25 de mai. de 2011

Meu amor

Porque eu sei que é amor



Porque eu sei que é amor
Eu não peço nada em troca
Porque eu sei que é amor
Eu não peço nenhuma prova

Mesmo que você não esteja aqui
O amor está aqui
Agora
Mesmo que você tenha que partir
O amor não há de ir
Embora

Eu sei que é pra sempre
Enquanto durar
E eu peço somente
O que eu puder dar

Porque eu sei que é amor
Sei que cada palavra importa
Porque eu sei que é amor
Sei que só há uma resposta

Mesmo sem porquê eu te trago aqui
O amor está aqui
Comigo
Mesmo sem porquê eu te levo assim
O amor está em mim
Mais vivo

Porque eu sei que é amor
 
 
Em vários momentos de minha vida, tive a experiência de que o máximo da experiência e da clareza do amor foi experimentada ali. Parece meio inexplicácel, entre tantos amores, pessoas realmente especiais, sempre se sobresaiu Ele, então o fato é que deixo aqui minha declaração de amor a estes dois. Prajapita Brahma e Shiv Baba.

Agora, tanto amor sugere casamento, e casamento sugere família,

Então meus irmãos, saibam que amo cada um de vocês especialmente, e tenho certeza que todos amam tudo isto tanto ou até mais que eu. Somos as gopis apaixonadas.


.  

18 de mai. de 2011

50 anos e agora

Nestes dias de tecnologia, vejo que o Sérgio que escreveu o Livro Verde há 30 anos atrás conseguiu carregar também todos os seus amigos e irmãos na mochila, pois  hoje todos se encontram neste teclado, onde podemos compartilhar além do tempo.

O interessante é que vejo que sou o mesmo, a mesma raiz, só que cresci pelos caminhos que procurei e encontrei, mesmo estando sempre a beira do caminho

Então vou compartilhar o texto que acabo de receber da Prof. Marcia do Rio de Janeiro, para mostrar o que estes viajantes pensam hoje, e depois convido a todos para uma viagem...

O Laboratório sagrado de Deus

É hora de relembrar o eu eterno, revigorar o processo bonito que passamos na Confluência e somente nela - nossa purificação. Um trabalho de parceria entre nós e Deus. O significado da purificação é tão vasto. Não apenas o significado mas especialmente as experiências internas que provoca. Cada passo em direção a pureza nos possibilita encontrar dimensões ilimitadas da alma, consequentemente da vida. Nossos corações também se ampliam retornando gradualmente ao seu tamanho original sem fronteiras.

Os fatos passam a ter importância diferente. O fundamental cada vez mais é o que vai chegar neste coração que se tornou um laboratório sagrado de Deus. Há atenção para que todas as cenas, relacionamentos e pensamentos venham a ser aliados no processo de limpeza. Nada mais deveria poluir a verdade. É uma experiência singular movimentar os ingredientes das nossas experiências espirituais junto com o próprio Deus. Ver resultados positivos da alquimia divina na forma de mais satisfação, poder, felicidade e amor em nós. É a resposta a todas as indagações filosóficas e espirituais de muito tempo. Uma reconciliação que mata a saudade que tinhamos de nós mesmos. A possibilidade de preenchimento do vazio interno marcando o fim da solidão.

Somente agora na Confluência fazemos nossa primeira comunhão, com o eu e com Deus e é o processo de maior significado em todas as nossas vidas no ciclo, motivo de grande celebração.

Cada conquista em direção a pureza aumenta os braços de luz com os quais abraçamos Deus.

Tenham um lindo dia de imersão na doçura e refrescamento deste duplo encontro !

Com afeto divino

Marcia
 
Agora olhem que depoimento lindo, e que apresentação de Madhuban...
 
WELCOME HOME - Parte 1





WELCOME HOME - Parte 2



WELCOME HOME - Parte 3






.

14 de mai. de 2011

Raja Informática Info Yôga

Saio dos corredores do Instituto de Física da USP de São Carlos onde boa parte das aulas eram divididas em dois outros, o de Matemática e o de Química, e vou direto para USP de São Paulo. Como poderia estudar física a noite, de ônibus no Butantã ???? Impossível. E minha paixão pelo Raja Yôga era premente. Só sei que vi a informática nascer, o primeiro computador da OBK, Imaginem que voltando de Madhubam, dando uma esticada até Paris, eu e Calimério ainda tivemos poder $$$ para comprar juntos dois computadores 286, iguais aos que tinhamos visto na Suiça, um foi presente para Campinas, o outro para Araguari. Tempo bom que se renova, pois a tecnologia sempre andou lado a lado conosco os Yôgues, nós escrevemos nas paredes dos templos, escrevemos as escrituras, fomos nós, e a tecnologia (da época),
sempre nos auxiliou, sei lá. Lembro-me da primeira vêz que teclei num computador (na USP era tudo cartão...), era datilógrafo, o Ken estava atrás de mim e me segurou... " Calma Roca, você vai quebrar o teclado....  é assim óh... e sentou-se, e me mostrou...  Mas quem se sentou naquela cadeira mesmo, foi o Marcelo Bulk, entre tantos outros talentos. Assim nasceram os departamentos... e tudo caminha.

Pensei em comentar sobre o Prof. De Rose, de como ele lida bem com a tecnologia, pensei também em aprender com os mestres abaixo, por isto vou postar aqui uma das maiores lições de ética e ajuste

Tom Jobim e Edú Lobo - Vento Bravo



E então, neste ritmo, quantos computadores, letras, números, palavras.

Estou me lembrando agora de Jorge Luiz Borges que dizia que as letras podem mudar de posição, ou que texto lido poderia e terá infinitas interpretações de acordo com a data, local, etc, que seja lido. O mesmo acontecendo com a música. O fato é que certos textos transcendem neste aspectos, como no caso das Escrituras, entre tantos textos.

Ontem recebi a visita de meu amigo e irmão Tomazim, que chegou recentemente de Madhuban na Índia, e comentei com ele a postagem sobre as Murlis e tal, então ao nos despedirmos, ele busca entre coisas em sua caminhonete que compete com a minha em organização, e encontra algumas Murlis, entre as quais as do dia 17/02/2011 que como comentei na postagem anterior, eu não tinha lido ainda.

E olha o que é comentado:


17/02/11 Avyakt BapDada 17/02/11


Agora, em Shiv Ratri, independente de vocês virem aqui, de ouvirem a murli em casa ou nos centros ou aqueles que simplesmente ouvem a murli, todos vocês deveriam ouvir a murli. Dos que vieram desta vez, vocês devem estar ouvindo a murli regularmente. Existe alguém que não ouça a murli? Erga a mão! Ninguém. Achcha. Aqueles que não ouvem ou não lêem a murli, levantem-se! Existem alguns. Não importa, mas a partir de agora, pelo tempo que resta... Essas são as versões elevadas do Pai. BapDada vem da morada suprema e Brahma Baba vem da região sutil e eles falam as versões elevadas, então não percam a murli nem sequer por um único dia. Vocês então desceriam do torno do coração de BapDada. Aqueles que perdem a murli deveriam entender que não são os másters dos três tronos e que somente se tornarão os másters de dois tronos de acordo com sua própria capacidade. Portanto, MURLI, MURLI, MURLI, porque a murli tem orientações para cada dia. Existem direções para todas as quatro matérias, e vocês têm de receber direções para cada dia. Todos os que a estão perdendo por uma razão ou outra deveriam fazer um programa para si de modo que possam ouvir a murli. Encontrem um método ou outro de salvação. As invenções da ciência foram criadas para vocês. A ciência foi inventada cerca de 100 anos antes de Shiv Baba entrar em Brahma Baba. Ela tem de ser útil a vocês, e é por isso que vocês deveriam usá-la. Tomem beneficio. Achcha.Aos filhos que estão sentados diante de Baba, ou onde quer que vocês estejam ouvindo a murli: amor e lembranças do fundo do coração, com amor profundo e namaste.

                                                           Avyakt BapDada

 
É, a ciência quem vai explicar.....

Ainda bem que este Blog é ao vivo e a cores,

Entendo que meu negócio é com a Yaguia, então deixa eu dar um alô para a Diretora do Centro Centro de Raja Yôga de Piracicaba (Moro na zona Rural desta Cidade), que aliás foi apresentada ao Raja Yôga em minha atuação no Centro de Campinas há 20 anos, e excelente Professora, a Joana.

