11 de jun. de 2010

Angélica

Tudo correndo super bem, Até que arrumássemos um local para montarmos o Centro, fiquei hospedado na casa, ou melhor no castelo onde ocorreu o primeiro curso e onde residiam Sávio, Luciane e Raiz que foram para casa da Mãe dele, a frondosa Clô, pois o pai de Sávio tinha acabado de falecer. Em visita a São Paulo, encontrei-me com João Bridi que vinha de Porto Alegre, rumo a Índia, ele seguia sozinho com outra irmã de São Paulo. Eles estavam viajando com uma passagem a oitocentos dólares!!!!. Alguns telefonemas, e lá estava indo eu. Partiríamos na noite do dia vinte e quatro de Dezembro, véspera de Natal.
Embarcamos, a meia noite o Comandante serviu Champaghne, brindada com guaraná, e amanhecendo desembarcamos no aeroporto de Heatroh, onde notamos que Londres estava parada, era feriado, nem metro, nem ónibus, se pagássemos um táxi, não voltaríamos ao Brasil, pois o dinheiro era contado para ir até a índia e voltar. Sentamos então nas poltronas e lembramos Dele, então fui até o balcão e expliquei a situação. A atendente entrou com os documentos e logo retornou. "Aqui estão seus volthers, os táxis estão ali, vocês ficarão hospedados no Sheraton Hotel pois tínhamos outro voo no próximo dia para Delhi . Bom, a Mão já nos conduzia a tempos, nos divertimos recebemos os amigos e no outro dia logo cedo seguimos para Delhi. Já em Madhubhan, tudo maravilha, aquele solzinho de depois da murli, o café, então ouço "Que Professor bom, nem chegou na Cidade já trouxe uma aluna. Aluna, Que aluna. A Angélica! E minutos depois me viro e  reparo com uma moça, delicada, fina. O que me chamou a atenção foram os brincos e correntinha de ouro. De onde vem? Como veio parar aqui? Ela me disse que era de Campinas, estava de férias na Suíça, procurou por um curso de yôga, e indicaram Madhuban, e ela foi. O caso é que estávamos no Rajastão a milhares de quilómetros de Delhi, que dirá Campinas. O curioso é que pela indicação, seu apartamento em Campinas dava fundos para a janela do meu escritório. Bom, vamos levar o caso para Dadi Jhanki.
Contei os fatos para ela que era a responsável por tudo ali. Ela olhou a moça e me olhou. Não pensou. Você dá o curso a ela, depois das aulas matinais por uma semana você dá o curso a ela. Pronto nem tinha chegado direito e já tinha o que fazer, e que tarefa.  Saímos da sala e seguimos rumo as acomodações, horários, algumas orientações básicas, e vamos descendo a rua, os prédios vão terminando então digo ¨Bom vou seguir para meu Bloco, e ela diz, o meu também é este. Ok, então vamos, subo as escadas e ela me segue. De repente paro diante da porta de meu quarto, e que surpresa, o dela era o próximo. Nos olhamos, e fechamos as portas.
O curso seguiu bem, numa das manhãs após a aula fomos caminhar nas montanhas, voltaríamos depois do almoço. Algum tempo depois, João Bride disse-me, que ao nos ver subindo rumo as montanhas  tratou de sentar-se em meditação me enviando bons votos. Mas foi um passeio inocente, definitivamente estávamos em outro mundo. ela participou dos encontros, ganhou anel e partiu. Sincronia, teste, pura coincidência? O bom desta história, é vermos como agem as Dadis, elas confiam, sempre confiaram, e as questões são de cada um.
Retornando a Campinas, seguimos com o Centro e atividades, fiz uma única ligação para ela, e senti que já fora o suficiente para ela. Algumas vezes ainda olhei pela janela de meu escritório, de onde avistava a janela de seu quarto em campinas, e pensei. Que coincidência.



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A foto e a maça



É dito e já tinha percebido "o melhor", e o melhor de nós é agora as 10:20 fresco e saudável, mesmo que ainda carregando o remórcio de não ser um escravo. Sim, pois o trabalho é uma escravidão, (Vejam o texto http://compreensaosuficiente.blogspot.com/2010/05/sobre-o-trabalho.html). Bom, o duro é vender o melhor de nós por tão pouco. Hoje ainda sofro com isto, mas aos vinte anos, o tempo era todo meu, e a opinião pública... (não me importava).
Estava frequentando as aulas matinais de Raja Yôga em São Carlos há alguns dias. e Adelino que era o coodernador e professor, comentou sobre uma palestra em Piracicaba; poderíamos fazer a divulgação em São Carlos e melhor seria se tivéssemos uma foto da palestrante. Internet? Nem nos Sonhos. Eu vou! Pego o ônibus e vou.
O tempo, eu tinha, e fui. Piracicaba, rodoviária, praça, e o prédio da Rádio Educadora. Uma plaquinha indicava o Centro de Raja Yôga e pedia para seguir uma linha vermelha que seguia pela parede até o final do corredor, onde funcionava o Centro. Peguei a foto, e na despedida, Ela. Quem? Ida Merirelles, aquele sorriso, o semblante, agradeceu, e depois de um Dristhi (olhar espiritual) de não sei quantos minutos, me entrega uma maça, pois retornaria imediatamente para São Carlos.
Sai cambaleando pela calçada. Olhava para a maça, para a cidade (Era a primeira vez que visitava Piracicaba). Voava, nunca tinha experimentado aquilo, amor puro, e mágico. Ainda no ônibus, de volta, com fome, exitava a dar a primeira mordida na maça. Aquilo tudo era real? Deve ter sido, pelo menos ainda estou aqui arrumando estes cinco minutinhos para trazer essa "foto" a vocês.



