqüe a você, trabalhando para o Supremo, seu trabalho é yoga, e, portanto, é divino. Assim, é melhor cumprir seu dever, mesmo que imperfeitamente, do que cumprir o dever de outrem com perfeição.
Meu querido Arjuna, apresentarei agora um resumo de tudo o que ensinei até então.
Servindo a Mim, você aprenderá a agir e a viver com conhecimento e de forma simples, controlando sua mente e seus sentidos e renunciando os frutos de seu trabalho. Muito em breve você desfrutará de paz e obterá internamente uma felicidade sem precedentes, e apreciará todas as entidades vidas. Em tal estado de consciência, você alcançará Minha morada.
Pense sempre em Mim e mantenha-se devotado a Mim; Eu livrarei seu caminho de qualquer obstáculo. Se você tornar-se egoísta e pensar que pode trilhar esse caminho sozinho, você se perderá.
Você é um guerreiro, Arjuna; devido à sua natureza, você terá invariavelmente que lutar por algo. Lute para Mim e você retornará para Minha morada.
Acabei de lhe dizer os segredos da perfeição. Pense em tudo o que lhe falei, e faça aquilo que for de seu desejo.
Para ler mais:
O bhagávad Gita
http://compreensaosuficiente.blogspot.com/2010/06/o-bhagavad-gita.html
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9 de jun. de 2011
Nascimento
O vídeo acima, pura e simplesmente é o melhor resumo de tudo que vi pratico e experimento nesta vida. Agora, olha ele cantado, imaginem dançado...
Beto GuedesContos Da Lua Vaga
http://www.kboing.com.br/beto-guedes/1-88815/
Esperança viva
Que o sangue amansa
Vem lá do espaço aberto
E faz do nosso braço
Um abrigo
Que possa guardar
A vitória do sentimento claro
Vencendo todo medo
Mãos dadas pela rua
Num destino de luz e amor
Vem agora
Quase não há mais tempo
Vem com teu passo firme
E rosto de criança
A maldade já vimos demais
Olha
Sempre poderemos viver em paz
Em tempo
Tanto a fazer pelo nosso bem
Iremos passar
Mas não podemos nunca esquecer
De mais alguém
Que vem
Simples inocentes a nos julgar
Perdidos
As iluminadas crianças
Herdeiras do chão
Solo plantado
Não as ruínas de um caos
Diamantes e cristais
Não valem tal poder
Contos de luar
Ou a história dos homens
Lua vaga vem brincar
E manda teus sinais
Que será de nós
Se estivermos cansados
Da verdade
Do amor
Esperança viva
Que a mão alcança
Vem com teu passo firme
O rosto de criança
A maldade já vimos demais
Beto Guedes
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5 de jun. de 2011
Tempos modernos e a Motocicleta
Quando retornamos à Capilla Del Monte a beira do Vale de Erks, às 5:00 horas de uma manhã muito escura e fria, um ser nos atendeu, era Léo, filho legítimo de Sarumah.
Conversamos muito e Léo nos disse que seu pai Sarumah até hoje conversa com ele internamente, o orienta e o abençoa.
Estamos sendo tão bem cuidados, preservados, protegidos e amados pelas Hierarquias, que Sarumah nos dá indicação muito práticas de como se preparar para o que vamos viver em breve.
Sobre alimentação:
· Comer só quando tem fome
· Jamais comer até se fartar
· Deixar um espaço para a digestão
Sobre dieta:
· Cereais integrais
· Verduras frescas
· Vegetais
· Frutas
Sobre jejum:
· Fazer como forma terapêutica de limpeza orgânica, uma vez por semana ou a cada quinze dias
· A preparação requer que no dia anterior só se coma frutas
· Durante o jejum tomar bastante água
· O jejum regular fortalece a vontade
· Desintoxica o corpo, elimina toxinas acumuladas
· Com a intenção de evoluir, contribui para que as toxinas mentais subconscientes acumuladas sejam eliminadas
Sobre transportes:
· Temos que dar uma solução rápida, temos que pensar com esforço, com criatividade
· Indicação: uso de bicicleta, adaptá-la para cargas
· Usar a imaginação, devemos pensar nisto
Sobre energia elétrica:
· Outras alternativas devem ser buscadas
· Hoje é o momento de se estar prevendo a falta de energia elétrica
· Devemos estar nos organizando para substituir o que está aí
Sobre alimentos:
· Serão escassos
· Precisamos reeducar nossos hábitos alimentares
· Observar quais são nossos hábitos alimentares e procurar transcendê-los
· Devemos acabar com nossos hábitos alimentares
· Há pessoas que vão ficar aqui para serem as sementes de uma nova humanidade
· Primeira lei - aceitar o que vem de Deus
· Básico – aceitar o que Deus mandou
Sobre clima, solo e as plantações:
· Vai haver muitas intempéries
· O clima vai ser desregulado
· O aumento da temperatura vai ser muito forte
· Novas pragas vão surgir feitas em laboratórios pelo próprio homem
· Isso não vai deixar em paz aqueles que lidam com a terra
· Resta orar e salvar o que é salvável
Sobre o quadro:
· Nós vamos orar, isto influi e pode mudar uma situação
· Quando acharmos que não há solução alguma, a Hierarquia diz: vá orar
· Entre as coisas perdidas, há sempre alguma coisa salvável
· Devemos salvar o salvável
Sobre planejamentos:
· Só se forem a curtos prazos
· Quem tem juízo, só faz planejamento a um curto prazo, assim terão mais garantias de não falhar totalmente
Sobre valores financeiros:
· As moedas não terão valor algum, vai ter que haver outra forma de resolver as coisas
· Já deveríamos estar experimentando outras formas
· É preciso que a humanidade viva isto, viver sem dinheiro
· Já estamos no momento de não pensarmos em acumular dinheiro, em fazer economia, mas de prover aquilo que é necessário
· A circulação agora é bem-vinda, porque tudo que estiver guardado se transformará em erva amarga
· Este é o momento do dinheiro agir em prol da necessidade e não do lucro
· Lucro é o engano que amaldiçoou o dinheiro
Sobre terras:
· Todas as terras devem estar com a documentação em ordem
· Nós não devemos estar em uma terra que não é nossa
· Devemos ter tudo em ordem
· É preciso que os papéis estejam em dia e que as terras não pareçam atraentes
· Plantar sansão-do-campo para que ninguém veja as casas, ser muito discreto
· Não é o momento de se chamar a atenção, não atrair ninguém
Sobre o serviço:
· Nós temos que firmar as bases do serviço abnegado
· Devemos nos preparar para acolher os necessitados
· Por mais simples que seja a nossa vida, há sempre quem necessite mais que nós
· Devemos começar a dar o que se tem
Sobre proteção:
· A partir da oração será fortalecida uma aura de proteção para que a parte física esteja protegida de mãos ambiciosas
· Roubo, assalto, isto vai ser normal, devemos ter uma prática de oração bastante instalada
· Essas proteções da oração são muito concretas e um lugar protegido pode não ser visto por um ambicioso, ele pode olhar ali e não ver nada, ele passa mas não vê
Sobre saúde:
· A proteção na saúde que será no campo da contaminação vem da fé
· Somente a ligação ininterrupta com o próprio mundo interior pode deixar os seres isentos de toda essa manipulação dos vírus
Sobre os resguardos:
· Não se envolver com quem está no poder
· Jamais faça uma discussão com quem está no poder
Sobre as Redes de Cura e de Serviço:
· É preciso uma rede de serviço e uma rede de cura
· Nós devemos cuidar muito bem disto, por que aqui vai se criando um espírito de colaboração e estaremos sintonizados com o real
· O que vai aparecer de pobre, louco e miserável pedindo cuidados de todo tipo é muito mais do que está aí hoje
· E aí nós vamos ter que dar um jeito de atender a todos os que chegam
· São momentos em que não se pode deixar de atender alguém
· Há sempre alguém que pode ser atendido por nós
· E nesses momentos não são momentos de não se atender
· À medida que o atendemos, formá-lo para ele começar a atender outros
· Os que são atendidos hoje atenderão amanhã, será a regra de permanência e assim será criada uma verdadeira rede
· Uma rede de serviço e uma rede de cura só se criam quando você ensina aquele que você atendeu a atender os outros
· Atender não pela regra, mas pelo amor ao próximo e pela oportunidade de servir e de resgatar a todos os seres: muita gente, muitos animais, muitas plantas, muitos minerais
· Não haverá meia medida e não haverá como se esconder
Sarumah diz:
· Depois de todo esse tremer de terras, chegaremos à paz
· É preciso cuidar da ponte que leve para a paz
· Teremos toda a ajuda para nos elevar
· Devemos considerar isto tudo uma oportunidade de crescimento, de elevação e de evolução
· O que vier vai ser para a nossa evolução
· Tudo isto é a nossa oportunidade de evolução
· Vai ser uma oportunidade valiosa
· É preciso que haja consciência para acordar, para despertar os que dormem e para não mais dormir
· Não é momento de dormir
· Jesus no passado disse: orar e vigiar, Sarumah hoje diz: orar, vigiar, trabalhar e não dormir
· Os tempos são esses graças a Deus
· Unidos à irmandade nada é complexo e nem desatinado
· Sejam em Deus e Ele os fará como Ele
· E como filhos do Cosmos prossigamos
Mais recomendações de Sarumah:
· Tomar chá de menta para restabelecer o sistema nervoso em todos os níveis.
