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30 de mai. de 2023

Ameritvela - A madrugada do ser

Uma edícula, um chão de cimento queimado e um desenho de Shiva na Parede. As primeiras meditações matinais do jovem físico, que meses depois já estaria residindo no Centro de Raja Yoga, e que meses depois estaria inaugurando uma nova casa com uma sala exclusiva para exposição de quadros e uma para meditação. Inaugurar um transligt de Brahma Baba nesta sala foi a última atividade antes de me mudar para São Paulo. Os residentes do Centro faziam ameritvela juntos na sala de meditação, e para evitar costrangimentos, eu costumava sair e caminhar pela rua de onde se avistava toda Cidade. A tão sonhada viagem a Madhuban aconteceu rapidamente, e logo no primeiro dia eu e o irmão Horácio da Argentina nos oferecemos para ajudar na cozinha. O encarregado não titubiou e passou a tarefa.... Preparar a massa dos chapatis. Passou a receita e o horário do início da atividade.... 2:00 hs da madrugada!!! E lá fomos nós, três e meia, já estava tudo pronto. Bora meditar... Logo nos dipensaram da tarefa, mas aprendi o caminho... Nunca gostei de rush, então tratei de manter a rotina das 2:00 hs e ia meditar na cabana de Baba. Quando o pessoal descia, eu já estava retornando. Em minha última visita a Madhubam, inauguramos Gyan Sarovar. Mesmo nas visitas anteriores em Madhubam, muitas vezes não encontrei situações favoraveis na madrugada, mas o ser, todos os dias amanhece, a doce conversa acontece, e estou hoje aqui, na mais favorável das situações escrevendo para vocês. Minha experiência? O amanhecer cria a Brisa do dia Mas ela depende dia anterior Por isto carregue esta brisa Esteja com Ele onde for Refreque os lugares Regue amor. (Foto - Alinhamento lua, Venus e Saturno. Sérgio Roca)

11 de mai. de 2023

RádiOm






Você pode ouvir nossa Programação clicando na seta acima, 



 Visitando o Blog da RádiOm, você também terá acesso as páginas de nossos Colaboraboladores 

2 de nov. de 2021

Mensagem do Amor

 

Há uns dez anos morri de amor, e voltei com 13 páginas na mão, como descrevo nesta postagem  

  " Morri de amor " - (Link, basta clicar)

Mostrei a mesagem que foi escrita de forma presencial para algumas pessoas, mas sinto ser a hora de mostrar a todos.

Mensagem "  - Neste link em PDF 


Ou click nas imagens abaixo. 






















17 de jan. de 2016

Semente



Esta é a frase que "calou" este blog por mais de um ano:

As convicções são inimigas mais perigosas da verdade
que as mentiras.
Friedrich Nietzsche

 Há alguns meses refletindo sobre o assunto,
cheguei a estas:

" Tudo o que é reto mente. Toda verdade é sinuosa. O próprio tempo é um círculo. "
Friedrich Nietzsche

Então, persiste o silêncio... (Embora eu sempre diga que "O silêncio é uma forma de comunicação").


"Todos os que desfrutam acreditam que na árvore o que importa é o fruto, quando na verdade o que importa é a semente: eis a diferença entre os que desfrutam e os que crêem."
Friedrich Nietzsche


Sigamos, tentando entender ou ser Semente ou semente.





