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2 de nov. de 2021

Mensagem do Amor

 

Há uns dez anos morri de amor, e voltei com 13 páginas na mão, como descrevo nesta postagem  

  " Morri de amor " - (Link, basta clicar)

Mostrei a mesagem que foi escrita de forma presencial para algumas pessoas, mas sinto ser a hora de mostrar a todos.

Mensagem "  - Neste link em PDF 


Ou click nas imagens abaixo. 






















7 de out. de 2014

Sonhei com meu pai no momento presente


O  Domingo já havia deixado a experiência de que a maior criação é a interna, e a importância de nossas atuações. O ato de votar já havia marejado os olhos, ouvir o Show de Cristovão Bastos e o Grupo Água de Vintém deixou o coração em situação crítica. Vivendo sozinho com minha filha de oito anos, sendo pai, contador de histórias e entretenedor, fui dormir. Diante do tamanho da saudade busquei refúgio no colo do Pai Eterno, sentindo que Ele me acariciava a face... Adormeci no balcão/cama que tenho na sala e de onde posso avistar o pasto, a lua, e minha filha dormindo...

O jantar, além de delicioso estava um pouquinho salgado. Madrugada, sonho que estava dormindo e que com sede, me levantei para beber água. No sonho ao me levantar me deparo com meu pai, que parecia estar sentado na poltrona ao lado, ele me oferece um copo d´água que tinha nas mãos. Oba, que sede. Bebo, agradeço e volto a me deitar. Então me indago! Epa!!! Meu Pai já faleceu há muitos anos!!! Acordo, me levanto. Não há ninguém no sofá. Vou para a cozinha e bebendo água lembro-me do "sonho" que acabava de ter, havia sonhado com o presente. Sim, sentia que havia mais alguém presente.

Obs.: Como meu pai físico já faleceu há muitos anos, a lembrança que trago dele se mistura no tempo da infância, adolescência e tal. Yôgue que sou, tenho uma profunda relação com Prajapita Brahma como sendo meu pai e só o conheci por fotos e pensamentos, então não posso precisar qual dos dois me serviu a água.




Agradeço profundamente aos dois por até hoje serem referência para mim do que é ser pai e me inspirarem a sê-lo.


"Todo Sentimento"  (Cristovão Bastos - Chico Buarque) 

Preciso não dormir 
Até se consumar 
O tempo da gente 

Preciso conduzir 
Um tempo de te amar 
Te amando devagar e urgentemente 

Pretendo descobrir 
No último momento 
Um tempo que refaz o que desfez 
Que recolhe todo sentimento 
E bota no corpo uma outra vez 

Prometo te querer 
Até o amor cair 
Doente, doente 

Prefiro então partir 
A tempo de poder 
A gente se desvencilhar da gente 

Depois de te perder 
Te encontro com certeza 
Talvez num tempo da delicadeza 

Onde não diremos nada 
Nada aconteceu 
Apenas seguirei 
Como encantado ao lado teu. 
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11 de dez. de 2011

Reencontro


Esta manhã reencontrei-me com a família BK do interior paulista. Foi como entrar em um baú de jóias, e a reunião que tive com Luciana, Cidinha, Joana, e Nádia, mais jóia ainda.
Que escola linda, não tenho e nunca tive dúvidas de que estas atmosferas são divinas. Então penso e constato que quando estive quinze anos vivendo minha vida como bem entendesse, era Brahmin. Sim, você sabe que sua família esta lá, muitas vezes até deseja que ela não exista. Mas sabe que ela esta lá, e que Baba esta lá principalmente, pois a casa é Dele, do nosso Pai, da Família Brahmin.
Agora já lá há um ano luz de aproximação, abro a porta de minha nave e ali esta ela, a Família Brahmin, inocente e pura, uma criança. Mas a família é bem maior que isto, para mim este encontro mereceria umas 500 pessoas.
Mas ela esta ai, ela é a Miriam que ouvi na Rádio Educativa falando da proteção aos animais, de valores, etc. Esta irmã me deu uma aula ontem, mas não estava lá, e tantos outros, isto é só no interior de São Paulo!!! e do Brasil, agora imaginem o mundo todo. O poder da nossa Família Brahmin, que vai crescer, e vai ter que se entender, transformar, sei lá. Nosso destino esta programado. É Paraíso.
Sim, realmente é como Baba falou, uma constelação. Cada um com seu brilho, forma, etc. É como no telescópio do tempo. O tempo passa e nos  "revela". E Baba nos diz que somos os criadores do tempo, ele vai trazendo nitidez nos olhos das pessoas.
Ao sentar-me ao lado de Patrick pensei. Nossa, já fui um meninão destes, um "Pândava", elegânte e feliz, e hoje não sou um Papapândavas, sou pai dos Pândavas. Encontro-me então com Waldemar, o aluno mais antigo que conheço (coisa de trinta anos) e que hoje é um profissional competente; recolhendo o lixo do banheiro, com a maior naturalidade, mais um Pândava. Viro-me, e depois daquele enorme café, tudo já esta limpo, lavado, guardado e perfeito. Pois somos Brahmins.
Agora pego minha nave, meu trenó, e volto a pensar no que a Miriam falou na entrevista, "Sobre o que é valor". Pois na noite anterior horas antes deste encontro, tive meu carro roubado, e não consigo sentir a perda. Não que ele estivesse tão ruim, pois estava perfeito. Não sinto talvez porque não tenha "caído a fixa", o que pode ser. Mas não sinto porque por incrível que pareça "aprendi" o que é valor na entrevista (aula) da Miriam na Rádio Educativa.
É meio assim. Se eu tenho o carro eu tenho, ele é meu, ninguém vai tirar. O valor, a qualificação, etc. já esta agregado a mim, e se realmente estiver, logo logo estarei com outro carro e zero, se não volto para a velha marajoba.

Noto então os verdadeiros valores do ano que se passou vejo que o Material do "Glogal Functioning" postado anteriormente e este próprio blog o "Compreensão Suficiente" são grandes e valiosas jóias do tempo que se revelaram, pois cuidam do que é mais valioso. A Família, que são todos vocês.