Olá Elza, Om Shanti.  Ahh ela saiu? Na Rádio Educativa. Que bom... Ligo o rádio e lá esta ela.

Isto é sincronia, informática, tecnologia, e espiritualidade. Lidamos com tudo isto, e agora estou ouvindo o Programa Educativa nas Letras.

Uma Maravilha de Deus...

Bom, deixa eu tratar de postar a tal da Murli, que agora poderá ser lida em português no mundo inteiro:

Uma dublagem quente!, como diria mosso saudoso Maestro Tom Jobim.

https://docs.google.com/document/d/16Rft0Sha3QY3rY7GHtXaQhh2zsJJNmAYkPoPBEGhAmg/edit?hl=pt_BR

E depois desta vou deixar  o link para a MURLI diretamente da Índia:

http://www.facebook.com/bkMurlis#!/bkMurlis?sk=app_2392950137

Bom pessoal, o tempo passou e progredimos, desde março de 2014 todas as murlis e aulas, etc inclusive a do dia e em várias linguas, inclusive o português podem ser encontradas aqui:

http://jewels.brahmakumaris.org/


.

11 de mai. de 2011

Murli a Flauta

Obs.: Vejam nota importante no final da postagem.

Este Blog esta no ar há aproximadamente um ano, e hoje analisando as estatísticas, percebi que a postagem mais visitada é a de BapDada:

  http://compreensaosuficiente.blogspot.com/2010/05/bapdada1.html

Isto só confirma que o pessoal tem faro, e sabe o que é bom e o que quer......

Então vou contar uma historinha:

Quando conheci o Raja Yôga na Cidade de São Carlos, tudo isto bateu muito forte em mim, combinava com tudo que eu pensava e experimentava. Eu literalmente "casei" com Baba. Coisa minha e Dele, mas me lembro de uma tarde a caminho do Centro. Eu me "Via" como uma divindade, via as jóias, a roupa, e caminhava. Realmente era outra dimensão.

Quando percebemos que o centro não deslanchava (Residiam no Centro Eu e Adelino), decidi mudar-me para São Paulo. Numa visita, uma breve conversa com o Ken sugeri a mudança, e como ningém pode impedir ninguém de ir para lugar algum ainda mais com minha família morando no ABC. Decidimos então que eu iria para São Paulo.

Percebi a necessidade de datilógrafos para o serviço de tradução das Murlis, e tratei de fazer um curso de datilografia antes de partir.  Chegando, após o primeiro dia de aula, Luciana me encontra na porta do escritório e me dá as boas vindas "Olha, não vou com a sua cara e seu jeito, mas...." . Fiquei meio desnorteado, e prossegui com o estudo e a prática, me tornando então um "datilógrafo de Murlis".

Obs.: O serviço de Baba esta além de preferências, gostos, etc. temos que superar isto. Vejam: Luciana era filha de um próspero construtor, Marcelo Bulk, imaginem vinha da força aérea. e eu um proletário Bicho Grilo do ABC...  e tantos outros em tão diferentes situações e condições.

As Murlis chegavam em Inglês, e enquanto lidas pelo Ken ou pela Luciana eram gravadas, então Alguém ia ouvindo pelo gravador, acompanhando a original em Inglês  e datilografava em português. A Marli que controlava o processo, corrigia, devolvia ao datilógrafo e então tudo seguia para a máquina de xerox. As segundas saiam os envelopes diretamente aos correios e aos Centros, e se houvesse atraso, logo o telefone tocava: "Cadê as Murlis....."

Deste período a recordação mais doce. É a de mim e de Marcelo Bulk apostando corrida para ver quem acabava primeiro, Nós datilografavamos uma murli em aproximadamente uma hora, sei lá, e na lembrança, e sem erros, literalmente, "Que delícia".

Bom, Hoje, 30 anos depois, não sei como ocorre o processo, mas ainda há murlis desta estação que não chegaram aos meus ouvidos. Isto porque estou solicitando e correndo atrás. Imaginou se fosse no período em que estive afastado da Organização.
Alguém que queira, que conheça, que já ouviu, etc. jamais poderia ficar sem o principal sustento do Yôgue, que são as Murlis, Como dançar sem a Música?

Por isto que vou disponibilizar as murlis neste Blog. Só não entendo porque a Organização BK já não o fez e não faz, aliás não só com as Murlis, mas com  todo material que se encontra arquivado e é riquíssimo.

O único argumento que ouvi até agora é que alguém pode ter um mau entendimento. Então porque as murlis são distribuídas logo na manhã seguinte de serem pronunciadas por BapDada, e são impressas e distribuídas livremente? Sem contar com os leitores de Murlis dos Centros. Quem pode garantir a correta interpretação?

Deixemos isto com Baba. Se Ele falou, Ele segura.

Mas até agora, todos estão elogiando, gostando,  lendo e assimilando.

Estas e outras murlis podem ser encontradas para leitura aqui:

http://compreensaosuficiente.blogspot.com.br/p/murlis-bapdada.html

E para sentir o clima ASSISTA A UMA MURLI DIRETAMENTE DA ÍNDIA via YOUTUBE

Aqui: http://www.youtube.com/user/Brahmakumariz#g/c/E82447364423A270

A partir de março de 2014 As murlis e outras aulas podem ser encontradas em várias línguas inclusive em português aqui:  http://jewels.brahmakumaris.org/








Boa leitura e interpretação.

9 de mai. de 2011

Yôga

O ato mais natural, mais simples. Lembrar-se.
Quando nos lembramos de algo, nosso pensamento se conecta automáticamente.
Isto é União "Yôga".
Então vamos praticar, viver lembrando-se Dele.
Podemos fazer isto enquanto caminhamos, cantamos, comemos, etc. e isto é Karma Yôga.

O Viajante




.

23 de abr. de 2011

Brahma Kumaris 30 anos de Brasil

Minha história com os Brahma Kumaris se misturam por volta de 1985, e com certeza não assinar BK Roca, seria no mínimo me negar, pois canto essa canção: "Eu começaria tudo outra vez, se possível fosse meu amor, ......".
Moraria em Centro, Pandava Bhavans, Museu, e faria parte de um majestoso elenco que residiu no antigo Centro de Raja Yôga na Rua Estevão de Almeida, de onde muitos partiram para desbravar outros lugares. Lembro-me de uma manhã no portão, o irmão Cícero partindo com seu Passat para Brasília. O irmão Fábio e suas dificuldades na Argentina. Tantas outras almas. Acácio, que acabou indo para Portugal, me deixando suas relíquias, Gil Bhai. Sem contar o pessoal do Sul....
Editaria o Boletim Om Shanti, daria tantas boas rizadas com Raul. Quantas piadinhas.... Faríamos teatro com a ?????.
Quanta coisa boa. Faria o "Um Milhão de Minutos pela Paz" o "Cooperação Global para um Mundo Melhor"
Palestras, aulas, livros, viagens, convívios, reuniões.... Sim faria Tudo outra vez... Iria para Campinas, Piracicaba, viveria esta doce lida de ser um yôgue, e entenderia, que sou um BK, daqueles que não existiam quando eu nasci, pois a história é viva.

E se eu faria tudo outra vez?

O que vou fazer....?

O Museu "Compreensão Suficiente"

Uma pequena Jóia que vou presentear a Baba pelo aniversário dos trinta anos.


.

17 de abr. de 2011

Renovação, Morte e Vida, Renascer

Há um ano, tive a experiência de morrer e voltar, de ver a coragem e o medo, equilibrados pelo amor, e voltei com a determinação de criar este Blog, e tentar expressar estas experiências.

Morri de amor

Surgiu então o Aleph, e agora a idéia do Museu Compreensão Suficiente. Tudo isto como expressão do servir, tão necessário e natural ao Yogue; pois sabemos que a verdadeira realização nos traz frutos imediatos. Ai que esta o crescimento e morte, a vida desta Árvore da Humanidade, que também somos nós. 