Murli 17/01/2015

Somente aqueles que são capazes de reger a si mesmos agora podem se tornar futuros soberanos do mundo.
Será que todos vocês se consideram duplos soberanos – soberanos atuais e também soberanos futuros? O presente reflete o futuro: no espelho de seu estágio presente, seu futuro é claramente visível. Para se tornarem um soberano no presente e um soberano futuro, constantemente verifiquem-se para ver quanto poder de governo vocês têm; em que extensão vocês têm todos os direitos sobre seus poderes sutis: sua mente, intelecto e sanskars, que são seus servos principais. Esses três poderes especiais constantemente cooperam com vocês, soberanos, ou seja, eles são seus principais servos que cooperam com vocês na regência de seu reino. Quando esses servos seguem os sinais que vocês, o máster deles, lhes dá, então aquele reino funciona bem. É similar ao modo com o qual o Pai conclui o trabalho Dele por meio das três imagens, e é por isto que a Trimurti é especialmente louvada e adorada. Portanto, vocês dizem: “Trimurti Shiva”. O único Pai tem três servos especiais por meio dos quais Ele finaliza tudo para o mundo. Do mesmo modo, vocês almas são criadores e seus três servos especiais, seus poderes trimurti, especialmente servem vocês. Vocês são os criadores que criam esses três. Então, verifiquem-se e vejam se sua criação trimurti está sob seu controle. A mente cria; ela cria pensamentos. O intelecto decide; ele funciona do mesmo modo como dar sustento. Os sanskars são para a transformação – para o melhor ou para o pior. Assim como Brahma é Adi Dev, a primeira divindade, o pensamento de sua mente também é seu primeiro poder. Se o seu primeiro poder for acurado, então os seus outros servos, que o acompanham também farão tudo acuradamente. Primeiramente, verifiquem se seu primeiro servo é seu companheiro constante; companheiro da alma, do regente e se está constantemente seguindo suas instruções. Isto porque seu inimigo, Maya, também ataca primeiramente seu primeiro poder e o transforma em um traidor para roubar a sua soberania de vocês. Portanto, usem seu primeiro poder – seu servo cooperativo e especial – para manter seu poder de ter todos os direitos. Um rei, ele mesmo não faria um trabalho físico, mas daria ordens para que tudo fosse feito. Os servos no reino, que de fato fazem tudo, seriam separados. Quando aqueles que estão servindo sob as ordens do rei não o servem bem, aquele reino balança. Do mesmo modo, vocês almas são karavanhar (aqueles que fazem outros fazer) e seus três poderes especiais são karanhar (aqueles que fazem). Quando vocês têm poder de governo sobre esses três, então seus órgãos físicos automaticamente seguem o caminho correto. São esses três poderes especiais que controlam seus sentidos. Agora, verifiquem-se e vejam em que medida vocês têm poder de regência.



Murli 17/01/2015

Only those who are able to rule the self now can become future world sovereigns.
Do all of you consider yourselves to be double sovereigns - present sovereigns and also future sovereigns?
The present reflects the future: in the mirror of your present stage, your future is clearly visible. In order to
become a present sovereign and a future sovereign, constantly check yourself to see how much ruling power
you have; to what extent do you have all rights over your subtle powers: your mind, intellect and sanskars,
which are your main servants. These three special powers constantly co-operate with you sovereigns, that
is, they are your main servants who co-operate with you in ruling your kingdom. When these servants
follow the signals that you, their master, give them, then that kingdom runs very well. It is similar to the
way in which the Father accomplishes His work through the three images and this is why the Trimurti is
especially praised and worshipped. Therefore, you say: “Trimurti Shiva”. The one Father has three special
servants through whom He accomplishes everything for the world. In the same way, you souls are creators
and your three special servants, your trimurti powers, especially serve you. You are the creators who create
these three. So, check yourself to see whether your trimurti creation is under your control.
The mind creates; it creates thoughts. The intellect decides; it works in the same way as giving sustenance.
Sanskars are for transformation – for the better or for the worse. Just as Brahma is Adi Dev, the first deity,
so too, your mind’s thinking is your first power. If your first power is accurate, then your other servants,
who accompany it, will also do everything accurately. First of all, check to see that your first servant is a
constant companion of you, the soul, the ruler, and is constantly following your instructions. This is because
your enemy, Maya, also first attacks your first power and turns it into a traitor in order to rob you of your
sovereignty. Therefore, use your first power, your special and co-operative servant, to maintain your power
of having all rights. A king would not do physical work himself, but would order everything to be done.
The servants in the kingdom, who actually do everything, would be separate. When those serving under the
king do not serve him well, that kingdom will shake. In the same way, you souls are karavanhar (those who
make others do), and your three special powers are karanhar (those who do). When you have ruling power
over these three, then your physical organs will automatically follow the right path. It is these three special
powers that control your senses. Now, check yourself to see to what extent you have ruling power.

18 de mai. de 2014

Brahma Kumaris - 35 Anos Brasil

Estive fazendo as contas, este ano estou completando 32 anos de estudo!!!! Heeeeee!!!!!

Parabéns a todos irmãos e irmãs do Brasil e do Mundo. Quanta satisfação... 

Me vejo diante desta Yaguia (Fogo Sacrificial).
A mesma vontade de se jogar surge, mas agora posso olhar para trás e ver, 
o que fiz e o que farei...    




15 de abr. de 2014

A Eternidade: O Tempo como um Ciclo








A Eternidade: O Tempo como um Ciclo

É difícil para a mente compreender a eternidade – sem início, sem fim... Os “porquês” são discutíveis e ficam sem resposta, quando não há um ponto de partida. Se eu olhar para um círculo, uma roda, é impossível encontrar o início ou o fim... Pode, tal imagem, ajudar-me a entender a eternidade?
Ao olhar para o mundo natural à minha volta, vejo ciclos intermináveis por toda a parte: no crescer e minguar da lua, na mudança gradual das estações do ano, no tempo medido no mostrador de um relógio... nada na natureza segue uma linha recta! Porque é que a natureza humana deveria ser a excepção?