Feliz Natal a Todos

8 de dez. de 2011

Morredeira

Vivia minha vida com 20 anos escrevendo meus desabafos e inspirações pelas estradas a fora (o que hoje apresento como o Livro Verde), encontro os Bks e morro. Torno-me Brahmim, e vivo que era morri. Morto pela vida e feliz por saber que jamais morreria, morri de amor por Aquele que me conduzia. Vivo então fiquei para os Brahmins que conhecia, e agora quase os estou matando por ver tanta apatia. Pela primeira vez vou postar algo que não li, absolutamente. Mas o faço porque certos amores são de olhos fechados, e com certeza sigo Baba de olhos fechados. Nossos olhos são os da mente. Mas quanto tempo demorou para me apresentarem este material !!!!!! Chega de conversa, bôa leitura para todos.
http://www.bkumaris.org.br/GF/principal.htm e participação.....


 Olha o irmão Sávio aparecendo... .

31 de jan. de 2011

A última não viagem



O desafio de uma Editora adicionado a Signflex (Empresa de Comunicação Visual que abri em Piracicaba) que acabava de nascer, realmente puseram a prova todas as forças que tinha. Por algumas noites aguardei as mãos que não vieram, e durante o dia em poucos meses investi o pouco que tinha na empresa que acabou levando ainda meu veículo zero que foi trocado por uma bicicleta e o acerto das contas.
Mas o tempo não para, e é chegada a estação das Murlis, há nove anos vinha viajando anualmente para Madhubham e Europa. Passagem comprada, malas prontas, é chegado aquele dia tão esperado. Um táxi, ônibus, avião e lá estarei eu. Só que após o café que tomava em uma lanchonete em frente do escritório (Signflex) que tinha no Shoping Zilliat, um amigo me alerta. Sérgio, se você embarcar na sua volta as consequências serão graves.
Olhei para mala, para o escritório, e cai em pranto. Pior que aquelas crianças mal educadas. A ideia de não viajar custou a assentar em minha cabeça. Mas teria que cancelar a viajem, seria uma loucura.
Mais tarde liguei para Luciana, e dei a notícia. O mais chato é que era responsável pela condução de um grupo de mais de 50 Yôgues.
O Dinners não exitou em devolver o dinheiro de minha passagem, e aquele foi um dos dias mais marcantes da minha vida. Mas talvez, graças a isto, tenha aprendido a me libertar de desejos, há utilizar mais a mente, e hoje sinto Madhubham tão próxima, quase que caminho por seus corredores, etc.
No avião do intelecto.





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27 de jun. de 2010

Saudade



Estou transcrevendo o Livro Verde, faço folha a folha chorando, não mudo nem uma letra, nada. Como pude ter escrito aquilo com vinte e um anos. Literalmente. Fui. E ele agora me inspira a não parar; o Brasil não merece, o mundo não merece. E vou apresentar aqui uma música que embalou muitas madrugadas, aproveitar para mostrar o que é saudade, creio que toda saudade, no fundo, no fundo, é saudade de nós mesmos e Dele, e quando estamos com Ele, tudo transcende, e a companheira ou companheiro neste estado, se converte em luz, ou irmãos.

Seis meses em São Carlos, e dá-lhe férias, e dá-lhe estrada. Eu e um companheiro de curso cujo cabelo liso escorrido chegava na cintura de um corpo magérrimo de um metro e noventa, tratamos de angariar fundos para uma reunião da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) que ocorreria em Belém. Partimos de ônibus e carôna com o pouco que conseguimos. Numa beira de estrada no Maranhão, nos deparamos com um ônibus que vinha de Minas Gerais com um grupo totalmente feminino rumo a reunião. Dois minutos, e partia o ônibus, com nós dois sendo ovacionados no meio das mineiras, companhia que seguiu até depois, quando esticamos a viagem até a praia de Ajuruteua, próxima a ilha de Marajó.
A irmandade do grupo era incrível, sem restrições, sem sacanagem, só naturalidade. Lembro-me de uma manhã, o grupo tinha pernoitado em cabanas de palha a beira da praia. Ao amanhecer, aquela alvorada me conduziu até a beira mar, me despi e entrei,  então vi que estava acompanhado. Minha amiga era uma mineirinha loira de olhos azuis. Aquele sol surgindo, e o mar... e não nos vimos, nos banhamos e saímos, estávamos inertes no amor do eu, este ser que temos que acender, zelar, conhecer. No trato com o outro a pureza é fundamental, não se esquecendo que as misturas acontecem a cada segundo.
Para um coração espelhado na verdadade, basta a observação ou alguns relacionamentos para valorizarmos a saudade que ao menos pode ser verdadeira.



Ainda com saudades?    Saudade



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19 de jun. de 2010

Londrina



Entre Santos onde cursava engenharia e São Carlos, cursar física em Londrina. Super jovem e sozinho caminhava carregando a certeza de não compactuar com esta sociedade, definitivamente procurava algo novo.
No Paraná com suas casas de madeira e sua terra vermelha, na rua atrás do restaurante universitário  facilmente contaríamos umas quinze repúblicas dos mais variados tipos e arranjos, e eu o Paulista logo fui apelidado de Maomé, barbudo, cabeludo, e esfarrapado, lembro-me de que na época tinha o hábito de utilizar tudo até o final (literalmente). Um dia uma estudante de medicina me chamou de lado no bar em frente de onde morava e disse "Olha não é por nada, mas eu estive lá em casa e vi esta calça, fica com ela para você, a sua esta meio... Agradeci, e não me lembro de ter utilizado a tal da calça, gostava mesmo é da minha.
Foi neste bar que no final de mais um dia tomei uma cerveja e fui dormir, saudade danada de São Paulo de minha namorada Soraya. Só sei que adormeci, quando acordei tinha tido uma das experiências mais marcantes de minha vida. Fui parar em Santo André, lembro-me perfeitamente, eu estava em seu quarto e a via dormindo, ainda observei o fato de tudo estar envolto em luz, e os detalhes de sua cama, percebia claramente que não estava ali fisicamente, e que também não se tratava de um sonho. Morta a saudade, acordei em Londrina, e depois daquela experiência, vi que havia algo muito mais poderoso que a matéria. O pensamento.