Aqui vou apresentar um texto de minha amiga Marcia Medeiros:

RENOVAÇÃO

Um ponto final, um parágrafo, um novo capítulo, um novo livro... uma nova vida !
Morrer em vida (Renascer) é estar no palco ao lado do Diretor, agindo dentro das cenas , porém sem ingenuidade, ou compulsão mas com 100% de consciência e distanciamento amoroso.
De forma sábia impulsionado pela energia nova que vem de dentro e do alto.
Somos levados ao máximo de atividade interna e ao mesmo tempo freamos nossa impulsividade e reatividade. Deixamos a responsabilidade da peça para ela mesma e para o Diretor, não queremos criar sobre a perfeição, mas fazer as cenas indicadoras e ajudantes de nossa performance perfeita.
Sair da insensatez de um ator que representa sem saber sua origem e destino. Assim nos reposicionamos na nossa própria grandeza.
Recuar e silenciar internamente nesta perspectiva é o ato mais criativo e transformador. Ao renunciar a uma interferência não apropriada, renasce um novo personagem no mesmo corpo. É morte e vida. É preciso atenção constante para ajudarmos Deus a desenhar um futuro sagrado para a humanidade.
É também uma questão de pureza. Abrindo mão do passado liga é removida do ouro e o que surge são memórias purificadas.
Morrer para a inconsciência. Abandonar o conjunto de significados que deixam de fazer sentido em uma etapa de renovação do palco e dos atores. Trabalhar e usar qualquer recurso somente para o novo.
Enquanto os atores na consciência limitada procuram novidade nos cabelos, na moda, no consumo... o exército divino incógnito trabalha sobre o âmago, ou o princípio criativo, assim termina qualquer desejo e experimenta a verdadeira renovação que acontece dentro.
Desejando a todos uma linda nova vida.
Feliz Páscoa Ilimitada.
Com afeto espiritual
Marcia  Medeiros

17 de mar. de 2011

Curso de Apresentação do Raja Yôga

Parte 1   -   A Alma





Parte 2 - O Mundo Além





Parte 3 - Deus





Parte 4 - Reencarnação





Parte 5 - Karma





Parte 6 - Meditação





.

31 de jan. de 2011

A última não viagem



O desafio de uma Editora adicionado a Signflex (Empresa de Comunicação Visual que abri em Piracicaba) que acabava de nascer, realmente puseram a prova todas as forças que tinha. Por algumas noites aguardei as mãos que não vieram, e durante o dia em poucos meses investi o pouco que tinha na empresa que acabou levando ainda meu veículo zero que foi trocado por uma bicicleta e o acerto das contas.
Mas o tempo não para, e é chegada a estação das Murlis, há nove anos vinha viajando anualmente para Madhubham e Europa. Passagem comprada, malas prontas, é chegado aquele dia tão esperado. Um táxi, ônibus, avião e lá estarei eu. Só que após o café que tomava em uma lanchonete em frente do escritório (Signflex) que tinha no Shoping Zilliat, um amigo me alerta. Sérgio, se você embarcar na sua volta as consequências serão graves.
Olhei para mala, para o escritório, e cai em pranto. Pior que aquelas crianças mal educadas. A ideia de não viajar custou a assentar em minha cabeça. Mas teria que cancelar a viajem, seria uma loucura.
Mais tarde liguei para Luciana, e dei a notícia. O mais chato é que era responsável pela condução de um grupo de mais de 50 Yôgues.
O Dinners não exitou em devolver o dinheiro de minha passagem, e aquele foi um dos dias mais marcantes da minha vida. Mas talvez, graças a isto, tenha aprendido a me libertar de desejos, há utilizar mais a mente, e hoje sinto Madhubham tão próxima, quase que caminho por seus corredores, etc.
No avião do intelecto.





.


.   

8 de out. de 2010

Doçura

E eu que não sou bobo nem nada
Comi da sua marmelada
E agora sou feliz assim
De noite, vivo sonhando
De dia, ando cantando
Nesta dança sem fim



.

15 de ago. de 2010

Rário Educativa Piracicaba



Já era hora, e bem na hora de retribuir a todos vocês da Rádio Educativa de Piracicaba, pelo grande serviço de manterem no ar toda a qualidade, bom gosto, equilíbrio e tudo mais que vocês proporcionam ao mundo. Pois sim, os indico a meus amigos no mundo todo. Vou aproveitar para tentar expressar o que percebo acompanhando parte da programação nas manhãs e nas tardes, pois trabalho em casa e tenho o hábito de ouvir rádio. Sempre ouvi. A Cultura de São Paulo, a Rádio USP, a Morena de Campinas, etc, etc. A notícia, a informação e a música nos brindando.
Agora, a programação musical nas manhãs e nas tardes, vou dizer, expõe a MPB de maneira muito especial, e como Compositor, Poeta, e Yogue que sou, sei que Deus age diretamente nos artistas e embala o amor, etc. Conclusão. Há momentos que tenho que interditar a rádio. Ou rádio ou trabalho. Isto quando não caio duro aos prantos, ou paro tudo e não faço mais nada. Realmente inspirador, e quando vai chegando Onze e meia, parece que aquelas músicas mais guardadas, e tal. Então o programador "castiga" mesmo, e haja coração. Bom, é o amor, e tenho certeza que os Piracicabanos captam tudo isto, e eu mesmo há mais de quinze anos em Piracicaba, muitas vezes cheguei a pensar "O que seria de mim se não houvesse esta rádio nesta Cidade". Parabéns, mas não esqueçam de citar os nomes dos interpretes, dos compositores, etc, etc. ai eles já recebem na hora nossos bons votos, e onde que que estejam estes imortais artistas, já receberão seus direitos autorais, que nossos corações enviam por tão belo trabalho, igual ao de vocês radialistas, artistas.
Parabéns   


http://www.educativafm.com.br/

.

2 de ago. de 2010

Gyan, Yôga, Dharna, Seva



Gyan - Todo conhecimento, o que você pode explicar, dar o entendimento

Yôga - A conexão, estamos sempre em yôga com algo. O objetivo aqui é nos alinharmos com o Ponto Central.
O interessante é que de qualquer posição ou situação que você estiver, haverá um indicativo para o centro.

Dharna - É a revelação de sua posição e capacidade. O que é fácil e natural para um, é difícil para outro. Compreender o que fazer e fazer, entendendo que o que fazemos cria caminhos.

Seva - O motor, o fio da lâmina que corta o momento presente e nos faz agir na direção do que mais amamos.



.

27 de jun. de 2010

Saudade



Estou transcrevendo o Livro Verde, faço folha a folha chorando, não mudo nem uma letra, nada. Como pude ter escrito aquilo com vinte e um anos. Literalmente. Fui. E ele agora me inspira a não parar; o Brasil não merece, o mundo não merece. E vou apresentar aqui uma música que embalou muitas madrugadas, aproveitar para mostrar o que é saudade, creio que toda saudade, no fundo, no fundo, é saudade de nós mesmos e Dele, e quando estamos com Ele, tudo transcende, e a companheira ou companheiro neste estado, se converte em luz, ou irmãos.

Seis meses em São Carlos, e dá-lhe férias, e dá-lhe estrada. Eu e um companheiro de curso cujo cabelo liso escorrido chegava na cintura de um corpo magérrimo de um metro e noventa, tratamos de angariar fundos para uma reunião da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) que ocorreria em Belém. Partimos de ônibus e carôna com o pouco que conseguimos. Numa beira de estrada no Maranhão, nos deparamos com um ônibus que vinha de Minas Gerais com um grupo totalmente feminino rumo a reunião. Dois minutos, e partia o ônibus, com nós dois sendo ovacionados no meio das mineiras, companhia que seguiu até depois, quando esticamos a viagem até a praia de Ajuruteua, próxima a ilha de Marajó.
A irmandade do grupo era incrível, sem restrições, sem sacanagem, só naturalidade. Lembro-me de uma manhã, o grupo tinha pernoitado em cabanas de palha a beira da praia. Ao amanhecer, aquela alvorada me conduziu até a beira mar, me despi e entrei,  então vi que estava acompanhado. Minha amiga era uma mineirinha loira de olhos azuis. Aquele sol surgindo, e o mar... e não nos vimos, nos banhamos e saímos, estávamos inertes no amor do eu, este ser que temos que acender, zelar, conhecer. No trato com o outro a pureza é fundamental, não se esquecendo que as misturas acontecem a cada segundo.
Para um coração espelhado na verdadade, basta a observação ou alguns relacionamentos para valorizarmos a saudade que ao menos pode ser verdadeira.