O Ciclo do Drama do Mundo

O Drama do Mundo é a história das almas humanas, a sua ascensão e queda, vitória e derrota, felicidade e sofrimento, sabedoria e ignorância, liberdade e escravidão. É a história do jogo das forças do bem e do mal, e dos diferentes estados por que passam as almas humanas, em cinco diferentes épocas (actos). É a história da humanidade na sua viajem no drama (representação), através do ciclo da eternidade. É a história mais grandiosa alguma vez contada… e todos adoramos uma boa história!...

Os Cinco Actos do Drama (Peça) do Mundo

1º Acto: A Idade do Ouro

O 1º Acto inicia-se com a cena do despertar da idade do ouro. Cada indivíduo manifesta, no seu comportamento, a sua natureza divina de pureza, paz, felicidade, amor e verdade, em completa harmonia interior. As suas acções e relacionamentos, amorosos, são os fios que tecem o tecido da sociedade. São seres divinos, cujo respeito pela natureza é tal, que a Terra os serve com abundância. A vida familiar é plena de felicidade porque as relações são baseadas na honestidade e na confiança mútuas. O comportamento e as atitudes são altruístas e de partilha. A integridade da alma expressa-se através da sabedoria natural e da realização espiritual. É o paraíso.

2º Acto: A Idade da Prata

O 2º Acto continua com uma cena, em que a esplendorosa manhã do primeiro dia deu lugar a uma tarde amena e tranquila, onde se manifesta já um gradual declínio, desapercebido pelos próprios actores, que entretanto aumentaram significativamente em número. Embora continuem radiantes de amor e paz, embora a natureza continue resplandecente de cor e beleza, a frescura original que caracterizou a manhã, desapareceu. Os actores começam a prestar maior atenção à forma e funções externas, do que às realidades internas; as experiências dos sentidos vão deixando impressões na alma. A integridade começa a dar lugar à influência. Os recursos materiais são divididos em menor quantidade, para se ajustar à maior procura. Embora não haja negatividade ou tristeza, e todos continuem a ser mestres das artes de viver, a qualidade de vida é ligeiramente menor.

3º Acto: A Idade do Cobre

A mudança do 2º para o 3º Acto, à medida que começa a escurecer, é dramática. É marcada por uma radical mudança de consciência: do auto conhecimento para o auto esquecimento. Este esquecimento do verdadeiro “eu” espiritual, cria dualidade na mente dos actores. Os primeiros sinais de conflito interno e discórdia externa, aparecem dentro da própria peça. Esta queda do estado de graça da consciência da alma, para a ilusão da consciência do corpo, traz consigo a perda de auto-soberania. Os seres humanos são compelidos a procurar o poder e as posses, para compensar um vazio interno, crescente. Ao tentarem reencontrar a verdade e a iluminação perdidas, são enganados, acreditando que o acumular de bens materiais lhes trará segurança e paz mental.

4º Acto: A Idade do Ferro

O 4º Acto encontra o palco do mundo numa total escuridão, ilusão e desespero. Verifica-se um extraordinário declínio dos valores morais, éticos e espirituais. Os seres humanos encontram-se acorrentados aos pilares de práticas e hábitos imorais. A tristeza e a intranquilidade largamente espalhadas, tornam-se a regra do comportamento humano. O mundo está dividido em inúmeros grupos, muitos dos quais se opõem entre si em jogos de poder, com base nos seus próprios interesses e conveniências. A família humana está num ponto de rotura. À medida que a noite avança, a população sofre um aumento exponencial, até que os recursos do planeta alcançam os seus limites.

5º Acto: A Idade do Diamante

O 5º Acto consiste apenas numa cena, na qual o Director da Peça se torna o Actor Principal. Ele aparece silenciosamente, num canto do palco, e começa a desvendar as verdades inerentes à história da vida humana: a verdade da imortalidade da alma, o seu relacionamento eterno e verdadeiro com Deus , e o verdadeiro caminho para a elevação e preenchimento. Estas palavras de verdade suscitam, nos actores, lembranças profundas do seu passado longínquo; há um despertar... Diante do amanhecer, eles podem observar, de novo, o carrossel da vida, na sua totalidade: de uma natureza divina à dualidade, da Idade do Ouro à Idade do Ferro... cada alma moldando-se ao ritmo eterno de cada momento, até que o círculo se completa. Com o amor de Deus nos seus corações e a verdade a permear novamente o seu ser, os actores dão os últimos passos na sua saída do palco, unidos na visão da manhã dourada que se aproxima. A escuridão da noite vai dando, gradualmente, lugar à aurora do novo dia. À medida que a cortina vai descendo, no 5º Acto, ela sobe novamente para marcar o início do 1º Acto. A humanidade completou o círculo; a velha jornada da vida acabou; um novo mundo começa!...
O guião desta peça soa-lhe familiar? Já teve alguma vez a experiência de um “déjà vu” – o sentimento de que já cá esteve? E se a história for verdadeira, e já esteve, realmente neste lugar em tempos?