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Soraya

A noite era fria, e em um bar pequeno, com um violão ao fundo, vozes, pessoas, uma vodka, e aquele olhar. Juro que um milhão de volts percorream meu cérebro em um segundo, e logo perguntei seu nome; Soraya. Ela tinha que sair cedo, e eu tratei de levar; estava de moto, e chuviscava.
Chegamos logo, e depois de um beijo descompromissado ela ficou na porta do alto sobrado ao pé de uma enorme escadaria, a mesma que eu subiria no outro dia logo cedo quando liguei e ela pediu que a visitasse.
Ao subir a escadaria, a vi segurando um pincel; estava pintando. Ao circular pelo corredor deparo com uma velha senhora que vai logo pegando minha mão, e numa rápida consulta, dá dois tapinhas no meu braço e diz, "Ah, é você". Era a Dona Ruth velha vizinha bruxa que nos serviu muitos bolos em seu sofá; meu destino parecia estar traçado ali.
Anos depois naquela mesma escada, depois de ter seguido por quinze anos um caminho de pureza total, Soraya me contou que após minha decisão ou fato de eu ter me tornado um yogue, demorou três anos para realmente aceitar minha partida. Tenho a esperança de um dia reler as cartas que escrevi naquela época.
Vejo hoje que as histórias de amor se entrelaçam em nossa vida. como uma seiva que se mistura nas gerações, lembro-me do seu pai um Maçom, e seu avo um comunista, de sua mãe Carmem, com quem conversaria por mil e duas noites. 



Pela fresta desta janela
Ouvi o vento
E te rouba do meu leito
Sem ao menos me dizer
Para onde vai te levar

Quem se apossa assim tão fácil
É, não vai muito além
Pois na força da manhã
Posso ser muito valente
Prá vencer o espaço e te achar

Adormece o tempo
Que a fada te jurou
Fere o dedo no teu sonho
Se assusta com o meu beijo
E acorda a tempo
De saber que ainda eu sou teu rei
Vale mais a força do pensamento
Quem se apossa assim tão fácil...

Lô Borges

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Seu Augusto

Aqui posso falar de dois, meu pai físico do qual guardo três conselhos e do Seu Augusto, português pai de Denise e que foi visto juntamente com a casa antes de ser apresentado. Bom, de meu pai lembro-me de estarmos descarregando um caminhão de areia, e resolvi parar, era bem pequeno e aquele caminhão parecia sem fim. Então ele deixou de lado a pá, secou a testa com a costa das mãos e me disse "Olha, de onde você tira e ninguém põe, um dia acaba". Até hoje em muitas situações prossegui lembrando-me disto. Ai, comprando laranjas em algum lugar, lembro-me claramente ele dizer "Filho, as pretinhas são as melhores, e separou algumas para que eu visse. E já grande em São Bernardo vendo que eu andava meio atrapalhado, me disse. Cara, consegue um trabalho, uma Nega bôa e fica quieto na sua casa.
Agora, O seu Augusto, havia algum tempo que conhecia Denise e ela me convidou, porque você não vem conhecer meu pai, e lá vou eu, desci a Doutor Paulo de Bicicleta e adentrei pela casa meio ofegante e deparo-me com aquele senhor que mais parecia um duende, e me lembrou o Vinícus de Moraes. Conversa vai, e vem, e vamos conhecer a casa. Desci a escada arrepiado, era a casa, a atmosfera, sabia que seria ali. Já tinha visto aquilo antes. A casa da visão, a providência da Mão.
Decidimos passar a noite ali, e cedo pensei, "vou ouvir do pai da moça, e passando pelo corredor ele me cumprimenta "Alah esteja convosco", começava ali uma amizade de alguns bons anos, pois me separaria de sua filha e viveríamos juntos, eu, um velho pai-amigo, uma biblioteca, e mais milhares de ossos, pedras, e toda sorte de objetos. Durante os anos que vivemos juntos, assimilei muito de seu conhecimento, um velho ateu. Mais tarde vim a saber que seu filho era  e é um dos arqueólogos submarinos mais importântes do mundo.


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Enjoo

O conselheiro

Contam que certo lavrador possuía um burro que o repouso engordara e um boi que o trabalho abatera. um dia, o boi queixou-se ao burro e perguntou-lhe: "não terás, ó irmão, algum conselho que me salve desta dura labuta?" o burro respondeu: "finge-te de doente e não comas tua ração. vendo-te assim, nosso amo não te levará para lavrar o campo e poderás descansar." dizem que o lavrador entendia a linguagem dos
animais e compreendeu o que eles conversaram. na manhã seguinte, viu que o boi não comera sua ração. deixou-o e levou o burro em seu lugar. o burro foi obrigado a puxar o arado o dia todo, e quase morreu de cansaço. e lamentou o conselho que dera ao boi. quando voltou à noite, perguntou-lhe o boi: "como vais, querido irmão?" respondeu o burro: "vou muito bem. gostei da luz do sol e da alegria dos campos. mas
ouvi algo que me fez estremecer por tua causa. ouvi nosso amo dizer: `se o boi continuar doente,deveremos matá-lo para não perdermos sua carne.' minha opinião é que comas tua ração e voltes para tua tarefa a fim de evitar tamanho infortúnio." o boi concordou e devorou toda a sua ração.o lavrador estava
ouvindo, e riu.