Ainda com saudades?    Saudade



.

24 de jun. de 2010

Os anos

Ontem comemoramos os vinte anos de atividades do centro de Raja Yôga de Campinas, e coincidentemente era aniversário do Ken, e descobrimos também que era aniversário espiritual da Luciana, e chegamos facilmente na idade Trinta e Um anos de puro amor. A noite estava realmente estrelada, uma constelação incrível, uma reunião de eternos onde os anos eram contados como segundos. Eu não via o Ken e Luciana há quinze anos, e era como se estivessemos no mesmo dia em que ele subindo uma escada rumo a seu quarto em Gyan Sarovar, ele me disse "Roca, vamos gravar um CD"?, e eu senti que não o acompanharia mais. Foi neste exato momento. E ontem, sentei-me ao seu lado, e senti que fui buscar uma xícara de chá e que demorei quinze anos. Agora sou eu que o convido. "Ken, vamos gravar um CD"?. E toda família sorria e se reconhecia.

22 de jun. de 2010

Kali Yuga




.

O Bhagavad Gita



O Gita Condensado

 

The Gita Condensed

 

por Kalakantha Dasa

Em 1968, Sua Divina Graça A. C. Bhaktivedanta Svami Prabhupada publicou o Bhagavad-gita Como Ele É, que desde então vendeu dezenas de milhões de cópias em várias línguas. Como um devoto de Krsna em tempo integral e sanscritólogo perito, Srila Prabhupada reportou com todas as letras a clara conclusão do Gita, que muitos comentadores obscurecem com suas traduções liberais, e por terem também outros importantes afazeres em suas agendas. Os significados de Srila Prabhupada esclarecem para nós os versos falados por Krsna e Arjuna. A versão condensada desse diálogo histórico que será aqui apresentada combina pontos chaves de versos e significados na mesma seqüência em que aparecem no original. Os versos não são citações diretas, e por isso não substituem o Bhagavad-gita Como Ele É em sua versão original. Em vez disso, esta versão provém uma visão geral do tratado filosófico do Gita. Ela está em conformidade com a compreensão apresentada por Srila Prabhupada e pode ser usada com fim introdutório ou para revisão.

Parte 1: Ação

Arjuna: Krsna, por favor, conduza minha quadriga até o meio de ambos os exércitos. Deixe-me ver quais seguidores do infrator das leis, Duryodhana, vieram até aqui para lutar.

Krsna (Guiando a bela quadriga dourada para o meio dos dois gigantescos exércitos que se contemplavam no campo de batalha): Apenas veja, Meu primo, todos os grandes guerreiros aqui reunidos.

Arjuna (horrorizado): Krsna, eu não posso lutar contra esses parentes queridos, professores e mais velhos. Toda a minha família seria destruída. Prefiro morrer, ou simplesmente viver como um mendigo.

Krsna (sorrindo gentilmente): Você esqueceu-se que todos são almas eternas, e não corpos físicos. Você pode matar o corpo, mas não a alma.

Arjuna: Krsna, como eu poderia matar esses homens dignos de adoração? Qualquer possível vitória seria maculada pelo derramamento do sangue deles. Eu não sei o que fazer. Por favor, instrua-me.

Krsna: Meu amigo, você é um guerreiro. Lute, mas não para seu prazer pessoal. Lute para o prazer do Supremo. Então você estará agindo como a alma eterna que você de fato é. Lute contra todas as variedades de materialismos e seja um yogi.

Arjuna: O que fazem os yogis? Como eles agem?

Krsna: Os yogis executam seus deveres externos sem apego, porque eles se tornaram senhores de seus sentidos e mente. Eles desfrutam de uma felicidade interior, que está esquecida por muitos.

Arjuna: Você está me dizendo para ser feliz interiormente e ao mesmo tempo pedindo que eu lute. Isso é contraditório.

Krsna: Você não pode viver sem agir, Arjuna. Ao invés de agir para seu prazer pessoal, faça o que você faz como um sacrifício ao Supremo. Assim, você será feliz.

Arjuna: O que é isso que me faz agir egoistamente?

Krsna: A ânsia por autogratificação, Arjuna, nascida de desejos inesgotáveis. A ânsia por autogratificação destrói sua habilidade de pensar claramente. Por muitos anos Eu venho ensinando as pessoas a como usar a yoga para que se livrem disso. Eu ensinei ao deus do sol, que ensinou ao seu filho, que começou uma longa corrente de professores. De alguma forma, todavia, o conhecimento original se perdeu, por isso, hoje, Meu caro amigo, Eu irei ensinar este conhecimento para você.

Arjuna: Como Você pode ter ensinado algo ao deus do sol, que é muito mais velho do que Você?

Krsna: Corpos comuns envelhecem e morrem, Arjuna, mas Meu corpo é espiritual e jamais se deteriora. De tempos em tempos, Eu apareço na sociedade para ajudar as pessoas boas e aniquilar as más. As pessoas boas tornam-se livres da ânsia por autogratificação e direcionam seu amor para Mim. Mas existem vários tipos de pessoas, e Eu reciproco a cada uma individualmente.

Aja em harmonia com Meu plano, Arjuna. Quando assim o fizer, tudo o mais – seu trabalho, seu equipamento, seu conhecimento – se tornarão parte de uma bem-aventurada oferenda, um sacrifício para o Supremo. Há vários tipos de sacrifício, Arjuna, por isso você deve encontrar um guru verdadeiramente iluminado para que lhe ajude explicando cada sacrifício.

Agir sem apego e agir para o Meu prazer são ambas formas de yoga. Todavia, agindo para Mim, você automaticamente age sem apego. Lembre-se que sou Seu amigo, o proprietário de tudo, que todas as ações se destinam a mim. Então você terá interminável paz interior. Você cumprirá seu dever em perfeita yoga, ou união coMigo. Para isso, você talvez ache útil executar as longas austeridades do processo místico da yoga e da meditação.

Arjuna: Fazer a mente sentar-se quieta é como tentar controlar os ventos. A yoga mística parece muito difícil para mim.

Krsna: Sim, ela é difícil, mas não impossível.

Arjuna: E se eu começar a trilhar o caminho da yoga e falhar? Eu então serei um perdedor, tanto material quanto espiritualmente.

Krsna: Como pode haver perda, quando se faz o que deve ser feito? No mínimo, sua próxima vida será melhor. Por outro lado, se você conseguir aprender a Me amar, na hora da morte virá a Mim e deixará para trás este mundo terrível.

 

Parte 2: Devoção


Krsna: Arjuna, escute o que tenho a lhe dizer. Você é uma das poucas almas que querem conhecer a verdade. Apenas tente entender estes pontos:

Tudo emana de Mim, Arjuna, até mesmo os três tipos de materialismos, que afetam a todos, exceto a Mim, que os criei.

Pessoas que sejam materialistas, arrogantes, pseudo-sábios ou tolos, ignoram-Me. As pessoas buscam por Mim quando estão curiosas, desesperadas, tristes ou quando são sábias.

Pessoas que pensam que sou apenas uma manifestação do Brahman, o espírito sem forma, jamais Me conhecem pessoalmente. Mas os sábios que servem a Mim vêm a Mim após a morte. 

Arjuna: Fale-me, por favor, sobre este espírito sem forma, bem como dos deuses, da alma, do karma, e de Sua presença em meu coração. E, por favor, diga-me como posso conhecê-lO na hora da morte.

Krsna: O espírito sem forma, ou Brahman, é minha refulgência espiritual, e as almas espirituais - ou centelhas individuais – são da mesma natureza espiritual. Por natureza, as almas individuais são servos, mas, se elas decidem servir a este temporário mundo material, elas sofrem com a lei do karma. Quanto aos deuses, Eu os criei para administrarem este mundo material. E, sim, Eu vivo em seu coração como a Superalma, Arjuna.

