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11 de jun. de 2014

O palco, o altar...



Sempre considerei uma apresentação musical, teatral, como um encontro espiritual, uma celebração, em nome da arte, nossa religião. Pois ali se vê a excelência, o culto a arte, aquilo que só se chegou com muita paciência e dedicação. E o impacto que nos causa estar diante de tanta harmonia, sim, nos lembra o culto, a liturgia, onde nosso Deus, a reza, é tudo aquilo se preza, ter se dado, dedicado, ter se feito estar ali, assistido de coração; O culto ao que é bom, sem discriminação, simplesmente reivindicando o direito de existir, o que faz aquele momento ser único.
A oportunidade de estar de coração aberto diante daqueles seres (os artistas) que puro coração são, é que faz a reação, é que fecunda e germina a emoção, e ali mesmo começamos a crescer, parecemos um novo ser, criado naquele culto da religião CULTURA.

Cultuar-te

Costurar a arte dentro de mim
O pano da música
A linha da fala
O botão da canção
Em cena ação
Cheiro, forma, movimento
A luz que esculpe o momento
O som
Apresentação, transmissão
A reza silenciosa que ocorre sem ninguém ver
A meditação profunda
Que nunca vamos esquecer
A vela acesa sem fogo,
Que tanto nos faz ser
A dança sentado parado
Por dentro a mexer
A foto que foi tirada
No álbum do ser a envelhecer
A escultura das formas talhadas
Que os olhos percorrem, gostam de ver
E tantas outras formas, inclusive vocês
Palavras bonitas,
Que agora mesmo
Me preso a escrever.


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17 de jul. de 2012

Chorinho

Esta poesia foi feita no domingo de manhã, sendo que no sábado a noite tinha assistido a apresentação do Grupo Cateretrio, Toninho Ferragutti,  e do Marcos Moraes e Alessandro Penezzi, que pode ser vista na postagem anterior a esta. Sei lá, acordei, lembrava e chorava....  Então escrevi...


Chorinho

Choro baixinho
Fazendo as lágrimas
Molharem quentinho o cobertor

Choro baixinho
Lembrando de tudo que vi, ouvi e li
E que fazem o que sou

Choro baixinho
Quando amanhece, tudo cresce
Lembrando que o fim é para onde vou

Choro baixinho
Lembrando que o tempo, o eterno momento
Nunca começou

Choro baixinho,
Te vendo passar
Vida gostosa de apreciar.


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6 de jun. de 2012

5 de Junho



Agora que as águas de março não fecham mais o verão, e que o Negro Rio alaga Manaus deixando dúvidas sobre as promessas de vida sob a forma de novas usinas e progresso crescente,creio que buscar os raios da razão se mostra em vão.

Sigamos então direto rumo ao centro, percebendo que a roda da vida só gira em nosso coração e entre as sobrancelhas, de onde seguindo até o hipotálamo faremos vazar toda a emoção que nos faz crer na vida que vemos, e saberemos ser (ver) nada mais do que luz.




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28 de mai. de 2012

Inteira ação



Obs.: No vídeo acima me apresento após um momento de recente composição, o que nos deixa bastante emotivos e desacertados (para mim é como um parto), também por conta das circunstâncias da própria situação não tinha tido oportunidade para meu refrescamento físico matinal, o que aqui me desculpo.

Então vou postar logo abaixo o vídeo com a música Roupinha Nova que fizemos no Domingo anterior a esta Segunda Feira quando nos preparávamos para sair. Observando que Elisa havia sugerido que sairia com a roupa que havia dormido, mas quando vi, ela já havia trocado de roupa sem que eu houvesse pedido (ela mesmo tem sua discriminação), então achei interessante e cantamos...

Este vídeo também remove o ar emotivo que apresentei no final da composição do sonho, e que para os que me conhecem, não é minha marca mais registrada, e sim o sorriso e a alegria que a vida merece.