10 de jan. de 2013

Brahma Kumaris old photos



As fotos deste filme podem ser encontradas e baixadas acessando
o álbum
https://photos.app.goo.gl/Bg3ofs3bV4BxD8xv7

19 de out. de 2012

Mensagem de Bhog



He HE He!!!!!

Este é Nosso Baba!!!


Na lembrança deste Doce de Batata Doce que é o nosso Baba.....




Mensagem de Bhog, 18/10/2012

Na lembrança de Baba, eu levei amor e lembranças de todos vós e hoje Baba chamou-me até à região subtil e quando lá cheguei - hoje é um dia especial então algo especial deve estar a acontecer na região subtil de acordo com o dia de hoje - então os pensamentos de todos estavam orientados dessa forma. Há um plano do lado de Baba e então há tal atmosfera hoje.

Eu vi que Baba estava em pé com os Seus braços abertos, recebendo-nos e dando as boas-vindas a todos os filhos.
Inicialmente quando recebi drishti de Baba, Baba estava a emergir-nos nos Seus olhos com muito amor. Eu continuei a receber o drishti e Baba estava a dar os parabéns aos filhos de toda a parte. Nós aproximámo-nos de Baba e Ele imergiu-nos a todos nos Seus braços. Todos estavam imersos nos Seus braços amorosos, Baba estava a dar muito amor. Não apenas aos filhos daqui, mas aos filhos de toda a parte do mundo. Nós estávamos a encontrar-nos com Baba e quando esta cena terminou, eu disse a Baba: Baba, estou a dar-Lhe as lembranças de todos os que estão em Shantivan; eu vim para trazer bhog.” Então primeiro Baba aceitou bhog.

Hoje, Baba estava imerso no amor dos filhos e os filhos estavam imersos no amor de Baba. No sorriso de Baba parecia que havia algum segredo imerso… e então Baba disse, a maioria dos filhos recebeu um certificado.
Mohinibhen perguntou, Que tipo de certificado?
Todos aqueles com entendimento viram o drama e no dia de hoje, que é um dia muito diferente, todos aceitaram as mudanças; houve pequenas perguntas, algum aborrecimento, mas a maioria dos filhos passou com honra.
Baba disse, há um segredo profundo no drama e Baba falou especialmente de duas coisas. Primeiro, vocês devem sempre lembrar-se de porque é que Baba veio. E Baba disse, vocês podem ver que o Incorpóreo veio no corpo corpóreo, e Brahma Baba alcançou o seu estado avyakt, alcançando a sua meta da forma avyakt. Depois disso o papel de Avyakt BapDada tem continuado, mas Brahma Baba tornou-se um exemplo para todos nós.
Depois disso Baba disse, para todos os filhos, Baba veio para tornar todos Bapsaman e também veio para a tarefa da transformação do mundo; os filhos têm que se tornar iguais ao Pai. O drama continua a avançar e então de acordo com o tempo, diferentes cenas vão surgindo, e cada um deve pensar que Baba veio e que o Seu trabalho é tornar os filhos como o Pai.

Baba disse, os filhos estão a fazer empenho para se tornarem iguais ao Pai. Brahma Baba era o exemplo e então vocês viram como é que os filhos têm que se tornar iguais ao Pai. Vocês viram como é que Brahma Baba se tornou igual a Shiv Baba e que agora vocês também têm que fazer o mesmo.  
Baba disse, vejam vocês são os mestres dos 3 mundos e então podem vir quando quiserem; venham ao mundo incorpóreo, ao mundo subtil e desempenhem o vosso papel no mundo corpóreo. Baba veio para vos tornar Bapsaman e Brahma Baba é um exemplo na frente de todos vós. E neste momento, qual quer que seja o serviço do mundo, o estado de ser igual a Baba é o estado através do qual o mundo será transformado a uma velocidade muito rápida.
Baba disse duas coisas: a forma de ser igual ao Pai e também a transformação do mundo. Baba veio para isso, pelos filhos e pelo mundo.

O tempo está a chegar a um certo momento em que Baba deseja que os filhos se tornem iguais a Brahma Baba. Os filhos estão sempre a encontrar-se com o Pai e o Pai está sempre a encontrar-se com os filhos, de muitas formas diferentes. Vocês encontraram Shiv Baba através de Brahma Baba e agora Avyakt BapDada, e agora na idade da confluência, cada filho deveria experimentar esse encontro com o Pai.
O Pai deseja que assumam a forma de se tornarem iguais ao Pai e que também através do rosto de cada um, seja visível esse encontro. Quando as pessoas se encontram no mundo lokik, a forma daquele encontro é como uma onda de grande felicidade, então o encontro com o Pai deveria ser continuo.