· É hora do dinheiro circular, o dinheiro deve estar neste momento suprindo necessidades, nada de ficar guardando dinheiro.
· É hora de voltarmos a andar de bicicleta, devemos aprender a nos locomover sem combustível.
· O dinheiro vai perder o valor, o que vai voltar a valer é a terra, portanto, devemos legalizar qualquer pedaço de terra ou moradia, deve estar tudo em dia.
· Ficar dois dias por semana, as 24 horas, sem energia elétrica.
· Tomar banho frio pelo menos duas vezes por semana.
Obs.: Este último item, só consigo seguir sendo motociclista. rsrsrsr
Esta postagem ocorreu dia 06/06/2011
Curiosamente e atual que é Enquanto a preparava, a energia elétrica faltou por duas vezes, e ontem 07/06 houve um ciclone extratropical que passou por São Paulo e Aqui (Piracicaba), eu mesmo nunca tinha visto algo parecido, ele vinha e ia... Um Vento Bravo.......
http://compreensaosuficiente.blogspot.com/2011/05/raja-informatica-info-yoga.html
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2 de jun. de 2011
Rádio Madhuban

Ou copiar o link abaixo em outra página de seu navegador
e continuar curtindo o Compreensão Suficiênte curtindo excelentes músicas
E porque não, AAhh coração, esquece este mêdo de amar de novo...
Venha comigo ouvir a Rádio Amor, só vale ouvir lembrando Dele...
Na página inicial da Rádio,
Clicando em OUVIR RÀDIO, dez músicas serão selecionadas
Você poderá também fazer sua seleção.
Nos dois casos uma nova janela será aberta para você ouvir as músicas quando quiser.
Na página inicial da Rádio, click então no botão voltar do seu navegador para continuar a curtir este Blog.
Você pode também copiar e colar o link onde quizer.
Divirta-se, medite, reflita...
Rádio Amor
Ou copie e cole
.
Venha comigo ouvir a Rádio Amor, só vale ouvir lembrando Dele...
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Rádio Amor
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25 de mai. de 2011
Meu amor
Porque eu sei que é amor
Porque eu sei que é amor
Eu não peço nada em troca
Porque eu sei que é amor
Eu não peço nenhuma prova
Mesmo que você não esteja aqui
O amor está aqui
Agora
Mesmo que você tenha que partir
O amor não há de ir
Embora
Eu sei que é pra sempre
Enquanto durar
E eu peço somente
O que eu puder dar
Porque eu sei que é amor
Sei que cada palavra importa
Porque eu sei que é amor
Sei que só há uma resposta
Mesmo sem porquê eu te trago aqui
O amor está aqui
Comigo
Mesmo sem porquê eu te levo assim
O amor está em mim
Mais vivo
Porque eu sei que é amor
Em vários momentos de minha vida, tive a experiência de que o máximo da experiência e da clareza do amor foi experimentada ali. Parece meio inexplicácel, entre tantos amores, pessoas realmente especiais, sempre se sobresaiu Ele, então o fato é que deixo aqui minha declaração de amor a estes dois. Prajapita Brahma e Shiv Baba.
Agora, tanto amor sugere casamento, e casamento sugere família,
Então meus irmãos, saibam que amo cada um de vocês especialmente, e tenho certeza que todos amam tudo isto tanto ou até mais que eu. Somos as gopis apaixonadas.
.
Porque eu sei que é amor
Eu não peço nada em troca
Porque eu sei que é amor
Eu não peço nenhuma prova
Mesmo que você não esteja aqui
O amor está aqui
Agora
Mesmo que você tenha que partir
O amor não há de ir
Embora
Eu sei que é pra sempre
Enquanto durar
E eu peço somente
O que eu puder dar
Porque eu sei que é amor
Sei que cada palavra importa
Porque eu sei que é amor
Sei que só há uma resposta
Mesmo sem porquê eu te trago aqui
O amor está aqui
Comigo
Mesmo sem porquê eu te levo assim
O amor está em mim
Mais vivo
Porque eu sei que é amor
Em vários momentos de minha vida, tive a experiência de que o máximo da experiência e da clareza do amor foi experimentada ali. Parece meio inexplicácel, entre tantos amores, pessoas realmente especiais, sempre se sobresaiu Ele, então o fato é que deixo aqui minha declaração de amor a estes dois. Prajapita Brahma e Shiv Baba.
Agora, tanto amor sugere casamento, e casamento sugere família,
Então meus irmãos, saibam que amo cada um de vocês especialmente, e tenho certeza que todos amam tudo isto tanto ou até mais que eu. Somos as gopis apaixonadas.
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18 de mai. de 2011
50 anos e agora
Nestes dias de tecnologia, vejo que o Sérgio que escreveu o Livro Verde há 30 anos atrás conseguiu carregar também todos os seus amigos e irmãos na mochila, pois hoje todos se encontram neste teclado, onde podemos compartilhar além do tempo.
O interessante é que vejo que sou o mesmo, a mesma raiz, só que cresci pelos caminhos que procurei e encontrei, mesmo estando sempre a beira do caminho
Então vou compartilhar o texto que acabo de receber da Prof. Marcia do Rio de Janeiro, para mostrar o que estes viajantes pensam hoje, e depois convido a todos para uma viagem...
O Laboratório sagrado de Deus
É hora de relembrar o eu eterno, revigorar o processo bonito que passamos na Confluência e somente nela - nossa purificação. Um trabalho de parceria entre nós e Deus. O significado da purificação é tão vasto. Não apenas o significado mas especialmente as experiências internas que provoca. Cada passo em direção a pureza nos possibilita encontrar dimensões ilimitadas da alma, consequentemente da vida. Nossos corações também se ampliam retornando gradualmente ao seu tamanho original sem fronteiras.
Os fatos passam a ter importância diferente. O fundamental cada vez mais é o que vai chegar neste coração que se tornou um laboratório sagrado de Deus. Há atenção para que todas as cenas, relacionamentos e pensamentos venham a ser aliados no processo de limpeza. Nada mais deveria poluir a verdade. É uma experiência singular movimentar os ingredientes das nossas experiências espirituais junto com o próprio Deus. Ver resultados positivos da alquimia divina na forma de mais satisfação, poder, felicidade e amor em nós. É a resposta a todas as indagações filosóficas e espirituais de muito tempo. Uma reconciliação que mata a saudade que tinhamos de nós mesmos. A possibilidade de preenchimento do vazio interno marcando o fim da solidão.
Somente agora na Confluência fazemos nossa primeira comunhão, com o eu e com Deus e é o processo de maior significado em todas as nossas vidas no ciclo, motivo de grande celebração.
Cada conquista em direção a pureza aumenta os braços de luz com os quais abraçamos Deus.
Tenham um lindo dia de imersão na doçura e refrescamento deste duplo encontro !
Com afeto divino
Marcia
Agora olhem que depoimento lindo, e que apresentação de Madhuban...
WELCOME HOME - Parte 1
WELCOME HOME - Parte 2
WELCOME HOME - Parte 3
.
O interessante é que vejo que sou o mesmo, a mesma raiz, só que cresci pelos caminhos que procurei e encontrei, mesmo estando sempre a beira do caminho
Então vou compartilhar o texto que acabo de receber da Prof. Marcia do Rio de Janeiro, para mostrar o que estes viajantes pensam hoje, e depois convido a todos para uma viagem...
O Laboratório sagrado de Deus
É hora de relembrar o eu eterno, revigorar o processo bonito que passamos na Confluência e somente nela - nossa purificação. Um trabalho de parceria entre nós e Deus. O significado da purificação é tão vasto. Não apenas o significado mas especialmente as experiências internas que provoca. Cada passo em direção a pureza nos possibilita encontrar dimensões ilimitadas da alma, consequentemente da vida. Nossos corações também se ampliam retornando gradualmente ao seu tamanho original sem fronteiras.
