Para entender esta história....,
Apresento minha amiga Lia, que há muitos anos atrás apareceu na Signflex. Eram mil pedaços, tantas direções que demorei um pouco a me achar, mas entendi: Escrever escolar nas duas laterais do onibus da Escola Cooperativa de Piracicaba, onde a Diretora Beth, anos depois se tornaria a Beth Coração.
O serviço ficou bem feito, o pagamento veio num saco cheio de dinheiro miúdo, prova da cooperação. No outro dia, ela me apareceu com um portfólio e um homem. Era o Jeter, seu marido. A sua altura já espantaria, a voz parecia uma montanha se desfazendo, e os olhos se encontrados atrás das grossas lentes dos cansados óculos, tinham um misto de tristeza, alegria e desapego difíceis de encontrar.
O fato é que não demorou a ficarmos amigos e há alguns anos depois, diante de uma daquelas fazes onde dinheiro e trabalho parecem não existir, independente das necessidades, nos tornamos sócios de uma impressora que nos custou o que tínhamos e o que não tínhamos. Jeter já havia me dito. Brhô, se este negócio não der certo, o casamento não segura.
E lá vamos nós, e não deu certo mesmo (Dependendo do ponto de vista). Não funcionando direito, a máquina ficou parada por seis meses até que eu juntasse o valor para comprar minha parte. Então, preto no branco, tudo certinho, tá aqui a grana e lá vai o Serjão para mais aventuras, e Lia, com o suado capital comprou a MARAJOBA. Imagino e sei de muitas envolvendo este veículo, mas vou me deter a parte que me toca.
Companheira grávida, casa em construção, trabalho só dando trabalho. Carro? Os últimos tinham gerado tantos problemas que estavamos andando de onibus e a pé (Li a Biblia inteirinha nestas viagens de onibus). Neste período Lia passou a cuidar de seu Pai, que doente não podia dirigir, etc.
A Marajoba, na rua, pouco davam por ela, mas Lia sabia que ali se escondia uma jóia, e sem muita conversa, sem combinações, sem nada, nem um centavo, me vendeu o carro.
Já se passaram alguns anos, e a Marajoba, continua firme, ainda não conseguimos pagar um centavo dela, também não fomos cobrados. Ano passado, o pai da Lia nos forçou a transferir o veículo. O pagamento? Com ceteza será feito. Muitos já disseram: Porque não contam esta história para o Luciano Huck? O Lata Velha poderia transformar a Marajoba e então devolveríamos a Dona.
"Não passou no teste. Estavamos só experimentando."
.
Brahma Kumaris, Sufismo, Poesia, Yôga, Piracicaba, Aleph, Música,
Mostrando postagens com marcador Cincronias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cincronias. Mostrar todas as postagens
8 de jun. de 2010
7 de jun. de 2010
A dividida / Ali alê
Ali, Alê, se foi e se veio. Agora sou novo, casado, solteiro. Perguntem a elas, se me querem inteiro. Será que estamos separados juntos ou juntos sem meio, e os filhos? Receio?
Pois é, você que me viu "beijar a lona" naquele amanhecer, agora me viu sublimar, porque o amor é mais do que podemos imaginar.
A lona da vida a passar
Quem iria integrar?
A noite, o som, o verbo amar
O fato é que ali se foi, e ali se veio,
O amor ficou no meio, sublimou.
Do sólido ao ar, sem esperar
A relação explodiu de madrugada, ela tendo que ir trabalhar logo cedo, cansada. Eu, os amigos e a noite, feliz, contente, mais nada. Agora, vão nos ver novamente voando, e não foi o ciúme que nos pois andando, foi a Mão da Compreensão. Onde todo bem conduz o caminho e o mal se acaba sozinho.
Mas o caso é que ela é inspiração, e amor igual ao dela não se encontra não. Sabe, não é produto que passa de mão em mão, é semente que brotou no coração. Agora, o que queremos ser? O que vou escrever? Vejam como é, vou buscar o livro que comecei a escrever em Santo André.
Nossa casa? Agora aqui vai se chamar "Curtição", o que sempre buscamos, transformação. Onde os perdidos se encontram e se dão as mãos, pois só o que queremos ser é mesmo irmãos. Será o mundo Brahmim compreensão?
.
.
Assinar:
Postagens (Atom)