Baba dizia-nos coisas doces e sabemos que hoje o drama está a mostrar-nos algo novo. Eu quis que Baba nos desse alguma clarificação. Baba sorriu e disse, os tempos mudarão, as cenas mudarão, os papéis mudarão. Baba vai continuar a encontrar-se com os filhos e definitivamente tem que haver tal estado, de forma que possam experimentar esse encontro continuo com o Pai.

Para os duplos estrangeiros Baba disse, todos vieram com mto amor; muitos sabiam que Baba talvez não viesse encontrar-se com eles através da carruagem, mas ninguém fez nenhuma mudança. Ninguém pensou em não vir a Madhuban ou em cancelar o seu bilhete. Então Baba ama muito os duplos estrangeiros porque eles amam Baba e também amam a yagya. Então hoje, Baba deu aos duplos estrangeiros, especialmente por esse amor inquebrável, Baba dá-vos muitos parabéns pois vieram para este encontro. Todos estavam presentes aqui, por isso Baba dá-vos os parabéns por isso. Juntamente com os parabéns, todo o amor que têm, esse amor e sentimentos profundos que vos trouxeram aqui; definitivamnte do fundo do Seu Coração, Baba hoje imerge-vos a todos,  filhos amorosos, nos Seus braços e dá muito amor e lembranças.
Baba disse, continuem a ver as várias formas do drama. Baba está convosco de qualquer forma. Baba vai contrinuar a encontrar-se convosco. Vocês não precisam de pensar. Ele imergiu todos no Seu coração e deu muito amor e lembranças.

*** OM SHANTI ***


4 de mai. de 2010

Sufismo e Yôga

Sufismo e Yoga
A palavra “Yoga” tem vários significados em sânscrito. Deriva da raiz “Yuj”, que significa “juntar” e abrange todos os seus significados. Os hindus acreditam que o Jivātma ou alma humana é parte do Parātma ou Alma Divina. O Parātma se manifesta na criação e no processo evolutivo de todas as almas, onde o Jivatma atinge sua plenitude na Parātma. Esta concepção é, encontrada no Sufismo, quando o profeta Maomé diz: “Eu era um tesouro escondido e queria me manifestar, portanto fiz a criação”.

Todo o conceito islâmico da vida e da morte é também baseado nesta idéia. Quando alguém morre os Muslims dizem: “Com certeza viemos Dele (A Realidade Ultima ou Alá) e para Ele retornaremos”.

Inúmeras citações, tiradas das escrituras hindus e islâmicas, demonstram que o homem foi separado da alma original – quer a chamemos Alá ou Parabrahma – e não descansará até unir-se novamente a ele. Os mestres espirituais se baseiam nisto ao apontar-nos o caminho para ser um com Ele – a Realização Divina.

O Sufismo tem sido explicado de três maneiras:

1. É uma palavra árabe que significa “lã”. Os ascetas que, desejavam levar uma vida espiritual, de realização divina, usavam roupas de lã ásperas, para auto mortificar-se, eram por isso chamados “sufistas”.

2. A palavra é também devivada de “Safa” que significa pureza; os que levavam uma vida pura eram chamados “sufistas”.

3. Há outros que afirmam que a origem da palavra se encontra em Plotino, o filósofo grego, e derivaria da palavra grega “Sopho” que significa “sabedoria”; os sufistas procurariam, assim, Sabedoria e Espiritualidade.

Estas derivações provam que tais pessoas seguiram uma espécie de Yoga ou método de unificação com a Realidade Ultima, por isso adotaram também métodos e práticas algumas vezes bem diferentes daquelas usadas pelos teologistas ortodoxos.

Os sufistas voltaram-se desde logo para as práticas ascéticas, como Hassan de Basra e Rabia da Basra; outros dedicaram-se à música de Bhagdad, enquanto outros declaravam que a verdade última era “eu sou a verdade”, o Analhaq ou Ahambrahmasmi, e foram para o cadafalso; e alguns se conformaram com os moldes religiosos, como Imam Ghazali. O objetivo último era sempre o mesmo, A Realização Divina.

É muito difícil comparar dois sistemas de filosofia. Como a natureza humana é essencialmente a mesma, os Avatāres, os grandes profetas e seres pensam sempre em direções semelhantes. O Dr. R. A. Nicholson demonstra acertadamente que a espiritualidade de dois sistemas de pensamento não prova que um é emprestado do outro. Os pensamentos podem ocorrer simultânea e originalmente em duas mentes diferentes. Uma citação semelhante pode ser encontrada no Viveka Cūḍāmaṇi de Sri Śaṁkarācārya para demonstrar que os ensinamentos acerca da disciplina e da piedade são os mesmos tanto no Islamismo como no Yoga.