O homem e sua mulher / o galo e as 50 galinhas

Na história intitulada o conselheiro, quando o homem deu uma risada ao ouvir o segundo conselho dado pelo burro ao boi, sua mulher (que não conhecia a linguagem dos animais) ficou perplexa e curiosa e quis saber por que ele riu. o homem não podia revelar que conhecia a linguagem dos animais. respondeu à mulher que esse riso envolvia um segredo que lhe era proibido divulgar sob pena de morte. -
quero que me contes esse segredo, mesmo que tenhas que morrer insistiu a mulher. como o homem amava sua mulher e nada lhe recusava, consentiu em revelar-lhe o segredo e perder a vida. mandou, pois, vir o cádi e as testemunhas para deixar consignadas oficialmente suas últimas vontades. e mandou vir seus parentes e os de sua mulher para despedir-se deles. todos aconselharam à mulher desistir de seu
propósito e não empurrar para o túmulo seu marido e pai de seus filhos. ela, porém, teimou, repetindo: "quero conhecer o segredo, mesmo que ele tenha que morrer”.toda essa movimentação despertou a atenção do cão e dos animais da capoeira. o cão censurou o galo por estar cantando quando o amo deles todos estava para morrer. o galo perguntou: "e por que nosso amo está para morrer?”
o cão contou-ihe a história. comentou o galo: "por alá, nosso amo é muito tolo. eu tenho cinquenta esposas. agrado a uma; desagrado a outra; mas não permito nenhuma rebelião entre elas. e ele tem apenas uma esposa e não consegue controlá-la. o que ele deve fazer é apanhar umas varas verdes nas amoreiras e bater nela até que se arrependa e não mais lhe exija nada." o homem ouviu o que o galo disse ao cão,
pensou e decidiu seguir o conselho do galo. cortou umas varas das amoreiras, escondeu-as no quarto do casal e chamou a mulher: "vem comigo até nossa alcova para que te conte o segredo e me despeça de ti para sempre”.quando a mulher entrou no quarto, o homem trancou a porta, apanhou as varas e bateu nela até que ficou cega de dor e gritou: ‘ arrependo-me. " e beijou lhe as mãos e os pés. em seguida, saíram juntos em paz para iniciar uma nova vida. e os parentes e os vizinhos se regozijaram por eles.

Do Livro Mil e Uma Noites



Enjôo

Ontem recebi a visita de Beth Coração, que nos visitou a pedido de minha irmã Ângela, que pensa que estou louco. Sim, louco de amor como tenho dito a meses, mas sem ser ouvido, pois amor, parece estar distante da vida de todos. Beth comentou que poderia procurar uma acumpunturista muito boa que aliás já esta tratando de outro da cidade. Tudo muito interessante, e o fato de estar ocorrendo no dia da morte de José Saramago, me faz não deixar de escrever estas linhas.

Mulheres, mulheres, estou com enjoo de vocês. Será impossível Deus ou alguém transformar este mundo sem a "ajuda" de vocês, e eu um Pandava, que tenho a função de protegê-las, com enjoo (para não dizer outra coisa) de vocês. Creio já ter passado da hora de vocês deixarem de ser as porta-vozes do amor e tratarem de se enxergar. As Santas, as Putas, as Normais, as Casadas, As independêntes, etc. Todas vocês "mulheres", as tais que vivem cobrando o "amor", a decência, a educação, e até a sacanagem (ou a falta dela porque só procura o impróprio quem não tem o verdadeiro). Aliás já tinha notado, proibiram o amor e surgiu então a pornografia.
Bom, mulher quando sente enjoo é porque esta grávida, acho que estou gravido de uma. Que condição... E ainda me pedem definição. O fato é que somos o que somos, e diante do conhecimento e da prática tudo isto só fica mais e mais claro. Se o conhecimento e a prática dele leva a loucura, porque tantos se esforçam tanto em transmiti-lo e pratica-lo? E olha que incluo aqui a Cássia Heler, A Eliz, o Cartola, Tom Jobim, etc Será que não souberam praticar? O que o próprio Pai esta pedindo? O que o povo esta pedindo? Para que tanta hipocrisia de todos os lados? Estão todos realmente enfaixados, Umas enfaixados de "Conscientes da Alma" outras de "Demônio", outras de "Anjo". O Brasil é um pais democrático, a maior nação espirita deste planeta, e tanto já foi plantado em nome da liberdade, que me recuso a ficar calado. E vejo que vocês estão longe de entender o amor, e este mundo ainda vai se tornar uma "Sodoma e Gomorra
Acho que vou mudar o nome deste Blog para "A voz do Homem", ou melhor ainda, "Qualquer coisa", (Ia dizer "O Gay" mas eles não merecem isto), pois esta difícil ser homem ou mulher neste planeta.

Semana que vem vamos comemorar Vinte anos do Centro de Raja Yoga de Campinas, e o nome é Centro, porque escola implica em professor, e lá, o professor é você. Quem foi meu professor? O Ken? A Luciana? Quem foi o Professor de Quem? (Caberia aqui, Quem foi o professor do Ken).  Sim, é uma escola, e é maravilhosa, e o que acho mais lindo de tudo no Raja Yôga? È o que o Conhecimento do Raja Yôga, da Meditação Raja Yôga, não depende nem precisa de nada, de nada mesmo, Ele é invisível e transmitido sim, mas de uma forma sutil, digamos "espiritual". Sempre pensei que se alguém estiver doente, e só estiver ouvindo, ou "lendo", posso ensinar a ele coisas maravilhosas e importantíssimas sobre seu destino, sobre quem ele é, sobre seu Pai, sobre o momento que ele esta passando, etc, etc, e isto é Raja Yôga.

Escrevo tudo isto com Mama e Dada Lekrajeh (Brahma Baba) em mente, e simplesmente gostaria do respeito de deixarem que o estudo continuasse em paz, que não fosse necessário tanto sofrimento e esforço pela simples liberdade de ser. Estou feliz com o desenvolvimento das situações, e particularmente pretendo avançar em minhas práticas e estudos. Sendo a principal delas a constatação matemática do tempo curvo (Cíclico), e caso isto não se comprove, com certeza terei caminhado para o que há de melhor no refinamento humano.