Os fatos passam a ter importância diferente. O fundamental cada vez mais é o que vai chegar neste coração que se tornou um laboratório sagrado de Deus. Há atenção para que todas as cenas, relacionamentos e pensamentos venham a ser aliados no processo de limpeza. Nada mais deveria poluir a verdade. É uma experiência singular movimentar os ingredientes das nossas experiências espirituais junto com o próprio Deus. Ver resultados positivos da alquimia divina na forma de mais satisfação, poder, felicidade e amor em nós. É a resposta a todas as indagações filosóficas e espirituais de muito tempo. Uma reconciliação que mata a saudade que tinhamos de nós mesmos. A possibilidade de preenchimento do vazio interno marcando o fim da solidão.
Somente agora na Confluência fazemos nossa primeira comunhão, com o eu e com Deus e é o processo de maior significado em todas as nossas vidas no ciclo, motivo de grande celebração.
Cada conquista em direção a pureza aumenta os braços de luz com os quais abraçamos Deus.
Tenham um lindo dia de imersão na doçura e refrescamento deste duplo encontro !
Com afeto divino
Marcia
Agora olhem que depoimento lindo, e que apresentação de Madhuban...
WELCOME HOME - Parte 1
WELCOME HOME - Parte 2
WELCOME HOME - Parte 3
.
14 de mai. de 2011
Raja Informática Info Yôga
Saio dos corredores do Instituto de Física da USP de São Carlos onde boa parte das aulas eram divididas em dois outros, o de Matemática e o de Química, e vou direto para USP de São Paulo. Como poderia estudar física a noite, de ônibus no Butantã ???? Impossível. E minha paixão pelo Raja Yôga era premente. Só sei que vi a informática nascer, o primeiro computador da OBK, Imaginem que voltando de Madhubam, dando uma esticada até Paris, eu e Calimério ainda tivemos poder $$$ para comprar juntos dois computadores 286, iguais aos que tinhamos visto na Suiça, um foi presente para Campinas, o outro para Araguari. Tempo bom que se renova, pois a tecnologia sempre andou lado a lado conosco os Yôgues, nós escrevemos nas paredes dos templos, escrevemos as escrituras, fomos nós, e a tecnologia (da época),
sempre nos auxiliou, sei lá. Lembro-me da primeira vêz que teclei num computador (na USP era tudo cartão...), era datilógrafo, o Ken estava atrás de mim e me segurou... " Calma Roca, você vai quebrar o teclado.... é assim óh... e sentou-se, e me mostrou... Mas quem se sentou naquela cadeira mesmo, foi o Marcelo Bulk, entre tantos outros talentos. Assim nasceram os departamentos... e tudo caminha.
Pensei em comentar sobre o Prof. De Rose, de como ele lida bem com a tecnologia, pensei também em aprender com os mestres abaixo, por isto vou postar aqui uma das maiores lições de ética e ajuste
Tom Jobim e Edú Lobo - Vento Bravo
E então, neste ritmo, quantos computadores, letras, números, palavras.
Estou me lembrando agora de Jorge Luiz Borges que dizia que as letras podem mudar de posição, ou que texto lido poderia e terá infinitas interpretações de acordo com a data, local, etc, que seja lido. O mesmo acontecendo com a música. O fato é que certos textos transcendem neste aspectos, como no caso das Escrituras, entre tantos textos.
Ontem recebi a visita de meu amigo e irmão Tomazim, que chegou recentemente de Madhuban na Índia, e comentei com ele a postagem sobre as Murlis e tal, então ao nos despedirmos, ele busca entre coisas em sua caminhonete que compete com a minha em organização, e encontra algumas Murlis, entre as quais as do dia 17/02/2011 que como comentei na postagem anterior, eu não tinha lido ainda.
E olha o que é comentado:
17/02/11 Avyakt BapDada 17/02/11
É, a ciência quem vai explicar.....
Ainda bem que este Blog é ao vivo e a cores,
Entendo que meu negócio é com a Yaguia, então deixa eu dar um alô para a Diretora do Centro Centro de Raja Yôga de Piracicaba (Moro na zona Rural desta Cidade), que aliás foi apresentada ao Raja Yôga em minha atuação no Centro de Campinas há 20 anos, e excelente Professora, a Joana.
Olá Elza, Om Shanti. Ahh ela saiu? Na Rádio Educativa. Que bom... Ligo o rádio e lá esta ela.
Isto é sincronia, informática, tecnologia, e espiritualidade. Lidamos com tudo isto, e agora estou ouvindo o Programa Educativa nas Letras.
Uma Maravilha de Deus...
Bom, deixa eu tratar de postar a tal da Murli, que agora poderá ser lida em português no mundo inteiro:
Uma dublagem quente!, como diria mosso saudoso Maestro Tom Jobim.
https://docs.google.com/document/d/16Rft0Sha3QY3rY7GHtXaQhh2zsJJNmAYkPoPBEGhAmg/edit?hl=pt_BR
E depois desta vou deixar o link para a MURLI diretamente da Índia:
http://www.facebook.com/bkMurlis#!/bkMurlis?sk=app_2392950137
Bom pessoal, o tempo passou e progredimos, desde março de 2014 todas as murlis e aulas, etc inclusive a do dia e em várias linguas, inclusive o português podem ser encontradas aqui:
http://jewels.brahmakumaris.org/
.
sempre nos auxiliou, sei lá. Lembro-me da primeira vêz que teclei num computador (na USP era tudo cartão...), era datilógrafo, o Ken estava atrás de mim e me segurou... " Calma Roca, você vai quebrar o teclado.... é assim óh... e sentou-se, e me mostrou... Mas quem se sentou naquela cadeira mesmo, foi o Marcelo Bulk, entre tantos outros talentos. Assim nasceram os departamentos... e tudo caminha.
Pensei em comentar sobre o Prof. De Rose, de como ele lida bem com a tecnologia, pensei também em aprender com os mestres abaixo, por isto vou postar aqui uma das maiores lições de ética e ajuste
Tom Jobim e Edú Lobo - Vento Bravo
E então, neste ritmo, quantos computadores, letras, números, palavras.
Estou me lembrando agora de Jorge Luiz Borges que dizia que as letras podem mudar de posição, ou que texto lido poderia e terá infinitas interpretações de acordo com a data, local, etc, que seja lido. O mesmo acontecendo com a música. O fato é que certos textos transcendem neste aspectos, como no caso das Escrituras, entre tantos textos.
Ontem recebi a visita de meu amigo e irmão Tomazim, que chegou recentemente de Madhuban na Índia, e comentei com ele a postagem sobre as Murlis e tal, então ao nos despedirmos, ele busca entre coisas em sua caminhonete que compete com a minha em organização, e encontra algumas Murlis, entre as quais as do dia 17/02/2011 que como comentei na postagem anterior, eu não tinha lido ainda.
E olha o que é comentado:
17/02/11 Avyakt BapDada 17/02/11
Agora, em Shiv Ratri, independente de vocês virem aqui, de ouvirem a murli em casa ou nos centros ou aqueles que simplesmente ouvem a murli, todos vocês deveriam ouvir a murli. Dos que vieram desta vez, vocês devem estar ouvindo a murli regularmente. Existe alguém que não ouça a murli? Erga a mão! Ninguém. Achcha. Aqueles que não ouvem ou não lêem a murli, levantem-se! Existem alguns. Não importa, mas a partir de agora, pelo tempo que resta... Essas são as versões elevadas do Pai. BapDada vem da morada suprema e Brahma Baba vem da região sutil e eles falam as versões elevadas, então não percam a murli nem sequer por um único dia. Vocês então desceriam do torno do coração de BapDada. Aqueles que perdem a murli deveriam entender que não são os másters dos três tronos e que somente se tornarão os másters de dois tronos de acordo com sua própria capacidade. Portanto, MURLI, MURLI, MURLI, porque a murli tem orientações para cada dia. Existem direções para todas as quatro matérias, e vocês têm de receber direções para cada dia. Todos os que a estão perdendo por uma razão ou outra deveriam fazer um programa para si de modo que possam ouvir a murli. Encontrem um método ou outro de salvação. As invenções da ciência foram criadas para vocês. A ciência foi inventada cerca de 100 anos antes de Shiv Baba entrar em Brahma Baba. Ela tem de ser útil a vocês, e é por isso que vocês deveriam usá-la. Tomem beneficio. Achcha.Aos filhos que estão sentados diante de Baba, ou onde quer que vocês estejam ouvindo a murli: amor e lembranças do fundo do coração, com amor profundo e namaste.
Avyakt BapDada
É, a ciência quem vai explicar.....