Para lembrar-se de Mim à hora da morte, pratique lembrar-se de Mim enquanto luta. Em outros momentos, pense em Mim como o mais velho e sempre jovem, grande e minúsculo, mas sempre como uma pessoa, radiante como o sol. Os yogis místicos se submetem a longos, profundos e mecânicos processos de meditação para deixarem seus corpos em um momento exato. Isso os ajuda a irem ao Meu encontro no mundo espiritual – o único mundo livre da miséria dos repetidos nascimentos e mortes. Mas lhe é possível chegar lá simplesmente por lembrar-se de Mim. De fato, por servir a Mim, você obtém tudo o que por ventura ganharia através do estudo, da austeridade, da caridade, renúncia ou de qualquer outra atividade religiosa.

Diria mais. Essa instrução é o rei da educação, Arjuna. Porque você não Me inveja, você é qualificado para receber este conhecimento. Você deve apenas ouvir com fé.

Eu crio o universo e tudo o mais dentro dele, mas Eu continuo um indivíduo, intocado por Minha criação. Tolos Me vêem como um homem comum, mas as grandes almas se curvam perante Mim e Me servem com amor. Outros, ao contrário, oferecem grandes sacrifícios aos deuses, porque têm interesse nos prazeres materiais que os deuses podem lhes dar. Mas se alguém me oferece apenas um pouco de água ou uma flor ou algum alimento vegetariano, Eu aceito.

Mesmo que você cometa erros, Eu lhe aceitarei; Sou equânime para com todos, mas parcial para com Meus devotos. Seja Meu devoto, e Eu lhe prometo que virá a Mim.

Em resumo, apenas saiba que Eu crio tudo. Sempre Me sirva e fale sobre Mim, e você será feliz, pois Eu, situado dentro de seu coração, destruirei com a luz brilhante do conhecimento a escuridão nascida na ignorância.  

Arjuna: Eu sinto muito prazer em ouvi-lO, Krsna. Parece-me que apenas Você pode conhecer a Si mesmo. Como poderia eu conhecê-lO?

Krsna: Quando você se deparar com o melhor de algum grupo – como o tubarão entre os peixes, ou o leão entre as feras, por exemplo – lembre-se de Mim. Lembre-se que qualquer beleza que você contemple neste mundo é apenas uma centelha de Meu verdadeiro esplendor.

Arjuna: Krsna, Você gentilmente desfez minha ilusão. Embora eu possa vê-lO agora como Você é, se Você acha que sou capaz de contemplar essa forma, mostre-me Sua forma na qual Você é todo este universo e tudo o que há dentro dele.

Krsna: Sim, Arjuna. Eu lhe darei agora olhos divinos para contemplar essa visão divina. Contemple-a!

Arjuna (espantado): Krsna, eu vejo os grandes deuses com suas armas e jóias, vejo inumeráveis planetas, tudo é deslumbrante, com todas as cores imagináveis. A refulgente glória de tudo isto está me cegando. Mesmo os deuses se curvam com medo perante Você. Você é mesmo a origem de tudo, Krsna! Você testemunha a tudo com Seus olhos, que são o sol e a lua. 

(com medo) Agora posso vê-lO destruindo os corpos de todas as entidades vivas com Seus dentes afiados e assustadores. Meus parentes, meus amigos – todos estão indo em direção a seus dentes! Por que está fazendo isso?

Krsna: Eu sou o tempo, a morte de tudo. Todos estes guerreiros já estão mortos por Meu arranjo, Arjuna. Lute como Meu instrumento e tenha para si a fama eterna!

Arjuna (tremendo): Grandioso Senhor, ofereço-Lhe minhas reverências de todas as formas! Toda entidade viva deveria glorificá-lO, mas eu tolamente Lhe tratei como um amigo. Por favor, perdoe-me, assim como um pai perdoa um filho ou uma esposa perdoa o marido. E, por favor, permita-me vê-lo novamente como Krsna. 

Krsna: Minha forma universal lhe assustou, Arjuna. Fique calmo. Contemple novamente a forma que lhe é querida. Arjuna, mesmo que uma pessoa execute todo tipo de atividade piedosa, ela não pode ver-Me assim, como Krsna. Apenas através do serviço devocional é possível conhecer-Me como sou.

Arjuna: Meu Senhor, eu devo contemplá-lO como Krsna ou como o infinito, como o espírito sem forma?

Krsna: Alguns meditam em Mim como o espírito sem limites. Esse tipo de meditação é problemática, mas eles acabam Me alcançando. Mas se você pensar diretamente em Mim, Eu prontamente lhe resgatarei do oceano de nascimentos e mortes.

Se você não é capaz de pensar sempre em Mim, então escute e cante minhas glórias através da prática de bhakti, ou serviço devocional. Se você não pode fazer isso, então trabalhe para Mim, ou ao menos trabalhe em caridade, porque desapego da mentalidade egoísta traz paz – mais do que traz o mero conhecimento.

Pessoas que pensam em Mim com devoção desenvolvem grandes qualidades, como gentileza, tolerância, estabilidade emocional e determinação. Elas amam a Mim, e Eu as amo. 

 

Parte 3: O Conhecimento Espiritual


Arjuna: Krsna, qual a relação do corpo e da alma?

Krsna: O corpo é como um campo de atividades para a alma. Uma alma comum se interage com o corpo usando os sentidos para experimentar diferentes emoções, como a luxúria e o ódio. Todavia, com a ajuda de um mestre espiritual [guru], uma alma sábia se torna desapegada do corpo material. Tal pessoa é humilde, equilibrada e verdadeiramente livre.

Como a Superalma, Eu ofereço instrução para todas as almas, sejam elas sábias ou não. Toda alma pode escolher entre Mim e o materialismo. Aqueles que escolhem o materialismo sofrem repetidos nascimentos e mortes em diferentes espécies de vida. Aqueles que escolhem a Mim, passam a conhecer todas as coisas: espirituais e materiais.

Deixe-Me falar-lhe mais sobre a energia material. Ela se manifesta em três variedades, ou modos: bondade, paixão e ignorância. Como o Pai que dá a semente, Eu animo a matéria inerte dando a ela as almas espirituais. Então os modos controlam o resto. O modo da bondade condiciona a alma à felicidade temporária, o da paixão à ambição, e o da ignorância à ilusão. Os três modos da natureza competem entre si pela supremacia, levando você, a alma eterna, de uma condição material para outra. Apenas quando estiver livre do controle desses modos, você poderá provar o sabor da felicidade verdadeira.

Arjuna: Como alguém se situa acima dos três modos? E tendo conquistado os três modos, como a pessoa se comporta?

Krsna: Para conquistar os modos e ficar livre tanto do bom karma quanto do mau karma, simplesmente ame e sirva a Mim em todas as circunstâncias. Assim, quando os oscilantes modos irem e virem, você apenas os observará, sem apego ou aversão. Nesse estado, você será inabalavelmente calmo e tratará a todos com equanimidade.

Arjuna, imagine este mundo como uma grande e ancestral figueira de bengala, cujos galhos crescem para baixo e se transformam em raízes. É impossível dizer onde esta árvore começa ou termina. Se você quiser escapar do enredamento desses galhos, você deve cortar esta árvore. Então, você poderá entrar em Minha morada auto-refulgente, na qual não há necessidade de luz solar ou eletricidade. Quando você chegar à Minha morada, você não terá saudade dessa árvore mortal.

Eu quero que todos venham à Minha morada, por isso Eu sento-Me no coração de todos como a Superalma e ofereço instrução espiritual. Eu também escrevo a literatura Védica para que as pessoas possam conhecer a Mim. Eu sou superior tanto aos materialistas quanto às almas iluminadas. Se você conhecer a Mim, você se tornará sábio, e tudo o que fizer redundará em perfeição.

Eu acabei de lhe dizer algo sobre as almas iluminadas: elas são honestas, puras, autocontroladas e desapegadas. Você está entre essas pessoas, Arjuna, mas deixe-Me falar-lhe um pouco sobre os materialistas, os desvirtuados ateístas. Pessoa não-divinas não sabem o que deve ser feito ou o que não deve ser feito. Elas são sujas, desonestas e exageradamente interessadas em sexo. Pensando que Minha criação na verdade pertence a elas, elas constroem armas destrutivas e se sentem poderosas e orgulhosas. Suas ocasionais manifestações de religiosidade e caridade são destituídas de significado, pois são escravos da ânsia por autogratificação. Presos no materialismo pela avareza e ira, caem em formas inferior de vida nascimento após nascimento.

As escrituras sagradas, que podem salvá-los desse fado, não lhes interessam.   