O tempo passa, e hoje 03 de Maio de 2021, vou fazer um acréscimo a está postagem, pois estamos comemorando quarenta anos do inicio das atividades da BK em Piracicaba, e como contei, tive o privilégio de presenciar este início. 

Vamos celebrar!!!
Segue o filme comemorativo.







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10 de jun. de 2010

Baeta Neves




Antigo risca faca de São Bernardo do Campo. Quando a família se mudou para lá, já era bairro bonito, com sua Praça, e majestosa igreja, cópia da de São Pedro. Na primeira noite, no primeiro "rolê", já vi que iria gostar, o que não imaginava é que naquelas ruas me tornaria o "Bicheira", apelido que ganhei por causa de uma motocicleta Yamaha Preta que salvo a viagem de vinda de Santo André, só saiu do Bairro quando foi trocada por um rádio toca-fitas.
Bom, Neste bairro, nesta praça, muitas coisas aconteceram, mas trago comigo uma canção que só toca no meu coração:

Subo a Getúlio
Paro na praça
Igreja velha
Muros vidraças
Te vejo ainda
Menina moça....

Vila Baeta
Vila Querida
Te amo de noite
Te adoro de dia
Sem fantasia
Eu gosto de ti

De roupas Velhas
Muros mais finos
Novos meninos
Brincam nas ruas
Tenho novos amigos
Que sei gostam de ti...

Vila Baeta
Vila Querida
Te amo de noite
Te adoro de dia
Sem fantasia
Eu gosto de ti






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O Ciclo Sem Fim






O Ciclo Sem Fim - Edu Lobo

Desde o dia
Em que ao mundo chegamos
Caminhamos ao rumo do sol
Há mais coisas pra ver
Mais que a imaginação
Muito mais
Que o tempo permitir

E são tantos caminhos
Pra se seguir
E lugares
Pra se descobrir
E o sol a girar
Sobre o azul deste céu
Nos mantém
Neste rio a fluir

É o ciclo sem fim
Que nos guiará
A dor e a emoção
Pela fé e o amor
Até encontrar
O nosso caminho
Neste ciclo
Neste ciclo sem fim

É o ciclo sem fim
Que nos guiará
A dor e a emoção
Pela fé e o amor
Até encontrar
O nosso caminho
Neste ciclo
Neste ciclo
Sem fim

Edu Lobo

Para apreciar e estes quadros ouvindo a canção Ciclo sem fim de Edu Lobo na voz dele mesmo, por favor  copie o link abaixo em nova página de seu navegador.

http://www.kboing.com.br/edu-lobo/1-1035862/

Ou click sobre o link para ir diretamente a audição.








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A canção e o perdão

Já há uns bons anos caminhando a sombra da luz, se é que esta luz possa algum dia deixar uma sombra, vivia eu no projeto de montar o modêlo, o desenho, sei lá o que, a fórmula que desse o entendimento perfeito deste mundo. Era sábado, um dia perfeito, para vagar, naqueles projetos que não contam o tempo e vinha alinhavando alguma relação com os BKs, desci a escada e num impulso liguei o rádio e segui; já na cozinha ouvi uma voz e instantâneamente reconheci. Tereza. Foi instantâneo, falei para minha esposa, é a Tereza, e ela transmitiu uma mensagem de perdão e tal no programa Piracicaba 2010. Aquilo me tocou de forma  especial, a sincronissidade das ações.
Depois de alguns meses, pesquisando a situação da Organização, encontrei um artigo na Abril sobre formas de praticar e de se lembrar ouvindo músicas e tal, e quem era a irmã envolvida no artigo? Tereza. O que enobrece o fato, é notar que foi uma das melhores iniciativas que encontrei na net sobre o  Raja Yoga. O fato é que Yoga,  música, e lembrança, se combinam muito bem.
Aqui também cabe lembrar, que depois de ter ouvido a mensagem pelo rádio, algo que não esperava nem remotamente, busquei uma "Murli" tipo consulta, o que aquilo representava. E li que, "Qualquer que  fosse o  erro ou desacerto de um instrumento, Baba era o responsável, e que Ele corrigiria o que fosse". Por isto hoje estou escrevendo estas linhas.


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8 de jun. de 2010

A mesma Maria, a Maria

  

A noite, seguindo os impulsos que a movimenta há séculos, iniciava mais uma jornada. Era uma Segunda Feira e o bar do Pintinho estava vazio. Poucas pessoas perto do que costumávamos enfrentar nas noites de música e dança, que eram muitas. No balcão de madeira grossa que  hoje é balcão de minha cozinha, comento: "Esta faltando mesmo é um Samba...."! E Maria, alguém que eu nunca tinha notado, que não conhecia, e que estava sentada ao meu lado nos bancos do balcão, virou para mim e disse: Você quer um Samba?  respondi: Eu quero! E ela respondeu, Então vamos!
E não demorou dois minutos para estarmos saindo pela porta. Maria acompanhada de uma amiga que não me recordo seguiu na frente em um carro e eu no meu. Estaciona e tal, entramos em um bar no Bairro Alto, onde estava rolando um samba quentíssimo em plena Segunda Feira. Nesta noite conheci Maria. 