Os sufistas expressam sua cultura através (1) de práticas ascéticas; (2) de música e meditação; (3) de estórias e expressões de seu desejo de atingir o fim último. Em todos os casos o objetivo é o mesmo, mas os processos são diferentes. Tanto para o Yogui como para o Sufi o propósito mais importante é CONTROLAR A MENTE.

Os sufistas não acreditam em castas, e o mesmo acontece com os yoguis. É por isso que encontramos hindus que se tornam discípulos de sufis muslims e vice-versa. Kabir e Nanak são exemplos deste aspecto. Os sufistas também conhecem os chakras; podem fazer milagres, mais para ajudar seus discípulos, do que para adquirir popularidade ou conhecimento. Possuem várias coisas em comum. Os yoguis foram grandes ascetas, possuíram poderes sobrenaturais e muitos lutaram para atingir a realização divina, enquanto os sufistas foram pessoas dedicadas, que viam Deus em tudo e serviam a Humanidade sem discriminação alguma.

Os sufistas e os yoguis têm outro ponto em comum: a formação de Āśrams e Khankahs. Aqueles que se dedicam a Deus e as coisas divinas devem viver sozinhos – não SOLITÁRIOS – e, no entanto, atingir a sua meta de realização divina ou auto- realização. Os sufistas não são apegados às coisas materiais; no fim do dia desfazem-se de todos os bens e dão suas provisões aos pobres e necessitados. Curiosamente, no dia seguinte suas cozinhas e dispensas estarão novamente cheias, sem que ninguém tenha ido embora desapontado.

O sufismo, portanto, não é um culto. É uma maneira de viver. É encarar a vida como uma entrega absoluta a Deus. Cada sufista tem sua própria forma e identidade, e interpreta o Sufismo através de estórias e anedotas. Estas estórias podem multiplicar-se em diversas figuras, como Esopo, Omar Khayam, Averroes, Cervantes, Bacon, Chaucer, Dante e em várias disciplinas, tais como o Islamismo, o Cristianismo, o Yoga e a Maçonaria livre.

O Sufismo não tem dogmas, tampouco indica caminhos. Cada aspirante encontra o seu. Um dervixe descrevendo o Sufismo, diz:
A semente do Sufismo
Foi plantada no tempo de Adão,
Germinou no tempo de Noé,
Brotou no tempo de Abraão,
Começou a se desenvolver no tempo de Moisés,
Atingiu a maturidade no tempo de Jesus,
Produziu o vinho puro no tempo de Mohamed.

O sufismo é a evolução consciente, onde, por esforço, o homem pode desenvolver faculdades de telepatia e profecia. Existe no homem uma ilimitada capacidade de perfeição. O sufismo mostra o caminho.

Sua grande conquista é a libertação da ambição, da avareza, do orgulho intelectual, da obediência cega aos costumes e o do temor aos superiores. É o idealismo mais alto da LIBERDADE. Um sufista é ilimitado em tudo, sua mente, coração e intelecto são perfeitamente felizes. Ele não cobiça e não deseja nada deste mundo. Não gosta, mesmo que lhe atribuam denominações que possam forçá-lo a uma conformidade doutrinal. Os sufistas estão ligados a seus Deuses e não ao mundo físico. Ibn-El-Arabi diz dele mesmo:

Eu segui a religião do amor.
Agora, às vezes, sou chamado
Pastor de Gazelas (Sabedoria Divina)
E um sábio persa,
Meu amado, é “três”;
“Três” e, no entanto, somente um.
Muitas coisas aparecem como “três”.
Mas não são mais que uma.
Não lhes dê nome,
Como pára limitar o “um”
Ao aspecto de “quem”,
Toda limitação é execrável.

Ibn-El-Arabi coloca em uma sentença o objeto básico do sufismo:

A PERFEIÇÃO DIVINA DO HOMEM ATRAVÉS DO AMOR DIVINO.

Um dos maiores mestres sufistas descreve o sufi como um bêbado sem vinho, saciado sem alimento, distraído, estéril e insone, rei em manto humilde, tesouro dentro de uma ruína, desligado do ar e da terra, do fogo e da água, mar sem limite.

Possui centenas de luas, céus e sóis. Não é um homem no meio da religião. É muito mais que isto. Está além do ateísmo. Para ele não há pecado ou mérito. Ele está escondido. “Procure-o e o encontrará”.

Não obstante, encontram-se sufis às centenas no mundo oriental, mas um verdadeiro sufi não se descobre facilmente.