Inteira ação

Sou filha de Bambambam
Que já nasce tendo uma mente sã
Nunca pisei num terreiro
Mas sei quem nesta história chegou primeiro

Vivo esta vida feito um balão
Adoro viver esta pressão
O plástico da verdade a me contornar
O mundo externo a me suportar
E o Seu amor a me inflar

Lembro, lembro, lembro
Cresço, cresço, cresço

Aguardando o momento
De estourar


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25 de mai. de 2012

O serviço

No estudo do Raja Yôga, temos quatro assuntos principais, Conhecimento (Gyan), Meditação (Yôga), Comportamento (Dharna), e o  Servir (Seva), Nosso Professor também se apresenta como Pai, Professor e Guru, o que nos leva a entender nossa congregação de várias maneiras, como família, escola, templo, exército, etc. Nesta e em próximas postagens vou abordar alguns aspectos referentes a estas analogias.

Servir

Historicamente notamos o engano do yôga e outros caminhos espirituais serem utilizados ou indicados para a melhora da performance profissional do indivíduo. Certamente que a sua performance espiritual o ajudará profissionalmente, mas o contrário não funcionará, será como colocar a carroça a frente dos bois.

Servir é sinônimo de doar e isto proporciona o crescimento, também podemos nos confundir  pensando que quem possue uma melhor posição profissional ou econômica terá maiores condições de servir. Ledo engano, na maioria das vezes a flecha que atinge o alvo é uma palavra, um olhar, um puro pensamento, uma atitude de doação, de ajuda e de entendimento, ingredientes muitas vezes ausentes em quem procura a excelente performance profissional.

Cabe também observarmos que o avanço nos assuntos que estudamos caminham e avançam nas mesmas proporções, ou seja, você não será um excelente servo sem avançar no yôga, sem melhorar o entendimento do conhecimento e realmente mudar seu comportamento. 

Quem procura o estudo espiritual com intenções diversas como emagrecer, enriquecer, encontrar parceiro, se divertir, melhorar sua posição social, etc, não só não atingirão seus objetivos, como também se prejudicarão, pois estarão se tornando um obstáculo aos que estão buscando o verdadeiro crescimento espiritual.

Então vamos ser honestos em nossos motivos, lembrando que aqueles que já trilham este caminho e promovem o mal entendimento de seus objetivos, fazendo promoções enganosas para aumentarem seus públicos, estarão envolvidos em duplo erro, o que os conduzirá a resultados bastante divergentes do que esperam, e observamos mais ainda. Depois de não atingirem o que procuram, cometem um erro maior ainda, difamando o caminho que percorreram e seus companheiros que somente estavam sendo corretos e sinceros nas propostas apresentadas. 

Vemos ainda que muitas vezes, estes indivíduos se juntam formando  grupos rivais em nome da espiritualidade (grande exemplo dado pelos católicos e yôgues de várias linhas que se detestam), o que cria um grande desserviço difamando a espiritualidade e nosso Pai, afastando muitos que poderiam estar caminhando e crescendo felizes na criação de um mundo melhor.


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24 de mai. de 2012

A família

No estudo do Raja Yôga, temos quatro assuntos principais, Conhecimento (Gyan), Meditação (Yôga), Comportamento (Dharna), e o  Servir (Seva), Nosso Professor também se apresenta como Pai, Professor e Guru, o que nos leva a entender nossa congregação de várias maneiras, como família, escola, templo, exército, etc. Nesta e em próximas postagens vou abordar alguns aspectos referentes a estas analogias.

Família

Domingo a tarde e lá segue o individuo visitar sua família, que já é bem grande, e embora já esteja cuidando de sua vida a tempos, como pede a ordem natural da vida, ele pertence a aquela família (e no nosso caso não tem outro jeito pois a árvore da humanidade é única). Ele senta-se e começa a conversar com seus familiares e observa as situações, o comodo em que esta e as situações que observa vão depender da porta e da situação por onde ele entra, mas de qualquer maneira trata-se de sua família, ele sabe e sente isto. A questão é a sua atitude e a atitude de seus familiares. Se ele realmente se sentir da família, não aguentará ver algo caído no chão, ele se abaixará para pegar, e se notar que não há nada na dispensa para o almoço e havendo condições, ele correrá ao mercado para suprir a dispensa.