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Culpa

Que culpa tenho eu de ter nascido
Que culpa tenho eu de ter ouvido
Tudo aquilo que Você falou
E agora que pisei nesta helva
Agora que entrei nesta selva
Você que nunca se foi
Voltou


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Marajoba

Para entender esta história....,

Apresento minha amiga Lia, que há muitos anos atrás apareceu na Signflex. Eram mil pedaços, tantas direções que demorei um pouco a me achar, mas entendi: Escrever escolar nas duas laterais do onibus da Escola Cooperativa de Piracicaba, onde a Diretora Beth, anos depois se tornaria a Beth Coração.

O serviço ficou bem feito, o pagamento veio num saco cheio de dinheiro miúdo, prova da cooperação. No outro dia, ela me apareceu com um portfólio e um homem. Era o Jeter, seu marido. A sua altura já espantaria, a voz parecia uma montanha se desfazendo, e os olhos se encontrados atrás das grossas lentes dos cansados óculos, tinham um misto de tristeza, alegria e desapego difíceis de encontrar.

O fato é que não demorou a ficarmos amigos e há alguns anos depois, diante de uma daquelas fazes onde dinheiro e trabalho parecem não existir, independente das necessidades, nos tornamos sócios de uma impressora que nos custou o que tínhamos e o que não tínhamos. Jeter já havia me dito. Brhô, se este negócio não der certo, o casamento não segura.

E lá vamos nós, e não deu certo mesmo (Dependendo do ponto de vista). Não funcionando direito, a máquina ficou parada por seis meses até que eu juntasse o valor para comprar minha parte. Então, preto no branco, tudo certinho, tá aqui a grana e lá vai o Serjão para mais aventuras, e Lia, com o suado capital comprou a MARAJOBA. Imagino e sei de muitas envolvendo este veículo, mas vou me deter a parte que me toca.

Companheira grávida, casa em construção, trabalho só dando trabalho. Carro? Os últimos tinham  gerado tantos problemas que estavamos andando de onibus e a pé (Li a Biblia inteirinha nestas viagens de onibus). Neste período Lia passou a cuidar de seu Pai, que doente não podia dirigir, etc.

A Marajoba, na rua, pouco davam por ela, mas Lia sabia que ali se escondia uma jóia, e sem muita conversa, sem combinações, sem nada, nem um centavo, me vendeu o carro.
Já se passaram alguns anos, e a Marajoba, continua firme, ainda não conseguimos pagar um centavo dela, também não fomos cobrados. Ano passado, o pai da Lia nos forçou a transferir o veículo. O pagamento? Com ceteza será feito. Muitos já disseram: Porque não contam esta história para o Luciano Huck? O Lata Velha poderia transformar a Marajoba e então devolveríamos a Dona.

"Não passou no teste. Estavamos só experimentando."

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7 de jun. de 2010

Oh mmm (Mama merece mais), Ommm Mama

Para entendermos melhor a personalidade de "Mama", nada melhor do que vermos as cartas que ela enviou para Rainha Elizabeth, para Gandhi, etc.

Imaginem o que ela faria (ou o que ela esta fazendo) hoje nos tempos da Internet.


Carta enviada a Gandhi, logo abaixo, a situação política da época.




Cópia da carta  de Om Radhe para Gandhiji datada de 25 de abril de 1939


Esteja atento! Esteja atento! O Gita contém o Gyan imortal   o qual dá a visão interior para  se alcançar  o Reino dos Três Mundos através de auto-realização. Aquele que é auto-realizado é livre de tumultos e turbulências da vida e passa de forma imperturbável pelas provações de fogo . Se você não obtiver o Swaraje Atam-Gyan e Didar, você pode levar as massas à destruição.
Caro Gandhiji, venha, venha até aqui por uma semana e obtenha Divya-Drishtri de Brahm-Nesti,Brahm-Sarotri  dasVirgens da escola Om Nivas. Então voce pode fazer o que voce quizer. .Arjuna, Udhav Sanjaya, Dharatrashtra e outras Gopes e Gopis obtiveram visão interior através de Gyan. Os momentos do presente não são idênticos aqueles do Mahabharat? Por meio da ciência os europeus como os Yadvas, inventaram o gás, bombas e outras parafernálias para sua própria destruição, Cheios de orgulho, poder e pompa,respaldados por suas proezas de armas e munições, estão olhando com olhos ganaciosos para a mais fraca presa e o resultado será a guerra internacional que aniquilará o mundo. E qual é a condição da Índia? Preenchida com o fanatismo (communaliam? ilegivel) e desunião entre si, as pessoas estão cortando as gargantas umas das outras. Uma Guerra Civil é evidente e as pessoas irão perecer. Esta visão pode ser vista com a visão interior e está sendo visto pelas crianças desta escola. Se você quiser vir e ver, venha, mas venha logo. Não há muito tempo.


Tradução: Lenora Pons Leite

Sobre Gandhi

Mesmo com a Segunda Guerra Mundial se aproximando, Gandhi havia confirmado seus princípios pacifistas. Ele mostrou como a Abissínia (Etiópia) poderia ter usado a não violência contra Mussolini, e ele recomendou isto para os Tchecos e para os Chineses. "Se é valente, como é, para morrer a um homem que luta contra preconceitos, é ainda bravo para recusar briga e ainda recusar se render ao usurpador"

Já em 1938 ele exortou os judeus para defender os direitos deles e se necessário morrer como mártires. "Um manhunt degradante pode ser transformado em um posto tranqüilo e determinado, oferecendo aos homens e mulheres desarmados, a força dada a eles por Jehovah." Mahatma recomenda o uso de Métodos não violentos aos britânicos para combater Hitler; já que não podia dar seu apoio a qualquer tipo de guerra ou matança.




  Biografia completa de Gandhi



Carta enviada a Rainha Elizabeth:


Carta enviada aos Militares:



Carta enviada ao Presidente da India:





Obs.: Logo as teremos traduzidas.