Ainda bem que este Blog é ao vivo e a cores,
Entendo que meu negócio é com a Yaguia, então deixa eu dar um alô para a Diretora do Centro Centro de Raja Yôga de Piracicaba (Moro na zona Rural desta Cidade), que aliás foi apresentada ao Raja Yôga em minha atuação no Centro de Campinas há 20 anos, e excelente Professora, a Joana.
Olá Elza, Om Shanti. Ahh ela saiu? Na Rádio Educativa. Que bom... Ligo o rádio e lá esta ela.
Isto é sincronia, informática, tecnologia, e espiritualidade. Lidamos com tudo isto, e agora estou ouvindo o Programa Educativa nas Letras.
Uma Maravilha de Deus...
Bom, deixa eu tratar de postar a tal da Murli, que agora poderá ser lida em português no mundo inteiro:
Uma dublagem quente!, como diria mosso saudoso Maestro Tom Jobim.
https://docs.google.com/document/d/16Rft0Sha3QY3rY7GHtXaQhh2zsJJNmAYkPoPBEGhAmg/edit?hl=pt_BR
E depois desta vou deixar o link para a MURLI diretamente da Índia:
http://www.facebook.com/bkMurlis#!/bkMurlis?sk=app_2392950137
Bom pessoal, o tempo passou e progredimos, desde março de 2014 todas as murlis e aulas, etc inclusive a do dia e em várias linguas, inclusive o português podem ser encontradas aqui:
http://jewels.brahmakumaris.org/
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11 de mai. de 2011
Murli a Flauta
Obs.: Vejam nota importante no final da postagem.
Este Blog esta no ar há aproximadamente um ano, e hoje analisando as estatísticas, percebi que a postagem mais visitada é a de BapDada:
http://compreensaosuficiente.blogspot.com/2010/05/bapdada1.html
Isto só confirma que o pessoal tem faro, e sabe o que é bom e o que quer......
Então vou contar uma historinha:
Quando conheci o Raja Yôga na Cidade de São Carlos, tudo isto bateu muito forte em mim, combinava com tudo que eu pensava e experimentava. Eu literalmente "casei" com Baba. Coisa minha e Dele, mas me lembro de uma tarde a caminho do Centro. Eu me "Via" como uma divindade, via as jóias, a roupa, e caminhava. Realmente era outra dimensão.
Quando percebemos que o centro não deslanchava (Residiam no Centro Eu e Adelino), decidi mudar-me para São Paulo. Numa visita, uma breve conversa com o Ken sugeri a mudança, e como ningém pode impedir ninguém de ir para lugar algum ainda mais com minha família morando no ABC. Decidimos então que eu iria para São Paulo.
Percebi a necessidade de datilógrafos para o serviço de tradução das Murlis, e tratei de fazer um curso de datilografia antes de partir. Chegando, após o primeiro dia de aula, Luciana me encontra na porta do escritório e me dá as boas vindas "Olha, não vou com a sua cara e seu jeito, mas...." . Fiquei meio desnorteado, e prossegui com o estudo e a prática, me tornando então um "datilógrafo de Murlis".
Obs.: O serviço de Baba esta além de preferências, gostos, etc. temos que superar isto. Vejam: Luciana era filha de um próspero construtor, Marcelo Bulk, imaginem vinha da força aérea. e eu um proletário Bicho Grilo do ABC... e tantos outros em tão diferentes situações e condições.
As Murlis chegavam em Inglês, e enquanto lidas pelo Ken ou pela Luciana eram gravadas, então Alguém ia ouvindo pelo gravador, acompanhando a original em Inglês e datilografava em português. A Marli que controlava o processo, corrigia, devolvia ao datilógrafo e então tudo seguia para a máquina de xerox. As segundas saiam os envelopes diretamente aos correios e aos Centros, e se houvesse atraso, logo o telefone tocava: "Cadê as Murlis....."
Deste período a recordação mais doce. É a de mim e de Marcelo Bulk apostando corrida para ver quem acabava primeiro, Nós datilografavamos uma murli em aproximadamente uma hora, sei lá, e na lembrança, e sem erros, literalmente, "Que delícia".
Bom, Hoje, 30 anos depois, não sei como ocorre o processo, mas ainda há murlis desta estação que não chegaram aos meus ouvidos. Isto porque estou solicitando e correndo atrás. Imaginou se fosse no período em que estive afastado da Organização.
Alguém que queira, que conheça, que já ouviu, etc. jamais poderia ficar sem o principal sustento do Yôgue, que são as Murlis, Como dançar sem a Música?
Por isto que vou disponibilizar as murlis neste Blog. Só não entendo porque a Organização BK já não o fez e não faz, aliás não só com as Murlis, mas com todo material que se encontra arquivado e é riquíssimo.
O único argumento que ouvi até agora é que alguém pode ter um mau entendimento. Então porque as murlis são distribuídas logo na manhã seguinte de serem pronunciadas por BapDada, e são impressas e distribuídas livremente? Sem contar com os leitores de Murlis dos Centros. Quem pode garantir a correta interpretação?
Deixemos isto com Baba. Se Ele falou, Ele segura.
Mas até agora, todos estão elogiando, gostando, lendo e assimilando.
Estas e outras murlis podem ser encontradas para leitura aqui:
http://compreensaosuficiente.blogspot.com.br/p/murlis-bapdada.html
E para sentir o clima ASSISTA A UMA MURLI DIRETAMENTE DA ÍNDIA via YOUTUBE
Aqui: http://www.youtube.com/user/Brahmakumariz#g/c/E82447364423A270
A partir de março de 2014 As murlis e outras aulas podem ser encontradas em várias línguas inclusive em português aqui: http://jewels.brahmakumaris.org/

Boa leitura e interpretação.
Este Blog esta no ar há aproximadamente um ano, e hoje analisando as estatísticas, percebi que a postagem mais visitada é a de BapDada:
http://compreensaosuficiente.blogspot.com/2010/05/bapdada1.html
Isto só confirma que o pessoal tem faro, e sabe o que é bom e o que quer......
Então vou contar uma historinha:
Quando conheci o Raja Yôga na Cidade de São Carlos, tudo isto bateu muito forte em mim, combinava com tudo que eu pensava e experimentava. Eu literalmente "casei" com Baba. Coisa minha e Dele, mas me lembro de uma tarde a caminho do Centro. Eu me "Via" como uma divindade, via as jóias, a roupa, e caminhava. Realmente era outra dimensão.
Quando percebemos que o centro não deslanchava (Residiam no Centro Eu e Adelino), decidi mudar-me para São Paulo. Numa visita, uma breve conversa com o Ken sugeri a mudança, e como ningém pode impedir ninguém de ir para lugar algum ainda mais com minha família morando no ABC. Decidimos então que eu iria para São Paulo.
Percebi a necessidade de datilógrafos para o serviço de tradução das Murlis, e tratei de fazer um curso de datilografia antes de partir. Chegando, após o primeiro dia de aula, Luciana me encontra na porta do escritório e me dá as boas vindas "Olha, não vou com a sua cara e seu jeito, mas...." . Fiquei meio desnorteado, e prossegui com o estudo e a prática, me tornando então um "datilógrafo de Murlis".
Obs.: O serviço de Baba esta além de preferências, gostos, etc. temos que superar isto. Vejam: Luciana era filha de um próspero construtor, Marcelo Bulk, imaginem vinha da força aérea. e eu um proletário Bicho Grilo do ABC... e tantos outros em tão diferentes situações e condições.
As Murlis chegavam em Inglês, e enquanto lidas pelo Ken ou pela Luciana eram gravadas, então Alguém ia ouvindo pelo gravador, acompanhando a original em Inglês e datilografava em português. A Marli que controlava o processo, corrigia, devolvia ao datilógrafo e então tudo seguia para a máquina de xerox. As segundas saiam os envelopes diretamente aos correios e aos Centros, e se houvesse atraso, logo o telefone tocava: "Cadê as Murlis....."
Deste período a recordação mais doce. É a de mim e de Marcelo Bulk apostando corrida para ver quem acabava primeiro, Nós datilografavamos uma murli em aproximadamente uma hora, sei lá, e na lembrança, e sem erros, literalmente, "Que delícia".
Bom, Hoje, 30 anos depois, não sei como ocorre o processo, mas ainda há murlis desta estação que não chegaram aos meus ouvidos. Isto porque estou solicitando e correndo atrás. Imaginou se fosse no período em que estive afastado da Organização.
Alguém que queira, que conheça, que já ouviu, etc. jamais poderia ficar sem o principal sustento do Yôgue, que são as Murlis, Como dançar sem a Música?
Por isto que vou disponibilizar as murlis neste Blog. Só não entendo porque a Organização BK já não o fez e não faz, aliás não só com as Murlis, mas com todo material que se encontra arquivado e é riquíssimo.