Arjuna: O que acontece com aqueles que não se baseiam nas escrituras sagradas [Vedas], mas criam seus próprios processos de adoração?

Krsna: Uma religião imaginada é produto dos três modos. No modo da bondade a pessoa adora os deuses; no modo da paixão, políticos e homens poderosos; e, na ignorância, fantasmas que podem lhe fazer favores.

Os três modos afetam a tudo, mesmo sua comida. Sucos, gordura natural e alimentos integrais são do modo da bondade; alimentos amargos, salgados, ácidos e picantes são do modo da paixão; e alimentos putrefatos, frios ou velhos são da ignorância. Os modos também influenciam o tipo de caridade que você dá e qual tipo de disciplina você estabelece para si mesmo. Mesmo assim, você não deve abandonar os atos de caridade e penitência.

Arjuna: O que significa, portanto, ser renunciado?

Krsna: Renúncia significa desapego aos frutos do trabalho. Uma pessoa no modo da bondade trabalha por uma questão de dever, renunciando aos resultados. Outra, no modo da paixão, renuncia o trabalho quando ele apresenta algum obstáculo. Outra ainda, no modo da ignorância, trabalha com preguiça e de forma confusa.

Vendo outros como almas espirituais e agindo com esse conhecimento, você se situará no modo da bondade. Isso requer um esforço da mente, mas a dificuldade inicial logo é retribuída com a chegada da felicidade verdadeira. Felicidade no modo da paixão parece esplêndida no começo, mas termina sendo dolorosa. Felicidade no modo da ignorância, como o uso de drogas, é amarga do começo ao fim.

Aqueles que agem no modo da bondade, ou brahmanas, normalmente são juízes, professores ou sacerdotes. Ksatriyas, aqueles que trabalham no modo da paixão, normalmente são administradores, policiais ou soldados. Paixão e ignorância se combinam para produzir os vaisyas, comerciantes e agricultores. Aqueles com predominância do modo da ignorância são chamados sudras, e trabalham como artesãos, operários ou subordinados.

Independente do melhor tipo de trabalho que se adéqüe a você, trabalhando para o Supremo, seu trabalho é yoga, e, portanto, é divino. Assim, é melhor cumprir seu dever, mesmo que imperfeitamente, do que cumprir o dever de outrem com perfeição.

Meu querido Arjuna, apresentarei agora um resumo de tudo o que ensinei até então.

Servindo a Mim, você aprenderá a agir e a viver com conhecimento e de forma simples, controlando sua mente e seus sentidos e renunciando os frutos de seu trabalho. Muito em breve você desfrutará de paz e obterá internamente uma felicidade sem precedentes, e apreciará todas as entidades vidas. Em tal estado de consciência, você alcançará Minha morada.

Pense sempre em Mim e mantenha-se devotado a Mim; Eu livrarei seu caminho de qualquer obstáculo. Se você tornar-se egoísta e pensar que pode trilhar esse caminho sozinho, você se perderá.

Você é um guerreiro, Arjuna; devido à sua natureza, você terá invariavelmente que lutar por algo. Lute para Mim e você retornará para Minha morada.

Acabei de lhe dizer os segredos da perfeição. Pense em tudo o que lhe falei, e faça aquilo que for de seu desejo.

Como você é muitíssimo querido a Mim, eu concluo aqui:

Pense sempre em Mim. Torne-se Meu devoto. Adore-Me e ofereça-Me suas homenagens, e você retornará a Mim. Abandone todas as suas outras ocupações, Arjuna, e se submeta a Mim. Não tema: Eu lhe livrarei dos resultados de qualquer erro do passado.

Por favor, repita essas Minhas palavras, mas apenas para pessoas piedosas. Isso garantirá plenamente que você voltará a Mim, pois ninguém pode ser-Me mais querido do que aquele que distribui esta mensagem. E todo aquele que ouve esta mensagem com fé, sem nenhum sentimento de inveja, alcança o mundo dos piedosos.

Arjuna, você entendeu o que Eu lhe disse? 

Arjuna (confiante): Infalível Krsna, Você destruiu minhas ilusões e dúvidas. Por Sua misericórdia, eu pude lembrar-me quem eu sou. Agora, seguindo Suas instruções, estou pronto para lutar.


Tradução de Bhagavan dasa (DvS) e revisão de Prema-vardhana devi dasi (DvS)


.

Comemoração

E olha no que se transformou...






O organização não governamental (ONG) Brahma Kumaris, entidade internacional indiana que promove a filosofia raja yoga, celebra 20 anos de atividades em Campinas. Para comemorar o aniversário programou atividades especiais. Os destaques são as palestras ministradas pelo diretor da ONG para a América do Sul, Ken O’Donnell, e pela coordenadora nacional da instituição, Luciana Ferraz, na próxima quarta-feira.

O nome da instituição, em hindi, significa “filhos (kumaris) do criador (Brahma)”. A escola tem por objetivo resgatar e reativar os valores e virtudes do ser humano por meio da meditação para adultos e crianças. “Mas, a Brahma Kumaris proporciona mais do que meditação. Oferece diversas atividades de revalorização do ser humano para a construção de um mundo melhor”, diz a coordenadora da ONG em Campinas, Kátia Roel.

A escola ensina, gratuitamente, um método prático de meditação que ajuda as pessoas a compreenderem a força interior, valores e qualidades internas. Não utiliza mantras, posturas físicas difíceis ou roupas específicas. “A proposta da escola é ensinar a meditar em qualquer lugar, hora e situação e de olhos abertos”, diz Kátia, que pratica meditação há 17 anos.

A sede fica na Rua Eduardo Lane, 134, Guanabara, Campinas. Mais informações e inscrições pelo telefone (19)3241-7480, ou no site www.bkwsu.org/brasil.





Que bela flor deste jardim. Saudações a todos.




.



20 de jun. de 2010

Amerit Vela

Esta música é a melhor expressão do que é a meditação matinal para um Yôgue.

Água e luz  -  Amelinha


http://www.kboing.com.br/amelinha/1-1008857/

De manhã, acorda pensamento e voa devagar
Revela o sentimento que se esconde no olhar
Não tem porque temer se tanta emoção
Pode falar por nós e ser a nossa voz

E é assim que eu te sinto perto de mim
Como a gente quis, ser feliz
Sem ter mais que explicar a razão (só ser)
Respirar nosso cheiro de amor, nosso ar
Nunca mais parar, céu e chão
Todo dia desejo e a fascinação

Água a luz, reflexo de uma estrela na beira do mar
Lágrimas, segredo que se esconde no olhar
Estou perto de ser bandido ou herói
Perdido na ilusão dentro do seu coração

19 de jun. de 2010

Londrina



Entre Santos onde cursava engenharia e São Carlos, cursar física em Londrina. Super jovem e sozinho caminhava carregando a certeza de não compactuar com esta sociedade, definitivamente procurava algo novo.
No Paraná com suas casas de madeira e sua terra vermelha, na rua atrás do restaurante universitário  facilmente contaríamos umas quinze repúblicas dos mais variados tipos e arranjos, e eu o Paulista logo fui apelidado de Maomé, barbudo, cabeludo, e esfarrapado, lembro-me de que na época tinha o hábito de utilizar tudo até o final (literalmente). Um dia uma estudante de medicina me chamou de lado no bar em frente de onde morava e disse "Olha não é por nada, mas eu estive lá em casa e vi esta calça, fica com ela para você, a sua esta meio... Agradeci, e não me lembro de ter utilizado a tal da calça, gostava mesmo é da minha.
Foi neste bar que no final de mais um dia tomei uma cerveja e fui dormir, saudade danada de São Paulo de minha namorada Soraya. Só sei que adormeci, quando acordei tinha tido uma das experiências mais marcantes de minha vida. Fui parar em Santo André, lembro-me perfeitamente, eu estava em seu quarto e a via dormindo, ainda observei o fato de tudo estar envolto em luz, e os detalhes de sua cama, percebia claramente que não estava ali fisicamente, e que também não se tratava de um sonho. Morta a saudade, acordei em Londrina, e depois daquela experiência, vi que havia algo muito mais poderoso que a matéria. O pensamento.



.