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A dividida / Ali alê

 

Ali, Alê, se foi e se veio. Agora sou novo, casado, solteiro. Perguntem a elas, se me querem  inteiro. Será que estamos separados juntos ou juntos sem meio, e os filhos? Receio?
Pois é, você que me viu "beijar a lona" naquele amanhecer, agora me viu sublimar, porque o amor é mais do que podemos imaginar.

A lona da vida a passar
Quem iria integrar?
A noite, o som, o verbo amar
O fato é que ali se foi, e ali se veio,
O amor ficou no meio, sublimou.
Do sólido ao ar, sem esperar

A relação explodiu de madrugada, ela tendo que ir trabalhar logo cedo, cansada. Eu, os amigos e a noite, feliz, contente, mais nada. Agora, vão nos ver novamente voando, e não foi o ciúme que nos pois andando, foi a Mão da Compreensão. Onde todo bem conduz o caminho e o mal se acaba sozinho.
Mas o caso é que ela é inspiração, e amor igual ao dela não se encontra não. Sabe, não é produto que passa de mão em mão, é  semente que brotou no coração. Agora, o que queremos ser? O que vou escrever? Vejam como é, vou buscar o livro que comecei a escrever em Santo André.

Nossa casa? Agora aqui vai se chamar "Curtição", o que sempre buscamos, transformação. Onde os perdidos se encontram e se dão as mãos, pois só o que queremos ser é mesmo irmãos. Será o mundo Brahmim compreensão?




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5 de jun. de 2010

O Aleph de São Carlos



A nota Dez no exame de transferência da Faculdade de Londrina para USP de São Carlos, mostra que vinha com dedicação, mas o que mais me fazia pensar que iria encontrá-lo, senti ao caminhar pelo Campus e nas noites, desejando ir além dos telhados, onde o fato de ter visto naquele ano várias estrelas cadentes, talvez indique o quanto olhava para o Céu. Mas foi num cartaz, ele anunciava um curso de Raja Yoga, tinha um desenho oval com um ponto no centro e um yogue na base. Olhei e saquei, me inscrevi, e sai atrasado para a aula devido a um strognofe, embora fossemos vegetarianos na república onde morava com mais nove garotas e um Japonês, Sato. Atrasado que cheguei voltei lamentando, mas no outro dia, Aquela luz vermelha, aquele incenso, senti que ali havia poder. O nome do Professor, Adelino. Este merece um capítulo, isto porque ele só tem um braço.
O fato é que ali começava uma Odicéia, que não terminou e que não vai terminar, ela é eterna, me ensinaram quem sou, quem é meu Pai, como me lembrar Dele, como cuidar das minhas ações para poder Lembrar-me Dele, como e porque ensinar aquilo aos outros pois O Tempo estava próximo.
Hoje trinta anos depois, Vejo e Sei que ali, o universo se abriu para mim, e que realmente tinha encontrado o Aleph, e a única coisa que posso dizer, é que acredito Tê-lo visto mesmo sem poder descrevê-lo. Talvez hoje, passados trinta anos alguém possa entendê-lo através destas linhas.
Eu mesmo, pois sei que Ele esta sendo transmitido entre estas letras, e só o tempo, os olhos mansos e ações sábias, e o coração generoso saberão interpretá-las.

Ainda contarei sobre a palestra que do Ken, onde eu fui o único a aparecer. E que ouvinte... E outras histórias de São Carlos

Já escrevi: A palestra

Veja também: O Aleph

E o que o Paulo Coelho e o Cesar Di tem a ver com tudo isto?
A Ana Maria Braga explica.



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O Yogue e seu Corcel

As aulas de Raja Yoga, normalmente terminam bem cedo, e tem toda uma conversa e tal, imaginem para um coordenador de Centro. Fora o café, a louça, etc, bom, o fato é que para um Yogue chegar pontualmente no trabalho, é algo, digamos, mágico. E o que vou descrever a seguir mostra toda esta magia.
A aula terminou cedo, tinha uma reunião em São Paulo na Matriz da empresa que eu representava na região de Campinas. Naquela época o trânsito até que ia, se saisse sete e quinze, oito e quinze, cafezinho, oito e meia reunião. Terminei a aula, e fui, determinado a não me atrazar, o caso é que o corcel, estava com o contato da partida defeituoso, virava a chave, ligava e tudo, só a partida que era ligando dois fios. Também não é de hoje que não encontro as chaves ao sair, então eu lá no meio do jardim, o corcel, o Centro, a chave, o tempo, e a idéia "Deixa a chave ai, liga o fio direto e vamos... E fui. Como, é que não sei, só que não estava com as chaves, o carro ligou e eu fui. De Campinas a São Paulo, pela via Anhanghera com todas aquelas curvas, vira volante para lá, para cá, ultrapasso caminhões nas curvas, sem ter virado chave alguma.
Oito e quinze, vou chegar no horário, o trânsito deu mais uma parada, estava na Barra Funda no viaduto sobre a via férrea vistando o Memorial da América Latina, a faixa ao lado parecia andar mais rápida e estercei para acessá-la, quando o volante do veículo travou. Sorte que estava quase parado. Cai em mim, dei-me conta da situação. Como aquele carro tinha chegado ali? Porque o volante não travou antes? Pensei na Anhanguera que tinha acabado de atravessar, me senti renascido. Mas como retirar o veículo dali? As chaves estão lá em Campinas! E a Reunião...
O fato é que se os policiais chegassem, eu seria multado, teria o veículo recolhido, e se bobeasse daria até delegacia. Tratei de agir, corri a um chaveiro, e disse: Não queira entender, venha comigo e faça uma chave. O Volante destravou e cheguei para reunião as Nove e meia como de costume, bom também vinha de Campinas, e todos me conheciam de longa data...Ainda vou contar como tive um horário especial nesta empresa, e como neste dia me desfiz do corcel quatro portas e comprei no mesmo dia um Corcel Branco e como fundi o motor dele duas vezes em um ano.