De forma alguma caberá ali uma posição de outro familiar tentando impedi-lo de agir como membro daquela família, tenha se passado o que for e ou o tempo que for, ele pertence aquela família, e a menos que ele não queira, ou algo o impeça como algum trauma em convivências anteriores, ou caso a tenha difamado e esteja com vergonha de aparecer ou tiver cometido crimes (neste caso estará preso e não parecerá mesmo). Ninguém poderá impedi-lo pois o Pai e a Mãe sempre quer e deseja os filhos juntos e a família reunida.

No caso de nossa família espiritual mundial, não tem jeito, e é bom tratarmos de nos entendermos, pois a família esta de mudança para uma nova casa no paraíso, e nosso Pai já avisou. Vamos todos juntos, embora as acomodações no transporte e na nova casa não sejam as mesmas para todos. Mas as portas da velha casa estão abertas, e nosso Pai e Mãe sempre disposto a ensinar, dialogar e ajudar os filhos nos seus tramites individuais, e aceitando ajuda, seja ela qual for, no preparo da nova casa, e na recuperação da dignidade da família.

Apareçam.


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25 de fev. de 2012

Furo no sapato da mente

Cartas de amor
O baú esta aberto
Seja para onde for
Foi e é certo

E vindo aqui onde vim morar
Quieto eu não posso ficar
E agora que fiz um cantinho
Que te conheço direitinho
Vou começar

Pois para quem se diz poeta
Bicheira, figura,Tibeth
Maomé, Louco, Profeta
Só falta mostrar

E olho de novo a sola do sapato
Como olhava na adolescência
E pensava, quanto ainda vou andar...
E o olho da mente, faz um furo no tempo

Sim, são os olhos,
Os olhos são o furo do sapato de nossas almas
Eles mostram por onde andamos
Mostram quem somos


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19 de set. de 2011

Poesia

Estava agora eliminando centenas de rascunhos de minha caixa de e-mail, quando li um nominho, "poesia", resolvi abrir e ler,

17 de Junho 2009  15:15

Moro na poesia
No lado que sinto

Vivo de lado
Pareço marcado

Para te seguir

E velho que vou
Ficando assim

Vou sendo Seu
Que o tempo

Não tem fim.


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14 de jul. de 2011

O operário em construção - Poema de Vinícius de Moraes interpretado por Taiguara com seu pai ao acordeão.





O Operário Em Construção
Vinicius de Moraes

E o Diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo. E disse-lhe o Diabo:
- Dar-te-ei todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue e dou-o a quem quero; portanto, se tu me adorares, tudo será teu.

E Jesus, respondendo, disse-lhe:
- Vai-te, Satanás; porque está escrito: adorarás o Senhor teu Pai e só a Ele servirás.
Lucas, cap. V, vs. 5-8.


Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.

De fato, como podia
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia...
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente
Um operário em construção.

Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
- Garrafa, prato, facão -
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem o fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.

Ah, homens de pensamento
Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento!
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.

Foi dentro da compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário.
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão
Pois além do que sabia

- Exercer a profissão -
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.

E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.

E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não.
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:

Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.

E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução.

Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão.

Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação
- "Convençam-no" do contrário -
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isso sorria.

Dia seguinte, o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu, por destinado
Sua primeira agressão.
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!
Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras se seguiram
Muitas outras seguirão.
Porém, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.

Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:

- Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem bem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.

Disse, e fitou o operário
Que olhava e que refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria.
O operário via as casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.

E o operário disse: Não!

- Loucura! - gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
- Mentira! - disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.
E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão.
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Com o medo em solidão.

Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem no chão.
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão.
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porém que fizera
Em operário construído
O operário em construção.