O único argumento que ouvi até agora é que alguém pode ter um mau entendimento. Então porque as murlis são distribuídas logo na manhã seguinte de serem pronunciadas por BapDada, e são impressas e distribuídas livremente? Sem contar com os leitores de Murlis dos Centros. Quem pode garantir a correta interpretação?
Deixemos isto com Baba. Se Ele falou, Ele segura.
Mas até agora, todos estão elogiando, gostando, lendo e assimilando.
Estas e outras murlis podem ser encontradas para leitura aqui:
http://compreensaosuficiente.blogspot.com.br/p/murlis-bapdada.html
E para sentir o clima ASSISTA A UMA MURLI DIRETAMENTE DA ÍNDIA via YOUTUBE
Aqui: http://www.youtube.com/user/Brahmakumariz#g/c/E82447364423A270
A partir de março de 2014 As murlis e outras aulas podem ser encontradas em várias línguas inclusive em português aqui: http://jewels.brahmakumaris.org/

Boa leitura e interpretação.
9 de mai. de 2011
Yôga
O ato mais natural, mais simples. Lembrar-se.
Quando nos lembramos de algo, nosso pensamento se conecta automáticamente.
Isto é União "Yôga".
Então vamos praticar, viver lembrando-se Dele.
Podemos fazer isto enquanto caminhamos, cantamos, comemos, etc. e isto é Karma Yôga.
O Viajante
.
Quando nos lembramos de algo, nosso pensamento se conecta automáticamente.
Isto é União "Yôga".
Então vamos praticar, viver lembrando-se Dele.
Podemos fazer isto enquanto caminhamos, cantamos, comemos, etc. e isto é Karma Yôga.
O Viajante
.
23 de abr. de 2011
Brahma Kumaris 30 anos de Brasil
Minha história com os Brahma Kumaris se misturam por volta de 1985, e com certeza não assinar BK Roca, seria no mínimo me negar, pois canto essa canção: "Eu começaria tudo outra vez, se possível fosse meu amor, ......".
Moraria em Centro, Pandava Bhavans, Museu, e faria parte de um majestoso elenco que residiu no antigo Centro de Raja Yôga na Rua Estevão de Almeida, de onde muitos partiram para desbravar outros lugares. Lembro-me de uma manhã no portão, o irmão Cícero partindo com seu Passat para Brasília. O irmão Fábio e suas dificuldades na Argentina. Tantas outras almas. Acácio, que acabou indo para Portugal, me deixando suas relíquias, Gil Bhai. Sem contar o pessoal do Sul....
Editaria o Boletim Om Shanti, daria tantas boas rizadas com Raul. Quantas piadinhas.... Faríamos teatro com a ?????.
Quanta coisa boa. Faria o "Um Milhão de Minutos pela Paz" o "Cooperação Global para um Mundo Melhor"
Palestras, aulas, livros, viagens, convívios, reuniões.... Sim faria Tudo outra vez... Iria para Campinas, Piracicaba, viveria esta doce lida de ser um yôgue, e entenderia, que sou um BK, daqueles que não existiam quando eu nasci, pois a história é viva.
E se eu faria tudo outra vez?
O que vou fazer....?
O Museu "Compreensão Suficiente"
Uma pequena Jóia que vou presentear a Baba pelo aniversário dos trinta anos.
.
Moraria em Centro, Pandava Bhavans, Museu, e faria parte de um majestoso elenco que residiu no antigo Centro de Raja Yôga na Rua Estevão de Almeida, de onde muitos partiram para desbravar outros lugares. Lembro-me de uma manhã no portão, o irmão Cícero partindo com seu Passat para Brasília. O irmão Fábio e suas dificuldades na Argentina. Tantas outras almas. Acácio, que acabou indo para Portugal, me deixando suas relíquias, Gil Bhai. Sem contar o pessoal do Sul....
Editaria o Boletim Om Shanti, daria tantas boas rizadas com Raul. Quantas piadinhas.... Faríamos teatro com a ?????.
Quanta coisa boa. Faria o "Um Milhão de Minutos pela Paz" o "Cooperação Global para um Mundo Melhor"
Palestras, aulas, livros, viagens, convívios, reuniões.... Sim faria Tudo outra vez... Iria para Campinas, Piracicaba, viveria esta doce lida de ser um yôgue, e entenderia, que sou um BK, daqueles que não existiam quando eu nasci, pois a história é viva.
E se eu faria tudo outra vez?
O que vou fazer....?
O Museu "Compreensão Suficiente"
Uma pequena Jóia que vou presentear a Baba pelo aniversário dos trinta anos.
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17 de abr. de 2011
Renovação, Morte e Vida, Renascer
Há um ano, tive a experiência de morrer e voltar, de ver a coragem e o medo, equilibrados pelo amor, e voltei com a determinação de criar este Blog, e tentar expressar estas experiências.
Morri de amor
Morri de amor
Surgiu então o Aleph, e agora a idéia do Museu Compreensão Suficiente. Tudo isto como expressão do servir, tão necessário e natural ao Yogue; pois sabemos que a verdadeira realização nos traz frutos imediatos. Ai que esta o crescimento e morte, a vida desta Árvore da Humanidade, que também somos nós.
Aqui vou apresentar um texto de minha amiga Marcia Medeiros:
Aqui vou apresentar um texto de minha amiga Marcia Medeiros:
RENOVAÇÃO
Um ponto final, um parágrafo, um novo capítulo, um novo livro... uma nova vida !
Morrer em vida (Renascer) é estar no palco ao lado do Diretor, agindo dentro das cenas , porém sem ingenuidade, ou compulsão mas com 100% de consciência e distanciamento amoroso.
De forma sábia impulsionado pela energia nova que vem de dentro e do alto.
Somos levados ao máximo de atividade interna e ao mesmo tempo freamos nossa impulsividade e reatividade. Deixamos a responsabilidade da peça para ela mesma e para o Diretor, não queremos criar sobre a perfeição, mas fazer as cenas indicadoras e ajudantes de nossa performance perfeita.
Sair da insensatez de um ator que representa sem saber sua origem e destino. Assim nos reposicionamos na nossa própria grandeza.
Recuar e silenciar internamente nesta perspectiva é o ato mais criativo e transformador. Ao renunciar a uma interferência não apropriada, renasce um novo personagem no mesmo corpo. É morte e vida. É preciso atenção constante para ajudarmos Deus a desenhar um futuro sagrado para a humanidade.
É também uma questão de pureza. Abrindo mão do passado liga é removida do ouro e o que surge são memórias purificadas.
Morrer para a inconsciência. Abandonar o conjunto de significados que deixam de fazer sentido em uma etapa de renovação do palco e dos atores. Trabalhar e usar qualquer recurso somente para o novo.
Enquanto os atores na consciência limitada procuram novidade nos cabelos, na moda, no consumo... o exército divino incógnito trabalha sobre o âmago, ou o princípio criativo, assim termina qualquer desejo e experimenta a verdadeira renovação que acontece dentro.
Desejando a todos uma linda nova vida.
Feliz Páscoa Ilimitada.
Com afeto espiritual
Marcia Medeiros
19 de mar. de 2011
17 de mar. de 2011
Curso de Apresentação do Raja Yôga
Parte 1 - A Alma
Parte 2 - O Mundo Além
Parte 3 - Deus
Parte 4 - Reencarnação
Parte 5 - Karma
Parte 6 - Meditação
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Parte 2 - O Mundo Além
Parte 3 - Deus
Parte 4 - Reencarnação
Parte 5 - Karma
Parte 6 - Meditação
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31 de jan. de 2011
A última não viagem
O desafio de uma Editora adicionado a Signflex (Empresa de Comunicação Visual que abri em Piracicaba) que acabava de nascer, realmente puseram a prova todas as forças que tinha. Por algumas noites aguardei as mãos que não vieram, e durante o dia em poucos meses investi o pouco que tinha na empresa que acabou levando ainda meu veículo zero que foi trocado por uma bicicleta e o acerto das contas.
Mas o tempo não para, e é chegada a estação das Murlis, há nove anos vinha viajando anualmente para Madhubham e Europa. Passagem comprada, malas prontas, é chegado aquele dia tão esperado. Um táxi, ônibus, avião e lá estarei eu. Só que após o café que tomava em uma lanchonete em frente do escritório (Signflex) que tinha no Shoping Zilliat, um amigo me alerta. Sérgio, se você embarcar na sua volta as consequências serão graves.
Olhei para mala, para o escritório, e cai em pranto. Pior que aquelas crianças mal educadas. A ideia de não viajar custou a assentar em minha cabeça. Mas teria que cancelar a viajem, seria uma loucura.
Mais tarde liguei para Luciana, e dei a notícia. O mais chato é que era responsável pela condução de um grupo de mais de 50 Yôgues.