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4 de jun. de 2010

Campinas


Olavo e Célia sempre prestativos me disseram, tem um casal muito interessado em Campinas, vamos tratar de encontrá-los. Encontro marcado, manhã de sol, estaciono no local combinado e para minha surpresa o casal estava num corcel quatro portas 73 cor azul. Mais conservado e limpo do que o meu, um corcel 70 e pouco, quatro portas verde musgo. Creio os dois únicos ainda rodando na época (1989). O casal? Sávio e Luciane com a Raiz de poucos meses no colo.
Ai começa a Saga.
Marcamos um curso de final de semana na chácara do casal, que ficava em Souzas, distrito próximo a cidade. Sábado de sol, lá vou eu para Campinas, a professora que me acompanhou? Rosane, (imaginem seu sari super branco no corcel cujo vidro da porta traseira não fechava e que não via água há um bom tempo. De São paulo a Campinas ele bebia um litro de óleo só na ida). Casa agradável, só maluco chegando, de repente aquele sorriso indescritível da família Jardim entra pela porta, não poderia abraçá-la, toquei sua testa, e Cláudia Jardim foi uma das mais atentas durante as aulas.
Sentado na varanda no intervalo, sugeria ao Sávio que colocasse um anúncio no jornal procurando alguém que tivesse uma casa na cidade para nos ceder, quando ouvi sua voz: Eu sei de uma.... Final da tarde, todos na velha casa para ver se servia, e volta o corcel para São Paulo, agora com quatroshaktis. Ao subir no haal dos quartos dos irmãos no antigo Centro de Raja Yoga de Perdizes, deparei-me com o Ken e sugeri a ele que fosse conhecer as alunas. Minutos depois ele retorna e me diz: Roca, aquela irmã Luciane é maluca, ela me disse: Oi Ken, esta é a Claudia Shiv Shakti, ela acaba de nascer.




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Bilhete do Chandão



Para entender o que aconteceu naquela noite, temos que começar na noite anterior. Na época estava morando no velho casarão do Pierre na Rua do Porto e Alexandre era meu hóspede.
A Segunda feira  era plena e a tarde encontrei Alexandre todo feliz: "Serjola, Serjola, descolei uma apresentação hoje a noite em um jantar de amigos; poucas pessoas, vão preparar um filé ao molho de pimenta e tal... Como o jantar ainda estava para ser pensado, lá fui eu de percursionista. Tudo pronto, jantamos, cantamos, Alexandre recebeu seu cachê e ainda tomamos uma gelada antes de dormir.

Logo cedo fui a cidade e retornando deparo-me com Alexandre as 9:00 da manhã próximo a praça. Estava sério. Serjola, vou tratar uns assuntos mais tarde nos vemos. Estava ele indo depositar a pensão ganha na noite anterior. Quando retornou ele foi tomar uma gelada no bar do finado Carlão, onde se deu a história da música. Indignado com os fatos ele me escreveu os fatos em um bilhete e saiu novamente.

Só sei que a tarde retornando ao casarão, encontrei um bilhete em cima da mesa, que logo mais de madrugada, durante um campeonato de futebol de botão, seria o motivo do Samba "Bilhete do Chandão".

O Campeonato estava animado, a água cortada, a luz elétrica vindo por um fio diretamente da iluminação da rua pela ponta de um fio em uma vara de pescar. O casarão tremia, e ao tropeçar no fio o Campeonato era interrompido, então ouvi Ricardo comentar: Pô, sofro com este gato no chão...

Ali estava nascendo o Samba Bilhete do Chandão, na presença, dos mais ilustres desocupados e apaixonados da noite.


Bilhete do Chandão

Aqui sem água sem luz
Olha meu irmão
Sofro com o gato no chão

Sai pra tomar uma birra
Topei que gelada não tinha
Pedi uma soda então
E o Carlão com a cara feia
Disse "Gelo, não boto não"
Como se não bastasse
Numa atitude impessoal
Perguntou, Se eu tinha acordado agora
Respondi, Já paguei até pensão
Acordei cedo, comprei jogo de botão

Aqui sem água nem luz
Olha meu irmão
Sofro com o gato no chão

Sacando o veneno do velho
Cuidando da vida alheia
Vagabundo não sou não
Se minha cara te incomoda
Não vou perder minha razão
E como se não bastasse
Numa atitude pessoal
Me sentei, e bebi soda quente
E pensei, não quero confusão
Já vou me embora
Pra não dar-lhe um safanão

Aqui sem água nem luz

Olha meu irmão
Sofro com o gato no chão



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Rabo de saia

O inverno se fazia presente, principalmente a beira do Rio Piracicaba, e o começo da noite trazia um vento leve mas penetrante. No copo a água da cana era única coisa que os aquecia. Alexandre e Ricardo. Cheguei e já me sentei, o violão parecia ser a única coisa estranha naquele ambiente, até perceber que tinham se encontrado para compôr. Atravessado que sou e puto que vinha, não demorou a me encostar mais na chapa gelada da cadeira de lata e falar, "Mulher para mim, granfina não dá.....
Algum tempo depois lá estava ele, foi chamado de  "Rabo de saia".