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8 de out. de 2010

Doçura

E eu que não sou bobo nem nada
Comi da sua marmelada
E agora sou feliz assim
De noite, vivo sonhando
De dia, ando cantando
Nesta dança sem fim



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15 de jun. de 2010

Para Baba

Baba, sei que quem plantou o amor em mim foi você
E eu não tenho mais o que fazer
Um dia talvez te prometi
O que não pudesse dar
Mas agora na maturidade dos tempos
Enxergo tudo que posso fazer
E não carrego o peso de promessas
E muito menos do que menti
Embora saibamos que nada escondi.

Sérgio Jorge Roca

15-06-2010







Por Amor
Eu conheço tua estrada
Cada passo que darás
Teus desejos calados, teus vazios
Pedras que afastarás
Sem jamais pensar que eu
Como uma rocha
Volto sempre pra você
Eu conheço a tua respiração
Tudo o que você não quer
Você sabe bem que o que você está vivendo
Não é vida, mas não quer reconhecer
Só se o céu, este céu, em chamas
Desabasse sobre mim
Como um cenário caindo sobre um ator.
Por amor
Você já fez alguma coisa
Apenas por amor?
Já desafiou o vento e gritou?
Já dividiu o próprio coração?
Já pagou e apostou várias vezes
Nessa mania
Que afinal segue sendo só minha
Por amor
Você já correu até ficar sem fôlego?
Por amor, já se perdeu e se reencontrou?
E tem de me dizer agora
Quanto de você colocou nesta estória
O quanto acreditou nessa mentira
Só se um rio se levantasse dentro de mim
Como uma enchente
Como o nanquim da pena de um pintor
Por amor
Você já esgotou sua razão?
Teu orgulho até o pranto?
Você sabe, esta noite eu fico
Mesmo sem nenhum pretexto
Apenas essa mania
Que ainda é forte e minha
Dentro desta alma que você dilacera
E eu te digo agora, com sinceridade
Quanto me custa não saber, que és meu
É como se esse mar todo
se afogasse em mim.
.

4 de jun. de 2010

Com dição ... com adição




Com dição ... com adição

Bastante tempo que vejo
Você olhando pra mim
Bastante tempo que vejo
Você fazendo assim

Não quero mais ver os papéis
Se multiplicarem por mim
Te transformo em personagem
Vou até o fim

Sei que não passei em vão
Vou passar a limpo nossa condição




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Com posição

O arquivo que me enviaram não serviu. Ontem a noite, comentei com minha esposa. Que chatisse, amanhã vou ter que ir lá pegar um cartão, escanear e desenhar de novo, mais um dia de trabalho.
Ai, desolado, pensei até em desistir, e olhava para o computador. Não adiantava mais tentar encontrar, etc. Então tive a inspiração de uma canção e começei a escrevê-la, nisto tentei mais uma vez abrir os arquivos perdidos, o computador rodou, rodou, e deu uma mensagem de que havia erro, cliquei prosseguir sem querer, estava escrevendo a letra. ai ele pediu um ok e de novo deu erro, eu dei prosseguir, tudo sem querer, compondo a letra. Então. quando vi, o arquivo abriu.
Acreditam nisto?


Segue texto escrito:


Transformei minha mulher em vizinha

Chamar de irmã não convinha

Mas não saio do pé do fogão

Tô até pagando pensão


Agora vamos ver no que vai dar

Só sei que vai dar o que falar

Tudo isto é uma grande cozinha

De Piracicaba a Bagdá.


Tomara que dê Compreensão



.




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17 de mai. de 2010

Volto a pensar

Não gosto de voltar
Só ando (olho) para frente
Pois sei que em cada volta
Não vai ser diferente

Por isto é que agora
Vou fazer inteligente
Pois sei que a cada passo
Vale o que se tem na mente.