O Dinners não exitou em devolver o dinheiro de minha passagem, e aquele foi um dos dias mais marcantes da minha vida. Mas talvez, graças a isto, tenha aprendido a me libertar de desejos, há utilizar mais a mente, e hoje sinto Madhubham tão próxima, quase que caminho por seus corredores, etc.
No avião do intelecto.
.
.
22 de nov. de 2010
8 de out. de 2010
Doçura
E eu que não sou bobo nem nada
Comi da sua marmelada
E agora sou feliz assim
De noite, vivo sonhando
De dia, ando cantando
Nesta dança sem fim
.
Comi da sua marmelada
E agora sou feliz assim
De noite, vivo sonhando
De dia, ando cantando
Nesta dança sem fim
.
16 de set. de 2010
4 de set. de 2010
15 de ago. de 2010
Rário Educativa Piracicaba
Já era hora, e bem na hora de retribuir a todos vocês da Rádio Educativa de Piracicaba, pelo grande serviço de manterem no ar toda a qualidade, bom gosto, equilíbrio e tudo mais que vocês proporcionam ao mundo. Pois sim, os indico a meus amigos no mundo todo. Vou aproveitar para tentar expressar o que percebo acompanhando parte da programação nas manhãs e nas tardes, pois trabalho em casa e tenho o hábito de ouvir rádio. Sempre ouvi. A Cultura de São Paulo, a Rádio USP, a Morena de Campinas, etc, etc. A notícia, a informação e a música nos brindando.
Agora, a programação musical nas manhãs e nas tardes, vou dizer, expõe a MPB de maneira muito especial, e como Compositor, Poeta, e Yogue que sou, sei que Deus age diretamente nos artistas e embala o amor, etc. Conclusão. Há momentos que tenho que interditar a rádio. Ou rádio ou trabalho. Isto quando não caio duro aos prantos, ou paro tudo e não faço mais nada. Realmente inspirador, e quando vai chegando Onze e meia, parece que aquelas músicas mais guardadas, e tal. Então o programador "castiga" mesmo, e haja coração. Bom, é o amor, e tenho certeza que os Piracicabanos captam tudo isto, e eu mesmo há mais de quinze anos em Piracicaba, muitas vezes cheguei a pensar "O que seria de mim se não houvesse esta rádio nesta Cidade". Parabéns, mas não esqueçam de citar os nomes dos interpretes, dos compositores, etc, etc. ai eles já recebem na hora nossos bons votos, e onde que que estejam estes imortais artistas, já receberão seus direitos autorais, que nossos corações enviam por tão belo trabalho, igual ao de vocês radialistas, artistas.
Parabéns
http://www.educativafm.com.br/
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2 de ago. de 2010
Gyan, Yôga, Dharna, Seva
Gyan - Todo conhecimento, o que você pode explicar, dar o entendimento
Yôga - A conexão, estamos sempre em yôga com algo. O objetivo aqui é nos alinharmos com o Ponto Central.
O interessante é que de qualquer posição ou situação que você estiver, haverá um indicativo para o centro.
Dharna - É a revelação de sua posição e capacidade. O que é fácil e natural para um, é difícil para outro. Compreender o que fazer e fazer, entendendo que o que fazemos cria caminhos.
Seva - O motor, o fio da lâmina que corta o momento presente e nos faz agir na direção do que mais amamos.
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27 de jun. de 2010
Saudade
Estou transcrevendo o Livro Verde, faço folha a folha chorando, não mudo nem uma letra, nada. Como pude ter escrito aquilo com vinte e um anos. Literalmente. Fui. E ele agora me inspira a não parar; o Brasil não merece, o mundo não merece. E vou apresentar aqui uma música que embalou muitas madrugadas, aproveitar para mostrar o que é saudade, creio que toda saudade, no fundo, no fundo, é saudade de nós mesmos e Dele, e quando estamos com Ele, tudo transcende, e a companheira ou companheiro neste estado, se converte em luz, ou irmãos.
Seis meses em São Carlos, e dá-lhe férias, e dá-lhe estrada. Eu e um companheiro de curso cujo cabelo liso escorrido chegava na cintura de um corpo magérrimo de um metro e noventa, tratamos de angariar fundos para uma reunião da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) que ocorreria em Belém. Partimos de ônibus e carôna com o pouco que conseguimos. Numa beira de estrada no Maranhão, nos deparamos com um ônibus que vinha de Minas Gerais com um grupo totalmente feminino rumo a reunião. Dois minutos, e partia o ônibus, com nós dois sendo ovacionados no meio das mineiras, companhia que seguiu até depois, quando esticamos a viagem até a praia de Ajuruteua, próxima a ilha de Marajó.
A irmandade do grupo era incrível, sem restrições, sem sacanagem, só naturalidade. Lembro-me de uma manhã, o grupo tinha pernoitado em cabanas de palha a beira da praia. Ao amanhecer, aquela alvorada me conduziu até a beira mar, me despi e entrei, então vi que estava acompanhado. Minha amiga era uma mineirinha loira de olhos azuis. Aquele sol surgindo, e o mar... e não nos vimos, nos banhamos e saímos, estávamos inertes no amor do eu, este ser que temos que acender, zelar, conhecer. No trato com o outro a pureza é fundamental, não se esquecendo que as misturas acontecem a cada segundo.
Para um coração espelhado na verdadade, basta a observação ou alguns relacionamentos para valorizarmos a saudade que ao menos pode ser verdadeira.
Ainda com saudades? Saudade
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24 de jun. de 2010
Os anos
Ontem comemoramos os vinte anos de atividades do centro de Raja Yôga de Campinas, e coincidentemente era aniversário do Ken, e descobrimos também que era aniversário espiritual da Luciana, e chegamos facilmente na idade Trinta e Um anos de puro amor. A noite estava realmente estrelada, uma constelação incrível, uma reunião de eternos onde os anos eram contados como segundos. Eu não via o Ken e Luciana há quinze anos, e era como se estivessemos no mesmo dia em que ele subindo uma escada rumo a seu quarto em Gyan Sarovar, ele me disse "Roca, vamos gravar um CD"?, e eu senti que não o acompanharia mais. Foi neste exato momento. E ontem, sentei-me ao seu lado, e senti que fui buscar uma xícara de chá e que demorei quinze anos. Agora sou eu que o convido. "Ken, vamos gravar um CD"?. E toda família sorria e se reconhecia.
22 de jun. de 2010
O Bhagavad Gita
O Gita Condensado
The Gita Condensed
por Kalakantha Dasa
Em 1968, Sua Divina Graça A. C. Bhaktivedanta Svami Prabhupada publicou o Bhagavad-gita Como Ele É, que desde então vendeu dezenas de milhões de cópias em várias línguas. Como um devoto de Krsna em tempo integral e sanscritólogo perito, Srila Prabhupada reportou com todas as letras a clara conclusão do Gita, que muitos comentadores obscurecem com suas traduções liberais, e por terem também outros importantes afazeres em suas agendas. Os significados de Srila Prabhupada esclarecem para nós os versos falados por Krsna e Arjuna. A versão condensada desse diálogo histórico que será aqui apresentada combina pontos chaves de versos e significados na mesma seqüência em que aparecem no original. Os versos não são citações diretas, e por isso não substituem o Bhagavad-gita Como Ele É em sua versão original. Em vez disso, esta versão provém uma visão geral do tratado filosófico do Gita. Ela está em conformidade com a compreensão apresentada por Srila Prabhupada e pode ser usada com fim introdutório ou para revisão.
Parte 1: Ação
Arjuna: Krsna, por favor, conduza minha quadriga até o meio de ambos os exércitos. Deixe-me ver quais seguidores do infrator das leis, Duryodhana, vieram até aqui para lutar.
Krsna (Guiando a bela quadriga dourada para o meio dos dois gigantescos exércitos que se contemplavam no campo de batalha): Apenas veja, Meu primo, todos os grandes guerreiros aqui reunidos.
Arjuna (horrorizado): Krsna, eu não posso lutar contra esses parentes queridos, professores e mais velhos. Toda a minha família seria destruída. Prefiro morrer, ou simplesmente viver como um mendigo.
Krsna (sorrindo gentilmente): Você esqueceu-se que todos são almas eternas, e não corpos físicos. Você pode matar o corpo, mas não a alma.
Arjuna: Krsna, como eu poderia matar esses homens dignos de adoração? Qualquer possível vitória seria maculada pelo derramamento do sangue deles. Eu não sei o que fazer. Por favor, instrua-me.
Krsna: Meu amigo, você é um guerreiro. Lute, mas não para seu prazer pessoal. Lute para o prazer do Supremo. Então você estará agindo como a alma eterna que você de fato é. Lute contra todas as variedades de materialismos e seja um yogi.