Mulher, assim tão certinha não dá
Doutora granfina, cheia de virtudes
Seus lençois de seda me fazem enjoar
Gaiola profunda, não de iluda
Vou te abandonar


Mulher, Pretinha vem cá
Me poda, me esterca
Sou sua roseira
meu rabo de saia
Me faz implorar
Trás calça de linho, me paga um michê
Preu me apaixonar.


Mulher, sem ela não dá
Meu rumo, meu prumo
Meu vício eu assumo
Minha fraquesa, não posso negar
Vestida ou desnuda
Falante ou muda
Vou me apaixonar.




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Seu Zé

Já passava das dez, o domingo tinha sido intenso e aqueles momentos de silêncio convidavam a um último relaxamento e ao sono.  O som de um violão entrando pela janela me levou ao portão onde Alexandre e Júlio surgiam na noite em meio ao nada.

Uma Seresta!!! Quão importante sou, mas logo soube que em seu peito traziam o nó do que deveríamos dizer ao barbeiro, que na tarde anterior, além de atender um policial a revelia do horário reservado pelo Alexandre, deixando meu amigo esperando, ainda deu a entender que os da noite (artistas) podem esperar.

No sofá mesmo, logo que chegaram, já começou o parto. Era música e letra, tudo surgia sem que esperassemos. E da sala para o quintal, do quintal para a cozinha, lá pelas três da manhã, preparando o computador para gravar a música, ainda ouvi o bracinho que saia da boca do Júlio... "Eu faço samba na alvorada e você dorme, eu vejo o dia clarear".
Pronto. Tinha nascido mais um samba.

A madrugada avançava, e o carro partia levando meus parceiros.


Não seu , por um segundo
Saiba, um Pai nunca é um vagabundo.
Mas seu , ainda no assunto
Agora sou eu quem te pergunto.
Posso não ser bancário,
Também não sou otário
Nem sei se a malandragem corre no meu DNA
O que te interessa o meu ofício
Se faço fácil ou difícil
Não vou te contar.
Eu sou dona de casa, também sou motorista, 
com filho na escola e duplicata para pagar.....
Eu faço Samba na alvorada
E você dorme
Eu vejo o dia Clariar.
Eu faço Samba na alvorada
E você dorme
Eu vejo o dia Clariar.





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O Aleph

O jovem tinha tudo para ser um bom metalúrgico, não fosse a vontade de se banhar ao sol nas costas do litoral brasileiro em pleno anos oitenta. O movimento hippie explodindo e se transformando; fora as greves, algo que realmente mechia com a sociedade. E lá estava eu no Estádio da Vila Euclídes vendo aquela multidão de metalúrgicos, e entre outros, Lula, o próprio, que hoje é presidente.

Carlos o argentino, numa daquelas tardes de metalúrgico, me chamou acanhado; ele erá de outra seção, e pouco falava com os demais. "Hei, gostaria de te oferecer este livro", era "Confesso que vivi" de Pablo Neruda. Agradeci, e não me desgrudei daquele livro por muitos anos, e vejo que o carrego na alma até hoje, pois foi ele que me conduziu ao Jorge Luiz Borges, e ao Aleph.





Com dição ... com adição




Com dição ... com adição

Bastante tempo que vejo
Você olhando pra mim
Bastante tempo que vejo
Você fazendo assim

Não quero mais ver os papéis
Se multiplicarem por mim
Te transformo em personagem
Vou até o fim

Sei que não passei em vão
Vou passar a limpo nossa condição




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Com posição

O arquivo que me enviaram não serviu. Ontem a noite, comentei com minha esposa. Que chatisse, amanhã vou ter que ir lá pegar um cartão, escanear e desenhar de novo, mais um dia de trabalho.
Ai, desolado, pensei até em desistir, e olhava para o computador. Não adiantava mais tentar encontrar, etc. Então tive a inspiração de uma canção e começei a escrevê-la, nisto tentei mais uma vez abrir os arquivos perdidos, o computador rodou, rodou, e deu uma mensagem de que havia erro, cliquei prosseguir sem querer, estava escrevendo a letra. ai ele pediu um ok e de novo deu erro, eu dei prosseguir, tudo sem querer, compondo a letra. Então. quando vi, o arquivo abriu.
Acreditam nisto?


Segue texto escrito:


Transformei minha mulher em vizinha

Chamar de irmã não convinha

Mas não saio do pé do fogão

Tô até pagando pensão


Agora vamos ver no que vai dar

Só sei que vai dar o que falar

Tudo isto é uma grande cozinha

De Piracicaba a Bagdá.


Tomara que dê Compreensão



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17 de mai. de 2010

Volto a pensar

Não gosto de voltar
Só ando (olho) para frente
Pois sei que em cada volta
Não vai ser diferente

Por isto é que agora
Vou fazer inteligente
Pois sei que a cada passo
Vale o que se tem na mente.

Sérgio Roca
Abril / 2010


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16 de mai. de 2010

Arrependimento

A maldição proferida por tua língua procurará outro pouso quando voltar para ti e encontrar a tua língua coberta de bênçãos provenientes do Amor.

Assim o Amor evitará que aquela maldição se repita.

Um olhar lascivo procurará os olhos lascivos e ao voltar encontrará transbordantes de olhares de Amor os olhos que o haviam enviado. E assim o Amor evitará a repetição daquele olhar lascivo.

Uma intenção maldosa emitida por um coração maldoso procurará aninhar-se, e quando voltar encontrará o mesmo coração repleto de intenções provenientes do Amor. Assim o Amor evitará que se repita aquela intenção maldosa.