Amor e Lembranças a todos



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14 de jun. de 2010

Lucinda a professora e o dia do professor

Por vários anos fui professor do curso introdutório de Raja Yôga em São Paulo. A lógica do curso é perfeita, somos jogados a uma outra dimensão; fora a experiência de meditação, a vibração do centro, o dharma, etc. uma experiência única, para os alunos e para o professor. Em Campinas as classes sempre foram numerosas, mas são raros os alunos que realmente se envolvem e assimilam a quantidade de informação. Aquela turma estava animada, perguntas sem fim, animação, no final uma participante me entrega um caderno com anotações e pede que eu dê uma olhada. Nunca tinha visto algo parecido, o curso completo, em caneta vermelha e azul, tudo, exatamente tudo. Professora. Lucinda tinha um intelecto perspicaz, também era bonita, solteira e culta, começou frequentar as aulas regularmente, até que um dia encontro um envelope na porta com um convite para jantar, era dia do professor e ela gostaria de comemorar comigo, seu professor de yôga. Pensei com meus botões, nunca encontrei uma aluna tão intrigante como esta, não posso recusar. E lá fui eu.

Como vinha dizendo era professor, terminei a aula da noite e sai para o encontro, seu apartamento era extremamente confortável e como um bom yogue uma goiaba resolveu a gastronomia, e foi um corre corre, do sofá, para o chão, e me levanto, e vou para lá, e para cá, e só sei que como digo na canção Rabo de Saia, "Seus lençóis de seda  me fazem enjoar". Permaneci mesmo como professor que era o que melhor coube para a ocasião, mas confesso que todo dia do professor me lembro daquele dia ou melhor daquela noite, e vejo que podemos confiar na egrégora, mas não é bom vacilar.

Click  Aqui

Perigo    (Esta música deveria se chamar Amerit Vela)
Zizi Possi

Nem quero saber
Se o clima é prá romance
Eu vou deixar correr
De onde isso vem?
Se eu tenho alguma chance
A noite vai dizer
Nisso todo mundo é igual
Hum! Hum! Hum! Hum!
Anjo do bem
Gênio do mal...

Perigo é ter você
Perto dos olhos
Mas longe do coração
Perigo é ver você
Assim sorrindo
Isso é muita tentação...

Teus olhos, teu sorriso
Uma noite
Nem quero saber
Se o clima prá romance
Eu vou deixar correr
De onde isso vem?
Se eu tenho alguma chance
A noite vai dizer
Nisso todo mundo é igual
Hum! Hum! Hum! Hum! Hum!
Anjo do bem
Gênio do mal...

Perigo é ter você
Perto dos olhos
Mas longe do coração
Perigo é ver você
Assim sorrindo
Isso é muita tentação...

Teus olhos, teu sorriso
Uma noite...

Nisso todo mundo é igual
Hum! Hum! Hum! Hum! Hum!
Anjo do bem
Gênio do mal...

Perigo é ter você
Perto dos olhos
Mas longe do coração
Perigo é ver você
Assim sorrindo
Isso é muita tentação...(2x)

Teus olhos, teu sorriso
Uma noite...

Perigo é ter você
Perto dos olhos
Mas longe do coração
Perigo é ver você
Assim sorrindo
Isso é muita tentação...(2x)

Teus olhos, teu sorriso
Uma noite...

Perigo é ter você!
Perigo é ter você!
Perigo é ter você!
Perigo é ter você!

Zizi Possi



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A palestra



Além da distância, pois estudava Física na UEL (Londrina- PR), achava que O Curso de Física na USP de São Carlos seria melhor para mim, e ter tirado Dez na prova de admissão foi fundamental para que aceitassem minha transferência. 
Fui aceito também para morar em uma república depois de ser entrevistado pelas nove moradoras. Residia na edícula, eramos vegetarianos, já praticava alguns exercícios de Yôga e passava as noites no telhado, observando os astros,e atento, pois minha intuição dizia... "Você encontrará o Aleph (Ponto de onde entendemos todo o Universo". 
Alguns dias depois de ter terminado o Curso Introdutório ao Raja Yoga, estava eu em minha edícula, onde recebia e enviava correspondências para todo Brasil. Amigos, escolas, etc. Deparei-me então com um envelope pequeno, remetente e destinatário escrito a mão, letra de mulher, e dentro, um convite para uma palestra no SESC de São Carlos.
Esta delicadeza me tocou. Sete e meia, lá vou eu. Ao chegar observo o auditório vazio, duas moças, Adelino (Prof. que estava organizando a palestra), e creio mais uma ou duas pessoas. Ken O`Donnel inicia sua palestra, utiliza o flip chart, vai explicando o que é yôga, e tal, e tal. Só sei que daquela palestra, carimbado em minha mente ficou um desenho de um yogue sentado, Shiva, a fonte, e uma linha que ligava os dois. Creio que nem em mil anos esquecerei aquele simples desenho.
A palestra terminou, vamos saindo, e reparei, parece que não tinha chegado mais ninguém.  Mas que flechada! Mal sabia ele!!!; Atrás daquele "bicho-grilo" estava o Roca. Que pedra no caminho. O amor e o carinho que tenho pelo ken, não cabe em nenhuma letra.

Pai
Pai lestra
Que alastra
Palestra


E como ele costumava comentar...

Ninguém poderá escrever seu nome sobre o Sol,

Quando um esquimó coça seu queixo no pólo norte, algo acontece no pólo sul.



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12 de jun. de 2010

A Árvore da Humanidade



Ainda não residia no Centro, mas seguia tudo certinho, fácil para um universitário morando sozinho, mas as férias chegaram e o pouco dinheiro tinha que ser economizado, não comia mais no restaurante universitário, além de vegetariano, gostaria de saber quem faria eu comer algo que não fosse preparado por yogues. O melhor era ficar na cidade, menor gasto e maior proteção (lembro aqui que vinha de anos de viagens por todo Brasil, viajava de carona na época). Mas fazer o que o mês inteiro. Peguei o pouco dinheiro que restava, fui a uma loja e comprei um tecido, tintas e pincéis. Pintei um quadro da Árvore das Religiões (O primeiro abaixo), media 1,4m  x 3 m, foi uma experiência incrível. Acho que é por isto que amo tanto o quadro da Árvore. Outro dia li em um livro do irmão Nirvair de Madhubham como ele foi originalmente concebido. Ainda vou transcrevê-lo aqui.