Arjuna: O que fazem os yogis? Como eles agem?
Krsna: Os yogis executam seus deveres externos sem apego, porque eles se tornaram senhores de seus sentidos e mente. Eles desfrutam de uma felicidade interior, que está esquecida por muitos.
Arjuna: Você está me dizendo para ser feliz interiormente e ao mesmo tempo pedindo que eu lute. Isso é contraditório.
Krsna: Você não pode viver sem agir, Arjuna. Ao invés de agir para seu prazer pessoal, faça o que você faz como um sacrifício ao Supremo. Assim, você será feliz.
Arjuna: O que é isso que me faz agir egoistamente?
Krsna: A ânsia por autogratificação, Arjuna, nascida de desejos inesgotáveis. A ânsia por autogratificação destrói sua habilidade de pensar claramente. Por muitos anos Eu venho ensinando as pessoas a como usar a yoga para que se livrem disso. Eu ensinei ao deus do sol, que ensinou ao seu filho, que começou uma longa corrente de professores. De alguma forma, todavia, o conhecimento original se perdeu, por isso, hoje, Meu caro amigo, Eu irei ensinar este conhecimento para você.
Arjuna: Como Você pode ter ensinado algo ao deus do sol, que é muito mais velho do que Você?
Krsna: Corpos comuns envelhecem e morrem, Arjuna, mas Meu corpo é espiritual e jamais se deteriora. De tempos em tempos, Eu apareço na sociedade para ajudar as pessoas boas e aniquilar as más. As pessoas boas tornam-se livres da ânsia por autogratificação e direcionam seu amor para Mim. Mas existem vários tipos de pessoas, e Eu reciproco a cada uma individualmente.
Aja em harmonia com Meu plano, Arjuna. Quando assim o fizer, tudo o mais – seu trabalho, seu equipamento, seu conhecimento – se tornarão parte de uma bem-aventurada oferenda, um sacrifício para o Supremo. Há vários tipos de sacrifício, Arjuna, por isso você deve encontrar um guru verdadeiramente iluminado para que lhe ajude explicando cada sacrifício.
Agir sem apego e agir para o Meu prazer são ambas formas de yoga. Todavia, agindo para Mim, você automaticamente age sem apego. Lembre-se que sou Seu amigo, o proprietário de tudo, que todas as ações se destinam a mim. Então você terá interminável paz interior. Você cumprirá seu dever em perfeita yoga, ou união coMigo. Para isso, você talvez ache útil executar as longas austeridades do processo místico da yoga e da meditação.
Arjuna: Fazer a mente sentar-se quieta é como tentar controlar os ventos. A yoga mística parece muito difícil para mim.
Krsna: Sim, ela é difícil, mas não impossível.
Arjuna: E se eu começar a trilhar o caminho da yoga e falhar? Eu então serei um perdedor, tanto material quanto espiritualmente.
Krsna: Como pode haver perda, quando se faz o que deve ser feito? No mínimo, sua próxima vida será melhor. Por outro lado, se você conseguir aprender a Me amar, na hora da morte virá a Mim e deixará para trás este mundo terrível.
Parte 2: Devoção
Krsna: Arjuna, escute o que tenho a lhe dizer. Você é uma das poucas almas que querem conhecer a verdade. Apenas tente entender estes pontos:
Tudo emana de Mim, Arjuna, até mesmo os três tipos de materialismos, que afetam a todos, exceto a Mim, que os criei.
Pessoas que sejam materialistas, arrogantes, pseudo-sábios ou tolos, ignoram-Me. As pessoas buscam por Mim quando estão curiosas, desesperadas, tristes ou quando são sábias.
Pessoas que pensam que sou apenas uma manifestação do Brahman, o espírito sem forma, jamais Me conhecem pessoalmente. Mas os sábios que servem a Mim vêm a Mim após a morte.
Arjuna: Fale-me, por favor, sobre este espírito sem forma, bem como dos deuses, da alma, do karma, e de Sua presença em meu coração. E, por favor, diga-me como posso conhecê-lO na hora da morte.
Krsna: O espírito sem forma, ou Brahman, é minha refulgência espiritual, e as almas espirituais - ou centelhas individuais – são da mesma natureza espiritual. Por natureza, as almas individuais são servos, mas, se elas decidem servir a este temporário mundo material, elas sofrem com a lei do karma. Quanto aos deuses, Eu os criei para administrarem este mundo material. E, sim, Eu vivo em seu coração como a Superalma, Arjuna.
Para lembrar-se de Mim à hora da morte, pratique lembrar-se de Mim enquanto luta. Em outros momentos, pense em Mim como o mais velho e sempre jovem, grande e minúsculo, mas sempre como uma pessoa, radiante como o sol. Os yogis místicos se submetem a longos, profundos e mecânicos processos de meditação para deixarem seus corpos em um momento exato. Isso os ajuda a irem ao Meu encontro no mundo espiritual – o único mundo livre da miséria dos repetidos nascimentos e mortes. Mas lhe é possível chegar lá simplesmente por lembrar-se de Mim. De fato, por servir a Mim, você obtém tudo o que por ventura ganharia através do estudo, da austeridade, da caridade, renúncia ou de qualquer outra atividade religiosa.
Diria mais. Essa instrução é o rei da educação, Arjuna. Porque você não Me inveja, você é qualificado para receber este conhecimento. Você deve apenas ouvir com fé.
Eu crio o universo e tudo o mais dentro dele, mas Eu continuo um indivíduo, intocado por Minha criação. Tolos Me vêem como um homem comum, mas as grandes almas se curvam perante Mim e Me servem com amor. Outros, ao contrário, oferecem grandes sacrifícios aos deuses, porque têm interesse nos prazeres materiais que os deuses podem lhes dar. Mas se alguém me oferece apenas um pouco de água ou uma flor ou algum alimento vegetariano, Eu aceito.
Mesmo que você cometa erros, Eu lhe aceitarei; Sou equânime para com todos, mas parcial para com Meus devotos. Seja Meu devoto, e Eu lhe prometo que virá a Mim.
Em resumo, apenas saiba que Eu crio tudo. Sempre Me sirva e fale sobre Mim, e você será feliz, pois Eu, situado dentro de seu coração, destruirei com a luz brilhante do conhecimento a escuridão nascida na ignorância.
Arjuna: Eu sinto muito prazer em ouvi-lO, Krsna. Parece-me que apenas Você pode conhecer a Si mesmo. Como poderia eu conhecê-lO?
Krsna: Quando você se deparar com o melhor de algum grupo – como o tubarão entre os peixes, ou o leão entre as feras, por exemplo – lembre-se de Mim. Lembre-se que qualquer beleza que você contemple neste mundo é apenas uma centelha de Meu verdadeiro esplendor.
Arjuna: Krsna, Você gentilmente desfez minha ilusão. Embora eu possa vê-lO agora como Você é, se Você acha que sou capaz de contemplar essa forma, mostre-me Sua forma na qual Você é todo este universo e tudo o que há dentro dele.
Krsna: Sim, Arjuna. Eu lhe darei agora olhos divinos para contemplar essa visão divina. Contemple-a!
Arjuna (espantado): Krsna, eu vejo os grandes deuses com suas armas e jóias, vejo inumeráveis planetas, tudo é deslumbrante, com todas as cores imagináveis. A refulgente glória de tudo isto está me cegando. Mesmo os deuses se curvam com medo perante Você. Você é mesmo a origem de tudo, Krsna! Você testemunha a tudo com Seus olhos, que são o sol e a lua.
(com medo) Agora posso vê-lO destruindo os corpos de todas as entidades vivas com Seus dentes afiados e assustadores. Meus parentes, meus amigos – todos estão indo em direção a seus dentes! Por que está fazendo isso?
Krsna: Eu sou o tempo, a morte de tudo. Todos estes guerreiros já estão mortos por Meu arranjo, Arjuna. Lute como Meu instrumento e tenha para si a fama eterna!
Arjuna (tremendo): Grandioso Senhor, ofereço-Lhe minhas reverências de todas as formas! Toda entidade viva deveria glorificá-lO, mas eu tolamente Lhe tratei como um amigo. Por favor, perdoe-me, assim como um pai perdoa um filho ou uma esposa perdoa o marido. E, por favor, permita-me vê-lo novamente como Krsna.
Krsna: Minha forma universal lhe assustou, Arjuna. Fique calmo. Contemple novamente a forma que lhe é querida. Arjuna, mesmo que uma pessoa execute todo tipo de atividade piedosa, ela não pode ver-Me assim, como Krsna. Apenas através do serviço devocional é possível conhecer-Me como sou.