Isto é Arrependimento.

Do livro de Mirdad

12 de mai. de 2010

Mama






Brahma Kumari Dadi Prakash Mani (Irmã que Coordenou a Organização Brahma,kumaris descreve suas experiências com Jagadamba Mateshwari Saraswatiji:*(Dadiji) "Mama iniciou a sua educação primária em Mumbai, onde lokik seu pai morava. Mãe estudou em Inglês. Ela também sabia guzerate e sabiam ler e escrever Gurmukhi. Ele não aprendeu a ler e escrever línguas como o Sindi e hindi. Com a morte de seu pai, veio com sua família para Sindh, Hyderabad. Naqueles dias era comum que as meninas na moda Sindi e era um exemplo raro de uma menina moderna em Sindh. Ela estava cantando excelente, sua voz era doce como aquelas de cantores profissionais. Ele estava cantando tão competente, dança e inteligente como os seus estudos e quaisquer outras actividades extracurriculares.




Nosso primeiro encontro
A primeira vez que vi mamãe foi em função da escola. Mamãe dançou "Twinkle, twinkle star pouco ...." Ela ganhou muitos prêmios para a dança que fiquei espantado.
Mamãe tinha 16 anos na época. Eu também fui para a escola para o ensino de Inglês para completar o décimo grau, e tornou-se colega de Mama. Sentamos na mesma mesa, mas não éramos amigos próximos, porque ela era moderno e eu, em curso. Mas porque eram amigáveis e amorosos uns com os outros companheiros. Naquela época, não sabia nada de lokiks seu fundo.

O PODER DA uma memória muito boa
Recentemente tinha ido no feriado de Diwali. Como eu estava livre, uma vez que visitei o satsang Baba. Estes satsangs continuou por cerca de dois meses. Mama também visitou o satsang e quando lhe disse: "Este é um encontro espiritual. Você deve vir todos os dias, eu vou. " Em seguida, participou da Mama satsang todos os dias. Ela era muito



inteligente e com maior visão. memória Mama foi tão poderoso e bom para ouvir apenas uma vez algo que já estava impresso em suas mentes. Ela ouviu pontos Baba poderia falar sobre eles durante os próximos 10 dias, revelando os segredos mais e mais. Ele poderia ter um ponto e falar sobre isso por uma hora, ele revelou a profundidade e clareza de seu entendimento. Não é uma vez na vida, disse que havia esquecido algo ou disse, "Sim, talvez me diga ...." Ou:" Ah sim! Agora eu lembro que você disse .... " Jagadamba Mateshwari foi o professor de uma memória de fundo.

Amor e Desapego
Mama que regou tanto amor que nos encheu de cabeça aos pés. Apesar de Mama interagiram comigo, como amigos na Yagya, nosso relacionamento era como uma mãe e uma filha. Ela me levou aonde quer que fosse.
Mamãe tinha um poder ilimitado de determinação. Ninguém poderia influenciar ou hesitação, uma vez que tinha dado um pensamento.
Ter uma fé forte em Baba dar qualquer orientação, inspirou-nos a realizá-lo. Tal era a sua determinação, tamanha era sua admirável fé no intelecto. Atividades Mama claramente provado que ela era naturalmente Radhe, Mãe do Yagya. Cada passo, deu ênfase ao fato de que ela era a mãe mesmo, Radhe e Lakshmi.
Mamãe era sem medo. Mamãe era uma leoa, a incorporação de práticas de poder, e igualmente destacada e facilmente. Ela não tinha conhecimento do corpo, mas o envenenamento da auto-estima foi maior do que qualquer outro indivíduo. Eu tinha fé absoluta em si, Baba e Sua obra. Baba tinha apenas mencionar que era necessário fazer algo e Mama iria começar logo. Baba existia em seus pensamentos e encorajamento. Ela também tinha um grande amor por todos, fazendo meu coração a chamada: "Mamãe, você é o ídolo do amor e da loja de tesouro de humildade."
Ela era a imagem do amor maternal, mesmo para além do vício.

Disciplina e respeito
Se era Pandavas (irmãos) Shaktis (irmãs), Mama Ouvido problemas de todos, de coração, dando conselhos e apontando erros. Mesmo quando ela chegou com as queixas do mergulho e pacificado ambas as partes.
Aprendemos algo especial cada vez que nos encontramos Mama. Nós sempre deixou seu quarto com uma inspiração ou um ensinamento novo, esquecendo tudo o que vem a dizer. Mamãe se foi o ídolo de contentamento e ficou extremamente feliz com ninguém e as pequenas coisas que ele recebeu.

VAK - VAAGEESHWARI KALA DEVI
(Deusa da eloqüência)
As habilidades de oratória Mama's foram lógico e poderoso. Ninguém pode vencer um debate com ela. As respostas foram comendo as flechas de Arjuna, eles foram no alvo. Em um incidente, o comissário do distrito de Karachi, Jagatsher irmão (que morava do outro lado da rua de nossas cabines) perguntou-lhe algumas perguntas irrelevantes. resposta mamãe fez cair a seus pés!