Entender a Árvore da Humanidade, é entender a Semente, O Aleph, entender Adão e Eva, entender a Pureza.




Não deixe de visitar a postagem abaixo, ela dará maior clareza a Árvore:

http://compreensaosuficiente.blogspot.com/2010/05/o-amor-e-lei-de-deus.html






O texto a seguir mostra bem esta dinâmica da Árvore.

O malabares para ser feliz


Nosso intelecto pode nos levar as alturas e também a queda, ele é o mestre da vida. O malabarista interno que equilibra o fluxo de tudo, ou não. É o jogo do drama; felicidade e tristeza de um apce a outro. Temos que explorar todas as nossas possibilidades e então retornarmos ao lar de descanso, antes de mais uma vez brincar de existir. A semente que vira árvore, flor e fruto, então semente denovo - expansão e retração.

Apartir do Cobre se inicia uma escola informal de percepções e crenças distorcidas. E ninguém escapa. Faz parte do cenário haver ideologias que sustentem o desvio e preparem o eu para as experiências do nível de pureza que aquele período permite. A cada degrau de descida "intelectos líderes" aumentam os enganos e limitam o universo das escolhas positivas. Textos sagrados falam de histórias confusas. Aprendemos a errar para bloquear as chances de felicidade por não nos sentirmos mais dignos dela. Julgamos e condenamos nós e outros pensando que isso é ser honesto com Deus. Nosso talento, que nos tornou grandiosos, se inverte tornando-se um vazio que amedronta. Entramos numa vida limitada pelo imaginário negativo com dificuldade de aceitar plenamente o bem, por que até Deus é retratado dual.

Felizmente chegamos ao fim da exploração de possibilidades tristes da alma. Somos amorosamente conduzidos pelo Criador na jornada de retorno a semente. Os residentes do mundo novo tem que sedimentar em si as crenças de Deus para esta nova etapa da peça, quando a cultura divina vai governar. Sofrimento interior e medo não fazem mais parte do contexto. Temos que nos atualizar no relógio cíclico. Agora, a peregrinação em direção a felicidade exige pensamentos cheios de essência e beleza que nos levem para o alto. Também acabou o episódio dos enganos. A Semente da verdade deu ao malabarista interno uma nova programação que permite criar possibilidades felizes com tudo e todos. É hora de mais uma vez libertar o ser e acabar os desequilíbrios que geraram os fantasmas do medo. Tudo que chega é reciclado, situações difíceis tornam-se matéria prima da alegria.

O que acontece não importa tanto mas sim como aproveitamos aquilo nesta usina de renovação da consciência. Aumentando o senso de auto dignidade paramos a repetição das programações ilusórias de tristeza. A face interna volta-se para o reconhecimento pleno do eu e de Deus.

Entendimento - libertação e amor crescente para todos nós.

No malabarismo constante.

Marcia


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O brilho do amor nos alimentos

São Paulo, intrigante, Argentina, mais adiante, não aguentaria esperar até a próxima estação onde pretendia ir a Índia, com o câmbio paralelo pagando o dobro do oficial, indo a Argentina, pagaria a passagem e ainda sobraria alguns dólares, e lá vou eu, João Dias venderia os Quinhentos dólares que tinha e me emprestaria, a passagem tinha comprado a prazo. Embarcaria no final da tarde, primeira viagem internacional. João  me garantiu que trocaria os dólares para que eu pudesse comprar novos quinhentos a preço oficial. Marcamos em baixo do Minhocão começo da tarde, e ele não apareceu, celulares não existiam, se aguardasse mais perderia o voo. Então parti com o que tinha e sem comprar nada. Ao retornar calculando o prejuíso, estava no primeiro vermelho de minha vida e com uma passagem para pagar. Estava com vontade de torcer o pescoço de alguém.
No Raja Yôga temos a prática de cozinhar na lembrança Dele, e transmitir vibrações que acreditamos serem transmitidas via alimento. Naquela manhã era eu o encarregado da cozinha, e tratei de esquece o acontecido e cozinhar nas melhores das vibrações. Morava no Museu nesta época, A tarde ao retornar do trabalho,  passei no Centro, fiz uma breve meditação, desci a Cardoso com os pensamentos ainda a flor da pele, o estrago tinha sido grande, melhor almoçar, embora já fosse tarde. Primeira bocada como diz minha mãe, segunda, terceira, e fui percebendo meus pensamentos mudarem e retornaram os mesmos sentimentos de quando tinha cozinhado de manhã. É a pratica. Algo parecido só tinha experimentado quando morava sozinho em São Carlos e cozinhei com tanta lembrança na república onde morava, que nos primeiros bocados, vi o alimento brilhante descer pelo meu corpo até o estômago. Antes de ir morar no Centro de São Carlos, morava nesta república sozinho em um quarto separado da casa. Até hoje me recordo de algumas meditações matinais que fiz no chão daquele quarto.
Na vida de um yogue, com certeza, a alimentação é uma ferramenta poderosíssima.



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São Paulo - Curto Circuito

São Paulo sempre foi uma metrópole, intrigante. Só sei que mesmo sendo natural do ABC sempre sentia medo quando atravessava suas marginais. O fato é que aprendi a gostar dela, deixando ela gostar de mim, trabalhando, entre suas ruas e seu corre-corre.

Recem chegado a cidade vindo de São Carlos, residindo em um Museu Espiritual em plena Cardoso de Almeida, Perdizes, a PUC ali ao lado, conviver com todo aquele movimento, era emocionante. Tempos antes, tínhamos organizado uma caminhada pela Paz, saindo da Praça da Bandeira, seguindo até o Masp. Imaginem..... Para min e para Cícero Bhai sobrou somente construir a flor de lótus onde nossa querida Marli sentou-se em meditação. A flor foi feita de arame e espuma, e montada em cima de uma carretinha que foi puxada  por um carro.

