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8 de mar. de 2024

Studio Pau a Pique

Conversando com um amigo sobre a situação mundial, tentando explicar que tudo flui e que a Mão do Pai Eterno tem várias formas e que é livre de todo preconceito e discriminação, comentava sobre o Programa "Sobre o Natural", onde comentaremos estes assuntos, quando do NADA o celular onde conversávamos via Whats, começa a tocar músicas!
 Procuro de onde vinha, e nenhum outro aplicativo estava aberto. no Studio também tudo parado! 
De onde vinha o som!!!!
 Apertando para falar o som parava.
 Então fui ao notebook e gravei no próprio Whats as músicas que surgiam inexplicavelmente.

 Lindas!!!!

 Encontrei algumas Tempo e Verdade Stênio Március
Ruy Mingas - MamãTerra
 

 E outras que ainda estou localizando. 
Este fato ocorreu há dois dias atrás, Transcrevi as letras destas outras duas: 


Eu quero ver você dançar em mim
 Eu quero ver você dançar em mim 
Eu quero ver você dizer que sim Que sim que sim Que sim que sim
 Que sim que sim Que sim que sim
 Eu não sei mais viver sem a sua voz ouvir 
Com a sua mão em mim a me guiar La ri lara la ra
 Eu quero voltar ao meu corpo e possuir Só meu suor e o calor que a vida dá
 Eu quero ver você solta em mim
 Eu quero ver você guiar o nosso assunto
 Eu quero ver você viver sem mim 
Sem mim sem mim sem mim sem mim
 Eu quero ver o que a vida dá 
Eu quero ver você contar pra mim
Eu quero ver você sentar e esperar por mim 
Encontrar você dizendo sim
 Que sim que sim que sim que sim 
Vem a minha voz ouvir
 Sou o que sou sem poder me guiar 
La ri lara la ra
 Eu quero voltar ao meu corpo e me unir ao seu suor e o calor que…


 Outra Pérola 

Você que não entendeu Tudo que fiz e o que dei
 Nada foi tempo perdido
 Mas procurar no passado um novo significado É sentido proibido
 É proibido olhar pra trás para te ver 
É proibido foi tudo como tinha de ser 
Não tenho medo, vou encontrar o eu lugar

 É proibido nunca mais voltar a amar

 Não não vou me arrepender 
O tempo vai me dizer Esta solução 
Seguir em frente o caminho
 Mesmo assim estar sozinho
 Vou atráz do coração
É proibido olhar pra tráz para te ver
 É proibido, foi tudo como tinha que ser 
Não tenho medo de encontrar o meu lugar 
É proibido nunca mais voltar a amar


Melodias maravilhosas, esta gravado.

Alguém conhece?



28 de mai. de 2012

Inteira ação



Obs.: No vídeo acima me apresento após um momento de recente composição, o que nos deixa bastante emotivos e desacertados (para mim é como um parto), também por conta das circunstâncias da própria situação não tinha tido oportunidade para meu refrescamento físico matinal, o que aqui me desculpo.

Então vou postar logo abaixo o vídeo com a música Roupinha Nova que fizemos no Domingo anterior a esta Segunda Feira quando nos preparávamos para sair. Observando que Elisa havia sugerido que sairia com a roupa que havia dormido, mas quando vi, ela já havia trocado de roupa sem que eu houvesse pedido (ela mesmo tem sua discriminação), então achei interessante e cantamos...

Este vídeo também remove o ar emotivo que apresentei no final da composição do sonho, e que para os que me conhecem, não é minha marca mais registrada, e sim o sorriso e a alegria que a vida merece.





Inteira ação

Sou filha de Bambambam
Que já nasce tendo uma mente sã
Nunca pisei num terreiro
Mas sei quem nesta história chegou primeiro

Vivo esta vida feito um balão
Adoro viver esta pressão
O plástico da verdade a me contornar
O mundo externo a me suportar
E o Seu amor a me inflar

Lembro, lembro, lembro
Cresço, cresço, cresço

Aguardando o momento
De estourar


.

4 de jun. de 2010

Bilhete do Chandão



Para entender o que aconteceu naquela noite, temos que começar na noite anterior. Na época estava morando no velho casarão do Pierre na Rua do Porto e Alexandre era meu hóspede.
A Segunda feira  era plena e a tarde encontrei Alexandre todo feliz: "Serjola, Serjola, descolei uma apresentação hoje a noite em um jantar de amigos; poucas pessoas, vão preparar um filé ao molho de pimenta e tal... Como o jantar ainda estava para ser pensado, lá fui eu de percursionista. Tudo pronto, jantamos, cantamos, Alexandre recebeu seu cachê e ainda tomamos uma gelada antes de dormir.