A prática do sufismo é sublime demais para que se lhe possa atribuir uma origem formal. Os seguidores do Sufismo consideram-no um ensinamento secreto, oculto em cada religião, porque suas bases estão em cada mente humana. Através destes princípios os místicos sufistas tornaram-se conhecidos no Ocidente e mantiveram atuante, até os dias de hoje , ensinamentos que unem pessoas de intuição desde o oriente distante, até plagas longínquas do mundo ocidental.

Misticamente, para um sufista, a religião é uma concha que realiza somente uma função. O sufista usa a religião e a psicologia para ultrapassar a forma exterior e quando atinge este ponto retorna ao mundo para guiar outros através desse caminho.

O Professor Nicholson, que traduziu o poeta Rumi, diz:

Se há algum admirador do mundo, oh! muçulmanos - sou eu
Se há algum crente ou eremita cristão - sou eu
Eu sou os resíduos de vinho, e o que sustente a taça, o menestrel, a harpa e a música:
O amado, a vela, a bebida e a alegria de quem bebe, sou eu.
Os setenta e dois credos e seitas no mundo não existem realmente;
Eu juro por Deus que todos os Credos e seitas – sou eu.
Terra e ar e água e fogo, ou melhor, o corpo e também a alma – sou eu.
Verdade e falsidade, bem e mal, facilidades e dificuldades do começo ao fim,
Conhecimento e aprendizado, ascetismo, piedade e fé – sou eu.
O fogo do inferno, estou certo, com seus limbos flamejantes,
Sim, o Paraíso e Éden e as Huris – sou eu.
Esta terra o céu, com tudo que possuem,
Anjos, Parsis, Gente e Humanidade – sou Eu.

Jalaludin Rumi dá ênfase à natureza evolutiva do esforço humano, tanto para o individuo como para o grupo, dizendo: “Morri como matéria inerte e me tornei planta, e como planta morri e me tornei animal. Morri como animal e me tornei um homem; portanto, por que deveria temer a perda de meu caráter em forma Angélica?”

Um sufista é o pesquisador, o homem que bebe, o iluminado, o amigo, o próximo, o dervixe, o faquir ou Kalander, o conhecedor, o sábio, o devoto.

A ascendência moral ou a personalidade magnética que o sufista atinge não é a sua meta, mas um derivado de suas realizações interiores, um reflexo do seu desenvolvimento.

Para ser um sufista a pessoa deve unir-se à comunidade, ser como ela, para ver a alegria da vida real deve passar pela rua destruída e ver a destruição, beber a taça do sentimento para que não se sinta envergonhado; fechar os dois olhos para ver apenas com o olho interior; abrir os dois braços, se procurar um abraço. Esconder o ídolo terreno a fim de ver a face dos ídolos.

Omar Khayyam expressa o Sufismo da seguinte maneira: “Não posso viver sem vinho, sem um gole da taça não posso sustentar meu corpo, sou escravo da liberdade com a qual o Saki diz: ”tome mais uma taça”, e no entanto não posso fazer isso.”

É muito interessante ler Hassan de Basra que narra: “Perguntei a uma criança que caminhava com uma vela: “De onde vem esta luz?” Instantaneamente ela a apagou a vela e disse: “Diga-se para onde ela se foi, e eu lhe direi de onde ela veio”. Esta é a mais alta filosofia do sufista que envereda pela natureza.

Maaruf Karkhi dá sua interpretação da lei superior desta forma: “Há três indicações de real generosidade; permanecer estável sem resistir; louvar sem a emoção da generosidade; dar antes de ser solicitado”.

Os princípios que justificam o nome “Lei superior” são os seguintes:

1. Felicidade e miséria estão igualmente divididas e distribuídas no mundo.

2. Elas criam auto-aprimoramento, com o respeito devido aos outros, objetivo único e suficiente da vida humana.

3. Os afetos, as simpatias e a graça divina da Piedade são os prazeres mais altos do homem.

4. Há suspensão de julgamento diante de uma suspeita natural dos fatos, a mais tola das superstições.

5. Finalmente, apesar da aparência destrutiva, a lei é essencialmente reconstrutiva.

Um outro poeta sufista diz: “O que sabe você homem, sobre a vida, e, no entanto para sempre está entre o ventre e o túmulo. Você tagarela sobre a vida vindoura, sobre o céu e o inferno. A alegria o faz delirar. Cesse homem, de se entristecer, de soluçar, de gemer, aproveite a hora do brilhar do sol; dançamos no fio do brinquedo da morte, mas a dança será por isso menos cheia de prazer?”

A importância que o homem atribui â sua própria ignorância é o inimigo real. Ele deve procurar a verdade da maneira correta, precisa alegrar o coração, abjurar o “Por Que” e procurar o “Como”.