Todos também ficaram espantados quando resolvi participar de um passeio ciclístico que ocorreria no Ibirapuera. Consegui uma bicicleta, montei duas laterais bem grandes onde desenhei o mundo, e eu de branco, meio enfeitado de anjo e tocando a buzina, aquela de sininho trim, trim. E lá vou eu Cardoso a cima rumo ao Ibirapuera...

Já viram que tínhamos fôlego, mas interessante mesmo foi esta:

Encarregado de checar o som e iluminação do auditório do SESC Vila Mariana para uma palestra por ocasião da visita de uma importante irmã Indiana. Visitei o auditório naquela tarede, e tudo combinado, certinho, a noite, usei até gravata, auditório lotado, uma perfeição. De repente, Luciana que estava traduzindo a palestra, indica que era hora da  meditação, um som leve e ela irá conduzir alguns pensamentos. Indico então para o técnico de som, que inicie a música que ela vai falar. Então ele me diz "Ou som ou música", eu gelei, como!  "Ou som ou música", estávamos num dos maiores auditórios da América Latina. Ele me disse, você não falou que teria som e música juntos. Olhei para o palco, Luciana já segurava sua trança, e suspirava. Então o Operador de som vendo minha situação teve uma idéia. Colocamos o som em um canal e a voz no outro. Tentando conectando os fios, estava escuro, acendemos um isqueiro, e só me lembro do isqueiro derretendo, e a meditação acontecendo, acho que sem som e sem voz. No outro dia, não sei como encarei a meditação antes da aula matinal, já que nos olhamos nos olhos, mas o fato é que não perdi uma aula matinal em mais de uma década, e este assunto nunca foi comentado,  isto é a prática de Raja Yôga.



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11 de jun. de 2010

As Mãos



Primeira Mão

Morava ainda com minha família em São Bernardo do Campo, trabalhava como metalúrgico e viajava diariamente para Santos onde cursava Engenharia. Não bastasse a enquet com alguns amigos se deveria ou não por o pé na estrada, percebi que viver o dia todo trancado em um galpão não seria meu destino. Na calçada ficou o Pai e a Mãe que não dispensou a oportunidade para algumas lágrimas e 1001 recomendações. O fato é que estava indo e fui. No meio da serra a paisagem convidou a motocicleta  para uma parada. Que floresta, Atlântica, verde, vou pensando comigo: Bom, Cara agora é com você, o mundo é seu,  e de repente vou sentindo algo acima de minha cabeça, algo no céu. Voltei a olhar a mata, e o céu, então percebi.... Uma mão enorme, mas enorme mesmo, era maior que o céu, e bem acima da minha cabeça. Senti que havia uma Mão ali. Bom, tratei de prosseguir rumo a Santos onde me hospedaria na pensão da Zita ao lado da Delegacia, da Faculdade de Odonto, de Arquiterura, e de onde meses depois  deixaria a faculdade de Engenharia  para estudar Física em Londrina e depois em São Carlos. Ali naquela Serra percebi, mas não entendi que Algo já guiava meu destino.

Para relaxar:       Click Aqui  Ouça "Um toque de amor" Zizi Possi

Um toque de amor            

Quando eu sinto o toque
do amor na mão na canção que eu fizer
Eu me sinto enorme sobre esse chão
e um anão perante o céu

Quando eu sinto o toque do seu coração
encostado junto ao meu
Eu me sinto enorme sobre esse chão
e um anão perante o céu.

...Eu me sinto enorme sobre esse chão
e um anão perante o céu. 
Zizi Possi


Segunda mão

Foi no próprio Centro de Raja Yoga de São Carlos, a casa antiga era um pouco afastada, e mudamos para a Av. São Carlos. A casa era bem grande e havia uma sala só para exposição bem de frente para a rua. Uma vez Adelino comentou que não acreditava como eu tinha feito aquilo, a reforma tinha sido geral. Agora que estou me lembrando dos detalhes, uma cortina dividia a recepção e a sala de aula, além de uma sala só para meditação, em outro cômodo era  nosso quarto. Lembro-me como se fosse hoje da irmã Gudi entrando na cozinha, com os olhos super brilhantes e imersa na experiência de que já havia estado naquela cozinha e era igualzinha. Adelino viajava muito e numa noite deitado, sozinho, alguns pensamentos começaram a surgir, lembrei-me de alguém e tal e lá se foi me minha mão rumo as pernas, então pensei, aiaiai, e agora, estou aqui no Centro e não posso fazer nada de errado. Imaginem, tinha 20 anos e estava disposto a jogar os órgãos dos sentidos para o espaço, mas hábitos são hábitos, e estava disposto a mudá-los, para mudar a visão. Mas minha mão ia. De repente, senti outra Mão segurar a minha e afastá-la. Epa. Estava sozinho na casa, o breu era enorme,  a casa então imensa. Um calafrio correu pela minha espinha e não me mexi até que o despertador tocasse as Três e Quarenta e Cinco para Amerit Vela. Estava animado pois na tarde anterior tinha realizado um novo projeto, um Brahma Baba Light. rsrsrsrsrsr


Terceira mão

Foi em Om Shanti Bhavam, Madhubhan, Que numa aula ou troca de experiências, Ouvi de uma irmã o compartilhamento de sua experiência de como tinha se relacionado com o Pai, de forma tão amorosa e carinhosa. Ouvi, e retornando ao meu quarto, pensei, Ah, minhas experiências são mais práticas, de amigo, de companheiro, etc, não muito de amor, carinho, e tal, e fui dormir meio "chateado" com isto. Fiquei com "vontade" daquela experiência. Não é que já deitado surgiu a Tal da Mão! Pois é, acariciou meus cabelos, bem suavemente. várias vezes. Só que desta vez, estava em Madhubham, e aproveitei a experiência e adormeci.