Arjuna: Meu Senhor, eu devo contemplá-lO como Krsna ou como o infinito, como o espírito sem forma?
Krsna: Alguns meditam em Mim como o espírito sem limites. Esse tipo de meditação é problemática, mas eles acabam Me alcançando. Mas se você pensar diretamente em Mim, Eu prontamente lhe resgatarei do oceano de nascimentos e mortes.
Se você não é capaz de pensar sempre em Mim, então escute e cante minhas glórias através da prática de bhakti, ou serviço devocional. Se você não pode fazer isso, então trabalhe para Mim, ou ao menos trabalhe em caridade, porque desapego da mentalidade egoísta traz paz – mais do que traz o mero conhecimento.
Pessoas que pensam em Mim com devoção desenvolvem grandes qualidades, como gentileza, tolerância, estabilidade emocional e determinação. Elas amam a Mim, e Eu as amo.
Parte 3: O Conhecimento Espiritual
Arjuna: Krsna, qual a relação do corpo e da alma?
Krsna: O corpo é como um campo de atividades para a alma. Uma alma comum se interage com o corpo usando os sentidos para experimentar diferentes emoções, como a luxúria e o ódio. Todavia, com a ajuda de um mestre espiritual [guru], uma alma sábia se torna desapegada do corpo material. Tal pessoa é humilde, equilibrada e verdadeiramente livre.
Como a Superalma, Eu ofereço instrução para todas as almas, sejam elas sábias ou não. Toda alma pode escolher entre Mim e o materialismo. Aqueles que escolhem o materialismo sofrem repetidos nascimentos e mortes em diferentes espécies de vida. Aqueles que escolhem a Mim, passam a conhecer todas as coisas: espirituais e materiais.
Deixe-Me falar-lhe mais sobre a energia material. Ela se manifesta em três variedades, ou modos: bondade, paixão e ignorância. Como o Pai que dá a semente, Eu animo a matéria inerte dando a ela as almas espirituais. Então os modos controlam o resto. O modo da bondade condiciona a alma à felicidade temporária, o da paixão à ambição, e o da ignorância à ilusão. Os três modos da natureza competem entre si pela supremacia, levando você, a alma eterna, de uma condição material para outra. Apenas quando estiver livre do controle desses modos, você poderá provar o sabor da felicidade verdadeira.
Arjuna: Como alguém se situa acima dos três modos? E tendo conquistado os três modos, como a pessoa se comporta?
Krsna: Para conquistar os modos e ficar livre tanto do bom karma quanto do mau karma, simplesmente ame e sirva a Mim em todas as circunstâncias. Assim, quando os oscilantes modos irem e virem, você apenas os observará, sem apego ou aversão. Nesse estado, você será inabalavelmente calmo e tratará a todos com equanimidade.
Arjuna, imagine este mundo como uma grande e ancestral figueira de bengala, cujos galhos crescem para baixo e se transformam em raízes. É impossível dizer onde esta árvore começa ou termina. Se você quiser escapar do enredamento desses galhos, você deve cortar esta árvore. Então, você poderá entrar em Minha morada auto-refulgente, na qual não há necessidade de luz solar ou eletricidade. Quando você chegar à Minha morada, você não terá saudade dessa árvore mortal.
Eu quero que todos venham à Minha morada, por isso Eu sento-Me no coração de todos como a Superalma e ofereço instrução espiritual. Eu também escrevo a literatura Védica para que as pessoas possam conhecer a Mim. Eu sou superior tanto aos materialistas quanto às almas iluminadas. Se você conhecer a Mim, você se tornará sábio, e tudo o que fizer redundará em perfeição.
Eu acabei de lhe dizer algo sobre as almas iluminadas: elas são honestas, puras, autocontroladas e desapegadas. Você está entre essas pessoas, Arjuna, mas deixe-Me falar-lhe um pouco sobre os materialistas, os desvirtuados ateístas. Pessoa não-divinas não sabem o que deve ser feito ou o que não deve ser feito. Elas são sujas, desonestas e exageradamente interessadas em sexo. Pensando que Minha criação na verdade pertence a elas, elas constroem armas destrutivas e se sentem poderosas e orgulhosas. Suas ocasionais manifestações de religiosidade e caridade são destituídas de significado, pois são escravos da ânsia por autogratificação. Presos no materialismo pela avareza e ira, caem em formas inferior de vida nascimento após nascimento.
As escrituras sagradas, que podem salvá-los desse fado, não lhes interessam.
Arjuna: O que acontece com aqueles que não se baseiam nas escrituras sagradas [Vedas], mas criam seus próprios processos de adoração?
Krsna: Uma religião imaginada é produto dos três modos. No modo da bondade a pessoa adora os deuses; no modo da paixão, políticos e homens poderosos; e, na ignorância, fantasmas que podem lhe fazer favores.
Os três modos afetam a tudo, mesmo sua comida. Sucos, gordura natural e alimentos integrais são do modo da bondade; alimentos amargos, salgados, ácidos e picantes são do modo da paixão; e alimentos putrefatos, frios ou velhos são da ignorância. Os modos também influenciam o tipo de caridade que você dá e qual tipo de disciplina você estabelece para si mesmo. Mesmo assim, você não deve abandonar os atos de caridade e penitência.
Arjuna: O que significa, portanto, ser renunciado?
Krsna: Renúncia significa desapego aos frutos do trabalho. Uma pessoa no modo da bondade trabalha por uma questão de dever, renunciando aos resultados. Outra, no modo da paixão, renuncia o trabalho quando ele apresenta algum obstáculo. Outra ainda, no modo da ignorância, trabalha com preguiça e de forma confusa.
Vendo outros como almas espirituais e agindo com esse conhecimento, você se situará no modo da bondade. Isso requer um esforço da mente, mas a dificuldade inicial logo é retribuída com a chegada da felicidade verdadeira. Felicidade no modo da paixão parece esplêndida no começo, mas termina sendo dolorosa. Felicidade no modo da ignorância, como o uso de drogas, é amarga do começo ao fim.
Aqueles que agem no modo da bondade, ou brahmanas, normalmente são juízes, professores ou sacerdotes. Ksatriyas, aqueles que trabalham no modo da paixão, normalmente são administradores, policiais ou soldados. Paixão e ignorância se combinam para produzir os vaisyas, comerciantes e agricultores. Aqueles com predominância do modo da ignorância são chamados sudras, e trabalham como artesãos, operários ou subordinados.
Independente do melhor tipo de trabalho que se adéqüe a você, trabalhando para o Supremo, seu trabalho é yoga, e, portanto, é divino. Assim, é melhor cumprir seu dever, mesmo que imperfeitamente, do que cumprir o dever de outrem com perfeição.
Meu querido Arjuna, apresentarei agora um resumo de tudo o que ensinei até então.
Servindo a Mim, você aprenderá a agir e a viver com conhecimento e de forma simples, controlando sua mente e seus sentidos e renunciando os frutos de seu trabalho. Muito em breve você desfrutará de paz e obterá internamente uma felicidade sem precedentes, e apreciará todas as entidades vidas. Em tal estado de consciência, você alcançará Minha morada.
Pense sempre em Mim e mantenha-se devotado a Mim; Eu livrarei seu caminho de qualquer obstáculo. Se você tornar-se egoísta e pensar que pode trilhar esse caminho sozinho, você se perderá.
Você é um guerreiro, Arjuna; devido à sua natureza, você terá invariavelmente que lutar por algo. Lute para Mim e você retornará para Minha morada.
Acabei de lhe dizer os segredos da perfeição. Pense em tudo o que lhe falei, e faça aquilo que for de seu desejo.
Como você é muitíssimo querido a Mim, eu concluo aqui:
Pense sempre em Mim. Torne-se Meu devoto. Adore-Me e ofereça-Me suas homenagens, e você retornará a Mim. Abandone todas as suas outras ocupações, Arjuna, e se submeta a Mim. Não tema: Eu lhe livrarei dos resultados de qualquer erro do passado.
Por favor, repita essas Minhas palavras, mas apenas para pessoas piedosas. Isso garantirá plenamente que você voltará a Mim, pois ninguém pode ser-Me mais querido do que aquele que distribui esta mensagem. E todo aquele que ouve esta mensagem com fé, sem nenhum sentimento de inveja, alcança o mundo dos piedosos.
Arjuna, você entendeu o que Eu lhe disse?
Arjuna (confiante): Infalível Krsna, Você destruiu minhas ilusões e dúvidas. Por Sua misericórdia, eu pude lembrar-me quem eu sou. Agora, seguindo Suas instruções, estou pronto para lutar.
Tradução de Bhagavan dasa (DvS) e revisão de Prema-vardhana devi dasi (DvS)
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