Soraya

A noite era fria, e em um bar pequeno, com um violão ao fundo, vozes, pessoas, uma vodka, e aquele olhar. Juro que um milhão de volts percorream meu cérebro em um segundo, e logo perguntei seu nome; Soraya. Ela tinha que sair cedo, e eu tratei de levar; estava de moto, e chuviscava.
Chegamos logo, e depois de um beijo descompromissado ela ficou na porta do alto sobrado ao pé de uma enorme escadaria, a mesma que eu subiria no outro dia logo cedo quando liguei e ela pediu que a visitasse.
Ao subir a escadaria, a vi segurando um pincel; estava pintando. Ao circular pelo corredor deparo com uma velha senhora que vai logo pegando minha mão, e numa rápida consulta, dá dois tapinhas no meu braço e diz, "Ah, é você". Era a Dona Ruth velha vizinha bruxa que nos serviu muitos bolos em seu sofá; meu destino parecia estar traçado ali.
Anos depois naquela mesma escada, depois de ter seguido por quinze anos um caminho de pureza total, Soraya me contou que após minha decisão ou fato de eu ter me tornado um yogue, demorou três anos para realmente aceitar minha partida. Tenho a esperança de um dia reler as cartas que escrevi naquela época.
Vejo hoje que as histórias de amor se entrelaçam em nossa vida. como uma seiva que se mistura nas gerações, lembro-me do seu pai um Maçom, e seu avo um comunista, de sua mãe Carmem, com quem conversaria por mil e duas noites. 



Pela fresta desta janela
Ouvi o vento
E te rouba do meu leito
Sem ao menos me dizer
Para onde vai te levar

Quem se apossa assim tão fácil
É, não vai muito além
Pois na força da manhã
Posso ser muito valente
Prá vencer o espaço e te achar

Adormece o tempo
Que a fada te jurou
Fere o dedo no teu sonho
Se assusta com o meu beijo
E acorda a tempo
De saber que ainda eu sou teu rei
Vale mais a força do pensamento
Quem se apossa assim tão fácil...

Lô Borges

.

Seu Augusto

Aqui posso falar de dois, meu pai físico do qual guardo três conselhos e do Seu Augusto, português pai de Denise e que foi visto juntamente com a casa antes de ser apresentado. Bom, de meu pai lembro-me de estarmos descarregando um caminhão de areia, e resolvi parar, era bem pequeno e aquele caminhão parecia sem fim. Então ele deixou de lado a pá, secou a testa com a costa das mãos e me disse "Olha, de onde você tira e ninguém põe, um dia acaba". Até hoje em muitas situações prossegui lembrando-me disto. Ai, comprando laranjas em algum lugar, lembro-me claramente ele dizer "Filho, as pretinhas são as melhores, e separou algumas para que eu visse. E já grande em São Bernardo vendo que eu andava meio atrapalhado, me disse. Cara, consegue um trabalho, uma Nega bôa e fica quieto na sua casa.
Agora, O seu Augusto, havia algum tempo que conhecia Denise e ela me convidou, porque você não vem conhecer meu pai, e lá vou eu, desci a Doutor Paulo de Bicicleta e adentrei pela casa meio ofegante e deparo-me com aquele senhor que mais parecia um duende, e me lembrou o Vinícus de Moraes. Conversa vai, e vem, e vamos conhecer a casa. Desci a escada arrepiado, era a casa, a atmosfera, sabia que seria ali. Já tinha visto aquilo antes. A casa da visão, a providência da Mão.
Decidimos passar a noite ali, e cedo pensei, "vou ouvir do pai da moça, e passando pelo corredor ele me cumprimenta "Alah esteja convosco", começava ali uma amizade de alguns bons anos, pois me separaria de sua filha e viveríamos juntos, eu, um velho pai-amigo, uma biblioteca, e mais milhares de ossos, pedras, e toda sorte de objetos. Durante os anos que vivemos juntos, assimilei muito de seu conhecimento, um velho ateu. Mais tarde vim a saber que seu filho era  e é um dos arqueólogos submarinos mais importântes do mundo.


.

Enjoo

O conselheiro

Contam que certo lavrador possuía um burro que o repouso engordara e um boi que o trabalho abatera. um dia, o boi queixou-se ao burro e perguntou-lhe: "não terás, ó irmão, algum conselho que me salve desta dura labuta?" o burro respondeu: "finge-te de doente e não comas tua ração. vendo-te assim, nosso amo não te levará para lavrar o campo e poderás descansar." dizem que o lavrador entendia a linguagem dos
animais e compreendeu o que eles conversaram. na manhã seguinte, viu que o boi não comera sua ração. deixou-o e levou o burro em seu lugar. o burro foi obrigado a puxar o arado o dia todo, e quase morreu de cansaço. e lamentou o conselho que dera ao boi. quando voltou à noite, perguntou-lhe o boi: "como vais, querido irmão?" respondeu o burro: "vou muito bem. gostei da luz do sol e da alegria dos campos. mas
ouvi algo que me fez estremecer por tua causa. ouvi nosso amo dizer: `se o boi continuar doente,deveremos matá-lo para não perdermos sua carne.' minha opinião é que comas tua ração e voltes para tua tarefa a fim de evitar tamanho infortúnio." o boi concordou e devorou toda a sua ração.o lavrador estava
ouvindo, e riu.

O homem e sua mulher / o galo e as 50 galinhas

Na história intitulada o conselheiro, quando o homem deu uma risada ao ouvir o segundo conselho dado pelo burro ao boi, sua mulher (que não conhecia a linguagem dos animais) ficou perplexa e curiosa e quis saber por que ele riu. o homem não podia revelar que conhecia a linguagem dos animais. respondeu à mulher que esse riso envolvia um segredo que lhe era proibido divulgar sob pena de morte. -
quero que me contes esse segredo, mesmo que tenhas que morrer insistiu a mulher. como o homem amava sua mulher e nada lhe recusava, consentiu em revelar-lhe o segredo e perder a vida. mandou, pois, vir o cádi e as testemunhas para deixar consignadas oficialmente suas últimas vontades. e mandou vir seus parentes e os de sua mulher para despedir-se deles. todos aconselharam à mulher desistir de seu
propósito e não empurrar para o túmulo seu marido e pai de seus filhos. ela, porém, teimou, repetindo: "quero conhecer o segredo, mesmo que ele tenha que morrer”.toda essa movimentação despertou a atenção do cão e dos animais da capoeira. o cão censurou o galo por estar cantando quando o amo deles todos estava para morrer. o galo perguntou: "e por que nosso amo está para morrer?”
o cão contou-ihe a história. comentou o galo: "por alá, nosso amo é muito tolo. eu tenho cinquenta esposas. agrado a uma; desagrado a outra; mas não permito nenhuma rebelião entre elas. e ele tem apenas uma esposa e não consegue controlá-la. o que ele deve fazer é apanhar umas varas verdes nas amoreiras e bater nela até que se arrependa e não mais lhe exija nada." o homem ouviu o que o galo disse ao cão,
pensou e decidiu seguir o conselho do galo. cortou umas varas das amoreiras, escondeu-as no quarto do casal e chamou a mulher: "vem comigo até nossa alcova para que te conte o segredo e me despeça de ti para sempre”.quando a mulher entrou no quarto, o homem trancou a porta, apanhou as varas e bateu nela até que ficou cega de dor e gritou: ‘ arrependo-me. " e beijou lhe as mãos e os pés. em seguida, saíram juntos em paz para iniciar uma nova vida. e os parentes e os vizinhos se regozijaram por eles.

Do Livro Mil e Uma Noites



Enjôo

Ontem recebi a visita de Beth Coração, que nos visitou a pedido de minha irmã Ângela, que pensa que estou louco. Sim, louco de amor como tenho dito a meses, mas sem ser ouvido, pois amor, parece estar distante da vida de todos. Beth comentou que poderia procurar uma acumpunturista muito boa que aliás já esta tratando de outro da cidade. Tudo muito interessante, e o fato de estar ocorrendo no dia da morte de José Saramago, me faz não deixar de escrever estas linhas.