Quarta Mão

Esta não é bem uma mão, é uma "visão",  Tendo deixado Campinas e residindo em Piracicaba onde criamos a Editora Confluência, futura Editora Brahma Kumaris, diante da decisão de retornar com a Editora para São Paulo, fiquei meio sem opção, e o trabalho esta exigindo muito. Ainda mantinha minha regularidade em todas as atividades, etc. e num sábado a tarde, tudo limpinho, nada melhor do que uma meditação de duas horas no Centro. Desci do Jardim Elite de Bicicleta e curta padjama branco. A meditação foi regular e ao sair, já no portão, olhei para a Av. Saldanha marinho no sentido da editora, e tive um sentimento, foi puro, mas senti que não queria ir para a editora e onde morava sozinho, não tinha mais o que fazer ali. De repente, em menos de um segundo, tudo se passou na minha cabeça, outra casa, outro lugar, um ambiente, e uma moça, e um senhor, tudo claro e instantâneo. Senti novamente o guidão da bicicleta e perguntei para mim mesmo, onde fica isto? A "visão, intuição tinha sido clara" Olhei para baixo, para o lado, pensei comigo mesmo como vou encontrar esta casa? Tratei de seguir. A moça eu mais ou menos reconhecia, acho que era uma que vi uma vez numa palestra, mas onde fica esta casa? Quem é esta moça? A resposta só veio tempos depois quando Denise estacionou seu carro em frente a editora. Ela havia me ligado a tarde, uma moça que desconhecia, querendo conversar sobre espiritualidade. Marcamos um jantar, ela passaria e me levaria. Quando abri a porta do carro é que fui perceber que aquela era a moça da visão. Jantamos no antigo Restaurante Casa Velha, na Rua do Porto, e a uns quatrocentos metros do banco onde Denise disse estar sentada e ter tido a inspiração de me procurar. Nos tornamos companheiros por algum tempo, seu pai residia nesta casa que depois foi comprada e ao nos separarmos ela foi para um apartamento e eu e seu pai Sr. Augusto residimos neste imóvel por vários anos até sua morte. O imóvel mais parecia um museu, bem localizado e cheio de pedras, livros, estátuas, e tudo mais, uma sala só para biblioteca, outra para meditação. Ela acabou se aproximando de minhas irmãs de Campinas, viajando para Índia, etc. Eu vivi bons anos na companhia do Sr. Augusto, um velho português dono de uma cultura impar. Ganhei um pai por alguns anos, que substituiu o meu que a anos já tinha ido e curiosamente também se chamava Augusto.


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Angélica

Tudo correndo super bem, Até que arrumássemos um local para montarmos o Centro, fiquei hospedado na casa, ou melhor no castelo onde ocorreu o primeiro curso e onde residiam Sávio, Luciane e Raiz que foram para casa da Mãe dele, a frondosa Clô, pois o pai de Sávio tinha acabado de falecer. Em visita a São Paulo, encontrei-me com João Bridi que vinha de Porto Alegre, rumo a Índia, ele seguia sozinho com outra irmã de São Paulo. Eles estavam viajando com uma passagem a oitocentos dólares!!!!. Alguns telefonemas, e lá estava indo eu. Partiríamos na noite do dia vinte e quatro de Dezembro, véspera de Natal.
Embarcamos, a meia noite o Comandante serviu Champaghne, brindada com guaraná, e amanhecendo desembarcamos no aeroporto de Heatroh, onde notamos que Londres estava parada, era feriado, nem metro, nem ónibus, se pagássemos um táxi, não voltaríamos ao Brasil, pois o dinheiro era contado para ir até a índia e voltar. Sentamos então nas poltronas e lembramos Dele, então fui até o balcão e expliquei a situação. A atendente entrou com os documentos e logo retornou. "Aqui estão seus volthers, os táxis estão ali, vocês ficarão hospedados no Sheraton Hotel pois tínhamos outro voo no próximo dia para Delhi . Bom, a Mão já nos conduzia a tempos, nos divertimos recebemos os amigos e no outro dia logo cedo seguimos para Delhi. Já em Madhubhan, tudo maravilha, aquele solzinho de depois da murli, o café, então ouço "Que Professor bom, nem chegou na Cidade já trouxe uma aluna. Aluna, Que aluna. A Angélica! E minutos depois me viro e  reparo com uma moça, delicada, fina. O que me chamou a atenção foram os brincos e correntinha de ouro. De onde vem? Como veio parar aqui? Ela me disse que era de Campinas, estava de férias na Suíça, procurou por um curso de yôga, e indicaram Madhuban, e ela foi. O caso é que estávamos no Rajastão a milhares de quilómetros de Delhi, que dirá Campinas. O curioso é que pela indicação, seu apartamento em Campinas dava fundos para a janela do meu escritório. Bom, vamos levar o caso para Dadi Jhanki.
Contei os fatos para ela que era a responsável por tudo ali. Ela olhou a moça e me olhou. Não pensou. Você dá o curso a ela, depois das aulas matinais por uma semana você dá o curso a ela. Pronto nem tinha chegado direito e já tinha o que fazer, e que tarefa.  Saímos da sala e seguimos rumo as acomodações, horários, algumas orientações básicas, e vamos descendo a rua, os prédios vão terminando então digo ¨Bom vou seguir para meu Bloco, e ela diz, o meu também é este. Ok, então vamos, subo as escadas e ela me segue. De repente paro diante da porta de meu quarto, e que surpresa, o dela era o próximo. Nos olhamos, e fechamos as portas.
O curso seguiu bem, numa das manhãs após a aula fomos caminhar nas montanhas, voltaríamos depois do almoço. Algum tempo depois, João Bride disse-me, que ao nos ver subindo rumo as montanhas  tratou de sentar-se em meditação me enviando bons votos. Mas foi um passeio inocente, definitivamente estávamos em outro mundo. ela participou dos encontros, ganhou anel e partiu. Sincronia, teste, pura coincidência? O bom desta história, é vermos como agem as Dadis, elas confiam, sempre confiaram, e as questões são de cada um.
Retornando a Campinas, seguimos com o Centro e atividades, fiz uma única ligação para ela, e senti que já fora o suficiente para ela. Algumas vezes ainda olhei pela janela de meu escritório, de onde avistava a janela de seu quarto em campinas, e pensei. Que coincidência.



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