Os sufistas são divididos em várias ordens chamadas: os Rif’i (os dervixes ululantes); os Qalandri (Barbeados); os Chisthi (músicos); os Mevlevi (dançarinos) e os Naxshbandi (silenciosos).

O objetivo dos sufistas é refinarem – se de tal maneira que obtenham a irradiação do que chamamos os vários atributos de Deus. Mas nenhum sufista pode torna-se parte da textura de Deus, por tal refinamento final. No entanto, somente ao se livrar de sua carga material traz a tona sua essência verdadeira, que pode ser chamada alma (ruh). Para o sufista há quatro caminhos. O primeiro é o atingir da condição conhecida como Fana, às vezes traduzida como “aniquilação”. Este é o estágio de unificação da consciência, no qual o sufista está em harmonia com a realidade objetiva. Depois deste o sufista passa para segundo caminho, que o torna um homem perfeito pela estabilização de seus conhecimentos objetivos. Este é o estagio da permanência (Baga). Ele é agora um mestre no seu próprio direito e possui o titulo de Qutab (centro magnético). O terceiro caminho é quando o mestre se torna um diretor espiritual. Ele opera em vários níveis, mas não é tudo para todos os homens. Ele pode beneficiar a todos de acordo com a potencialidade das pessoas. No quarto caminho, o Homem Perfeito guia os outros na transição do que é geralmente considerado morte física, até um estagio posterior de desenvolvimento, invisível ao homem comum.

Todos os sufistas, independentemente da aparência exterior de suas escolas, têm feito do AMOR assunto de essencial importância. A analogia do amor humano como um reflexo da Verdade Real, tão comumente expressa na poesia sufista, tem sido em geral interpretada literalmente por outros que não os sufistas.

O guia, filósofo e amigo que é o mestre sufista, realiza o que poderíamos considerar muitas funções. Como guia, ele mostra o caminho – mas o aspirante deve fazer por si próprio a caminhada. Como filósofo, ele ama a sabedoria no sentido original do termo. Mas amor para ele, implica ação, não meramente prazer ou mesmo o desespero do amor unilateral. Como amigo, ele é um companheiro e conselheiro, fornece afirmações de um ponto de vista influenciado pela percepção das necessidades do outro. O mestre sufista é o traço de união entre o discípulo e a meta.

A influência do sufista na vida mística da Índia tem sido tão grande que várias escolas, consideradas como produto do antigo hinduismo, originaram-se, na verdade, segundo vários mestres, de ensinamentos sufistas.

A “Lei Sufista de Vida” requer:

Gentileza para com o jovem,
Generosidade com o pobre,
Bom conselho aos amigos,
Compreensão com os inimigos,
Indiferença aos tolos,
Respeito a ser aprendido.

O papel do Sufismo não deveria ser o de projetar os resultados de estudos religiosos comparados, subordinados a teoria teosófica da unidade essencial da manifestação religiosa.

Falando sobre os objetivos do sufismo, Sheik Arif disse uma vez: “Estamos fazendo algo que é natural, que é resultado de pesquisa e prática para o desenvolvimento futuro da Humanidade, estamos produzindo um novo Homem. E fazemos isso sem nenhuma intenção material”.

O grande Rumi aconselha harmonia, confraternizada com pureza, mostrando o caráter sufista de misteriosa grandeza enciclopédica:

Pense bem dos Irmãos da Pureza,
Mesmo que eles mostrem rudeza
Com relação a você;
Porque quando a suspeita do mal
Se apodera de você,
Ela o separa de cem amigos.
Se um amigo terno o trata rudemente
Para experimentá-lo,
É contrario a razão desconfiar dele.

Terminarei esta palestra com uma observação de Jalaludin Rumi. O grande sufista, que fala da obtenção da harmonia com os vários credos: “Cruz e Cristãos, de ponta a ponta eu examinei. Ele não estava na Cruz. Fui ao templo Hindu, Ao antigo Pagode. E lá também não havia sinal algum. Fui ao alto do Herat, e a Kandahar. Olhei. Ele não estava nas terras altas nem nas baixas. Resolutamente, fui ao topo da Montanha Kaf. Ali havia somente o ninho do pássaro “Añga”. Fui à Kaaba. Ele não estava lá. Perguntei do seu paradeiro a Ibn Sina; ele estava além dos limites do filósofo. Olhei dentro do meu coração – e então eu o vi. Ele não estava em nenhum outro lugar – ISTO É O SUFISMO”.
Fonte: Colegiado de Yoga do Brasil Dharmaparisad - J. T. Thadhani

http://www.yogabrasil.org/sincretismo/artigos/513-sufismo-e-yoga.html