Logo cedo fui a cidade e retornando deparo-me com Alexandre as 9:00 da manhã próximo a praça. Estava sério. Serjola, vou tratar uns assuntos mais tarde nos vemos. Estava ele indo depositar a pensão ganha na noite anterior. Quando retornou ele foi tomar uma gelada no bar do finado Carlão, onde se deu a história da música. Indignado com os fatos ele me escreveu os fatos em um bilhete e saiu novamente.

Só sei que a tarde retornando ao casarão, encontrei um bilhete em cima da mesa, que logo mais de madrugada, durante um campeonato de futebol de botão, seria o motivo do Samba "Bilhete do Chandão".

O Campeonato estava animado, a água cortada, a luz elétrica vindo por um fio diretamente da iluminação da rua pela ponta de um fio em uma vara de pescar. O casarão tremia, e ao tropeçar no fio o Campeonato era interrompido, então ouvi Ricardo comentar: Pô, sofro com este gato no chão...

Ali estava nascendo o Samba Bilhete do Chandão, na presença, dos mais ilustres desocupados e apaixonados da noite.


Bilhete do Chandão

Aqui sem água sem luz
Olha meu irmão
Sofro com o gato no chão

Sai pra tomar uma birra
Topei que gelada não tinha
Pedi uma soda então
E o Carlão com a cara feia
Disse "Gelo, não boto não"
Como se não bastasse
Numa atitude impessoal
Perguntou, Se eu tinha acordado agora
Respondi, Já paguei até pensão
Acordei cedo, comprei jogo de botão

Aqui sem água nem luz
Olha meu irmão
Sofro com o gato no chão

Sacando o veneno do velho
Cuidando da vida alheia
Vagabundo não sou não
Se minha cara te incomoda
Não vou perder minha razão
E como se não bastasse
Numa atitude pessoal
Me sentei, e bebi soda quente
E pensei, não quero confusão
Já vou me embora
Pra não dar-lhe um safanão

Aqui sem água nem luz

Olha meu irmão
Sofro com o gato no chão



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Rabo de saia

O inverno se fazia presente, principalmente a beira do Rio Piracicaba, e o começo da noite trazia um vento leve mas penetrante. No copo a água da cana era única coisa que os aquecia. Alexandre e Ricardo. Cheguei e já me sentei, o violão parecia ser a única coisa estranha naquele ambiente, até perceber que tinham se encontrado para compôr. Atravessado que sou e puto que vinha, não demorou a me encostar mais na chapa gelada da cadeira de lata e falar, "Mulher para mim, granfina não dá.....
Algum tempo depois lá estava ele, foi chamado de  "Rabo de saia".




Mulher, assim tão certinha não dá
Doutora granfina, cheia de virtudes
Seus lençois de seda me fazem enjoar
Gaiola profunda, não de iluda
Vou te abandonar


Mulher, Pretinha vem cá
Me poda, me esterca
Sou sua roseira
meu rabo de saia
Me faz implorar
Trás calça de linho, me paga um michê
Preu me apaixonar.


Mulher, sem ela não dá
Meu rumo, meu prumo
Meu vício eu assumo
Minha fraquesa, não posso negar
Vestida ou desnuda
Falante ou muda
Vou me apaixonar.




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Seu Zé

Já passava das dez, o domingo tinha sido intenso e aqueles momentos de silêncio convidavam a um último relaxamento e ao sono.  O som de um violão entrando pela janela me levou ao portão onde Alexandre e Júlio surgiam na noite em meio ao nada.

Uma Seresta!!! Quão importante sou, mas logo soube que em seu peito traziam o nó do que deveríamos dizer ao barbeiro, que na tarde anterior, além de atender um policial a revelia do horário reservado pelo Alexandre, deixando meu amigo esperando, ainda deu a entender que os da noite (artistas) podem esperar.

No sofá mesmo, logo que chegaram, já começou o parto. Era música e letra, tudo surgia sem que esperassemos. E da sala para o quintal, do quintal para a cozinha, lá pelas três da manhã, preparando o computador para gravar a música, ainda ouvi o bracinho que saia da boca do Júlio... "Eu faço samba na alvorada e você dorme, eu vejo o dia clarear".
Pronto. Tinha nascido mais um samba.

A madrugada avançava, e o carro partia levando meus parceiros.


Não seu , por um segundo
Saiba, um Pai nunca é um vagabundo.
Mas seu , ainda no assunto
Agora sou eu quem te pergunto.
Posso não ser bancário,
Também não sou otário
Nem sei se a malandragem corre no meu DNA
O que te interessa o meu ofício
Se faço fácil ou difícil
Não vou te contar.
Eu sou dona de casa, também sou motorista, 
com filho na escola e duplicata para pagar.....
Eu faço Samba na alvorada
E você dorme
Eu vejo o dia Clariar.
Eu faço Samba na alvorada
E você dorme
Eu vejo o dia Clariar.





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