Sérgio Roca
Abril / 2010


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5 de mai. de 2010

Inspiração

Me veio a Inspiração
Me mostraram o caminho
Pois já não podia
Viver
No meio
Sozinho

E Ela me faz cantar
Ela me faz entender
Aquela outra metade
O que eu tenho que fazer

E isto é o que trás a luz
E isto me faz crescer
Pois a força que me move
Eu não posso esquecer

Lembrar Dele contigo
Deixar todo mundo ver
Que o Amor é uma linha fina
Que podemos compreender

29-03-2010


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Sim Elisa

A poesia abaixo, fiz quando minha filha Elisa nasceu, e postei na data desta postagem. Hoje, ela tem quase 5 anos e adiciono o vídeo acima, que combina tão bem com o valor da alma feminina. Ele foi feito para incentivar o respeito e o valor das mulheres nos países mulçumanos


Sim Elisa

Sim, gostaria de ter a receita perfeita para você
Tudo aquilo que o Vinícios queria dizer
Que você é a perfeição

Mulher

Que me vê como Pai
Que me tem proteção
E amanhã, segura a alça
Do meu caixão

Sim, sinto que sou eterno
Igualzinho a você
Sinto o valor das coisas
O que precisamos para viver

O que vou te dar
O que você vem trazer
Será que vamos brigar
Matar e morrer
Trocar, brotar, crescer

Sim agora surgiu mais uma
No meio da minha cama
Mais uma que ri e não reclama
Porque ama
Porque ama

Sim, sinto que não poderia deixar de fazer
Uma simples canção
Bem sutil e suave para você
Mulher que vem para me mexer

Sim, tanta coisa tu trás
Que não me faz esquecer
De onde vim
Todos e tudo que passaram por mim

Marcas profundas
De amor e Fé
Participação, comprovação
Tudo então

O amor trançado
A inocência perdida
A Mulher do meu lado
O meio da Vida.


Feita quando a Elisa tinha menos de 1 ano.


Depois ainda escrevi

Meu amor é igual Bolor
Só cresce.


E continua...

4 de mai. de 2010

Azuleijo Português

Se a paz almeja
e muito amor tiver.

Bem vindo seja
quem para o bem vier.


José Augusto Gândara Alves

(Cantando e Rindo...)

3 de mai. de 2010

Silvião

Clik na imagem para vê-la de modo mais ampliado ainda.


Botei você no meu peito
Já vi que assim não tem jeito
Deste amor terminar

E sua foto ainda me lembra
Daquele antigo dilema
De ainda ter que trabalhar

Mas saiba que estou feliz
Pois de tanto ser aprendiz
Já comecei a gostar

E faz tempo que da para ver
Tudo isto acontecer
Basta ver a hora

De acordar


Sérgio Roca

Marco a palavra

Tenho muito a escrever,
Muito a te dar prazer
E pensando no que fazer
Venho esta lhe remeter
Pois ontem com sua família
Muito bom foi permanecer

E esta é a nossa existência
Nosso jeito de ser.

Andando como sempre perdido,
tendo tudo,
e sempre tendo tudo por ter.


Sérgio Roca

O Estado da Semente




O ponto
O centro
O pensamento

Através da arte, da poesia e da imagem (Pintura), grafismo, podemos atingir, interagir, refletir.

A palavra
A Experiência
A ciência

De estar ciente

Com ciente
Sem mentir
Se mente

Acertar os ângulos, as direções,
a rota certa, as estações
Que nos trazem a amostragem
A metralhadora trabalhadora
Que rompe a manhã.

E tudo rompendo
Com os motores dizendo
A cada rotação

Não é isto não, não é isto não!
A eco-logia não te dá a mão?
Trabalha irmão...
trabalha irmão...

O estágio da semente é todo impulso
Que movimenta e ilumina
Que faz mover, entender.
Ele não aconteceu (o impulso)
Mas pode acontecer.
Ele é o futuro

Contido no momento presente.
Ali tudo pode acontecer
Passa a ser eterno
Ou simplesmente ser

Esta é a linha
Este é o texto
Vem para minha
Entende o contexto
Do que se passa
Do que se passou
Daquilo que eu era
Daquilo que sou
Soltando as amarras
Sou tanto que sou

I am a soul.


Sérgio Roca