Mulheres, mulheres, estou com enjoo de vocês. Será impossível Deus ou alguém transformar este mundo sem a "ajuda" de vocês, e eu um Pandava, que tenho a função de protegê-las, com enjoo (para não dizer outra coisa) de vocês. Creio já ter passado da hora de vocês deixarem de ser as porta-vozes do amor e tratarem de se enxergar. As Santas, as Putas, as Normais, as Casadas, As independêntes, etc. Todas vocês "mulheres", as tais que vivem cobrando o "amor", a decência, a educação, e até a sacanagem (ou a falta dela porque só procura o impróprio quem não tem o verdadeiro). Aliás já tinha notado, proibiram o amor e surgiu então a pornografia.
Bom, mulher quando sente enjoo é porque esta grávida, acho que estou gravido de uma. Que condição... E ainda me pedem definição. O fato é que somos o que somos, e diante do conhecimento e da prática tudo isto só fica mais e mais claro. Se o conhecimento e a prática dele leva a loucura, porque tantos se esforçam tanto em transmiti-lo e pratica-lo? E olha que incluo aqui a Cássia Heler, A Eliz, o Cartola, Tom Jobim, etc Será que não souberam praticar? O que o próprio Pai esta pedindo? O que o povo esta pedindo? Para que tanta hipocrisia de todos os lados? Estão todos realmente enfaixados, Umas enfaixados de "Conscientes da Alma" outras de "Demônio", outras de "Anjo". O Brasil é um pais democrático, a maior nação espirita deste planeta, e tanto já foi plantado em nome da liberdade, que me recuso a ficar calado. E vejo que vocês estão longe de entender o amor, e este mundo ainda vai se tornar uma "Sodoma e Gomorra
Acho que vou mudar o nome deste Blog para "A voz do Homem", ou melhor ainda, "Qualquer coisa", (Ia dizer "O Gay" mas eles não merecem isto), pois esta difícil ser homem ou mulher neste planeta.

Semana que vem vamos comemorar Vinte anos do Centro de Raja Yoga de Campinas, e o nome é Centro, porque escola implica em professor, e lá, o professor é você. Quem foi meu professor? O Ken? A Luciana? Quem foi o Professor de Quem? (Caberia aqui, Quem foi o professor do Ken).  Sim, é uma escola, e é maravilhosa, e o que acho mais lindo de tudo no Raja Yôga? È o que o Conhecimento do Raja Yôga, da Meditação Raja Yôga, não depende nem precisa de nada, de nada mesmo, Ele é invisível e transmitido sim, mas de uma forma sutil, digamos "espiritual". Sempre pensei que se alguém estiver doente, e só estiver ouvindo, ou "lendo", posso ensinar a ele coisas maravilhosas e importantíssimas sobre seu destino, sobre quem ele é, sobre seu Pai, sobre o momento que ele esta passando, etc, etc, e isto é Raja Yôga.

Escrevo tudo isto com Mama e Dada Lekrajeh (Brahma Baba) em mente, e simplesmente gostaria do respeito de deixarem que o estudo continuasse em paz, que não fosse necessário tanto sofrimento e esforço pela simples liberdade de ser. Estou feliz com o desenvolvimento das situações, e particularmente pretendo avançar em minhas práticas e estudos. Sendo a principal delas a constatação matemática do tempo curvo (Cíclico), e caso isto não se comprove, com certeza terei caminhado para o que há de melhor no refinamento humano.


Amor e Lembranças a todos



.

15 de jun. de 2010

Para Baba

Baba, sei que quem plantou o amor em mim foi você
E eu não tenho mais o que fazer
Um dia talvez te prometi
O que não pudesse dar
Mas agora na maturidade dos tempos
Enxergo tudo que posso fazer
E não carrego o peso de promessas
E muito menos do que menti
Embora saibamos que nada escondi.

Sérgio Jorge Roca

15-06-2010







Por Amor
Eu conheço tua estrada
Cada passo que darás
Teus desejos calados, teus vazios
Pedras que afastarás
Sem jamais pensar que eu
Como uma rocha
Volto sempre pra você
Eu conheço a tua respiração
Tudo o que você não quer
Você sabe bem que o que você está vivendo
Não é vida, mas não quer reconhecer
Só se o céu, este céu, em chamas
Desabasse sobre mim
Como um cenário caindo sobre um ator.
Por amor
Você já fez alguma coisa
Apenas por amor?
Já desafiou o vento e gritou?
Já dividiu o próprio coração?
Já pagou e apostou várias vezes
Nessa mania
Que afinal segue sendo só minha
Por amor
Você já correu até ficar sem fôlego?
Por amor, já se perdeu e se reencontrou?
E tem de me dizer agora
Quanto de você colocou nesta estória
O quanto acreditou nessa mentira
Só se um rio se levantasse dentro de mim
Como uma enchente
Como o nanquim da pena de um pintor
Por amor
Você já esgotou sua razão?
Teu orgulho até o pranto?
Você sabe, esta noite eu fico
Mesmo sem nenhum pretexto
Apenas essa mania
Que ainda é forte e minha
Dentro desta alma que você dilacera
E eu te digo agora, com sinceridade
Quanto me custa não saber, que és meu
É como se esse mar todo
se afogasse em mim.
.

14 de jun. de 2010

Lucinda a professora e o dia do professor

Por vários anos fui professor do curso introdutório de Raja Yôga em São Paulo. A lógica do curso é perfeita, somos jogados a uma outra dimensão; fora a experiência de meditação, a vibração do centro, o dharma, etc. uma experiência única, para os alunos e para o professor. Em Campinas as classes sempre foram numerosas, mas são raros os alunos que realmente se envolvem e assimilam a quantidade de informação. Aquela turma estava animada, perguntas sem fim, animação, no final uma participante me entrega um caderno com anotações e pede que eu dê uma olhada. Nunca tinha visto algo parecido, o curso completo, em caneta vermelha e azul, tudo, exatamente tudo. Professora. Lucinda tinha um intelecto perspicaz, também era bonita, solteira e culta, começou frequentar as aulas regularmente, até que um dia encontro um envelope na porta com um convite para jantar, era dia do professor e ela gostaria de comemorar comigo, seu professor de yôga. Pensei com meus botões, nunca encontrei uma aluna tão intrigante como esta, não posso recusar. E lá fui eu.

Como vinha dizendo era professor, terminei a aula da noite e sai para o encontro, seu apartamento era extremamente confortável e como um bom yogue uma goiaba resolveu a gastronomia, e foi um corre corre, do sofá, para o chão, e me levanto, e vou para lá, e para cá, e só sei que como digo na canção Rabo de Saia, "Seus lençóis de seda  me fazem enjoar". Permaneci mesmo como professor que era o que melhor coube para a ocasião, mas confesso que todo dia do professor me lembro daquele dia ou melhor daquela noite, e vejo que podemos confiar na egrégora, mas não é bom vacilar.

Click  Aqui

Perigo    (Esta música deveria se chamar Amerit Vela)
Zizi Possi

Nem quero saber
Se o clima é prá romance
Eu vou deixar correr
De onde isso vem?
Se eu tenho alguma chance
A noite vai dizer
Nisso todo mundo é igual
Hum! Hum! Hum! Hum!
Anjo do bem
Gênio do mal...

Perigo é ter você
Perto dos olhos
Mas longe do coração
Perigo é ver você
Assim sorrindo
Isso é muita tentação...

Teus olhos, teu sorriso
Uma noite
Nem quero saber
Se o clima prá romance
Eu vou deixar correr
De onde isso vem?
Se eu tenho alguma chance
A noite vai dizer
Nisso todo mundo é igual
Hum! Hum! Hum! Hum! Hum!
Anjo do bem
Gênio do mal...

Perigo é ter você
Perto dos olhos
Mas longe do coração
Perigo é ver você
Assim sorrindo
Isso é muita tentação...

Teus olhos, teu sorriso
Uma noite...

Nisso todo mundo é igual
Hum! Hum! Hum! Hum! Hum!
Anjo do bem
Gênio do mal...

Perigo é ter você
Perto dos olhos
Mas longe do coração
Perigo é ver você
Assim sorrindo
Isso é muita tentação...(2x)

Teus olhos, teu sorriso
Uma noite...

Perigo é ter você
Perto dos olhos
Mas longe do coração
Perigo é ver você
Assim sorrindo
Isso é muita tentação...(2x)

Teus olhos, teu sorriso
Uma noite...

Perigo é ter você!
Perigo é ter você!
Perigo é ter você!
Perigo é ter você!

Zizi Possi



.


.