ENTIDADE
Uma vez que o mandado foi Mama. Ordens foram emitidas em nome de Dadi Dadis Manohar e outros que eram menores de idade, eram menos de 16 anos quando eles deixaram suas casas para se juntar ao Yagya. Mamãe era 18 naquele tempo. Todos os dias recebemos ordens em nome de uma ou outra irmã e foram discutidas todas as manhãs. Uma vez que Baba disse calmamente: "Om Radhe, agora vem um pedido em seu nome e você tem que voltar para casa." Mamãe disse: "Baba ninguém poderia enviar uma ordem. Eu só tenho minha mãe sabe que eu tenho 18 anos. É possível que uma ordem para o meu nome. " Baba concordou com ela e com o assunto terminou ali. Exatamente em 10, nós recebemos um pedido em nome do Pokardas Radhe. A ordem foi assinada pelo seu lokik mãe. Quando mamãe viu o fim, disse: "Esta é uma assinatura falsa. Posso garantir que minha mãe não poderia ter assinado. Prova-me que minha mãe fez. Também tenho a 18 anos, de acordo com o meu aniversário, assim que esta ordem não é válido. Como eles podem dizer que eu tenho mais jovens? Cite minha mãe e deixá-la dizer-me que tenham assinado o presente ordem ". Mas tivemos que aceitar a ordem. Mama mais tarde foi para tribunal e disse ao juiz: "Meu aniversário é no dia em que mês e ano. Este comando não é suportado através da assinatura de minha mãe. Você deve perguntar a ela. E se a minha mãe diz que na verdade esta ordem é para o meu nome, então eu voltar para casa voluntariamente. " Isso causou um tumulto no tribunal. Então a mãe foi entrevistada e ela respondeu: "Eu não sei nada sobre isso. Ninguém me perguntou nada, nem assinado. " Em face desta audiência o juiz é empalideceu. O caso acabou ali, e Mama foi levado do tribunal respeitosamente. Mamãe pediu ao juiz: "Essa é a maneira que você citar uma mulher ao tribunal?" O poderoso e corajoso discurso Mama completamente silenciado o juiz. Mamãe nunca teve medo, ela foi firme na fé e tinha o intelecto, o que lhe permitiu dar respostas precisas. Mãe Durga Interpretado Mama.

CÓDIGOS DE CONDUTA
Mamãe tinha um profundo respeito por Baba e nunca deixar ninguém falar de Baba em um córrego. Uma vez, mamãe veio depois de jogar uma partida com Baba e alegremente disse: "Hoje eu bati Baba." Eu disse imediatamente, "Shut up. É este o caminho que você deve falar, você ganhou Baba? "Mas eu insisti:" É verdade Mama, eu ganhei. " Mama Então eu disse: "Mesmo que você fez, você ganhou o jogo e não Baba. Por conseguinte, você deve dizer, eu ganhei o jogo. " Mamãe deu-nos o significado exato de cada palavra e pediu-nos para usá-lo corretamente. Ela sempre seguiu os códigos de conduta e etiqueta.


OBJETIVO
Eu aprendi boas maneiras de estar com a mamãe. Om Radhe foi um doce e amorosa mãe e amiga. No entanto, tanto quanto nós louvamos a Mama doce, ele sempre parece insuficiente. Ela era experiente e um yogi alma, e foi o Shiv Mãe Shakti, Baba nos disse: "A alma com fé no intelecto é sempre vitorioso" Eu vi todo o teste e esta prática em Mama. Não importa se ele foi Baba quem viu primeiro, ou vice-versa Mama, Baba disse imediatamente, "Oh Radhe, você está Anuradha (que se torna Shri Lakshmi), você está Jagadamba".
No momento Mama veio na frente de Baba, ele disse, "Oh Radhe, Radhe você está Om. Om Radhe Oh, você está Jagadamba (Mãe do Mundo), você é a mãe de todos ". Era incrível como biografia Baba relacionados Mama automaticamente, logo que ela estava na frente dele. Eu entendi que mamãe também aceitou com fé, e viveu esforços para fazê-lo.
O que faz o veena (alaúde indiano), o Saraswati Mãe, ela jogou o veena de conhecimento tão docemente que foi um prazer para as mentes de todos os ouvintes. Mamãe foi a corajosa Mãe e Mãe Durga Shakti.
Baba de referência para a conta dual (dana meru) do rosário de vitória se tornou uma realidade quando mamãe veio para o Yagya.

GARLAND das Virtudes
Seja em Om Mandali, ou Niwas Om ou Bhawan Kunj, sempre viveu com a mãe. Quem chegar a ele - por qualquer motivo, seu drishti fez cair a seus pés em reverência. Ficamos com a mãe de 14 anos de tapasya. Esta era a sua rotina diária de levantar-se às 02:00 e depois sentar e meditar no seu quarto. Sentou-se conosco e nos mostrou todos os tipos de serviço físico e limpa e escolher os grãos, cortar legumes, ela foi a primeira a chegar para o serviço e para instruir-nos bem.
Para obter um convite, mamãe veio pela primeira vez fora do Yagya para um serviço em Kanpur (Uttar Pradesh). Eu estava em Nova Deli e Baba me enviou um telegrama que deverá acompanhar a Mama Kanpur. E não apenas uma, mas muitas vezes, Baba me enviou em uma viagem com a mamãe. Os devotos dizem que há uma seqüência de 36 virtudes e Mama foi número um em todas elas. No Yagya, tinha irmãs que tinham mais de Mama, mas ela se comportou como um amigo e uma mãe com eles.

Uvas Madhuban
A maioria de vocês já viram as videiras no jardim de Baba em Madhuban. Concedido o seu primeiro fruto em 23 de junho de 1965. Mama Baba pediu-nos para alimentar todas as crianças com uvas e assim Mamãe nos deu duas uvas para cada um dos presentes em Madhuban, em 24 de junho após a Murli. Estas uvas lembram Mama.
A única dúvida no coração de todos é: Onde está a mamãe agora? Onde Baba ocultas? Mas só Baba sabe a resposta para esta pergunta. Baba, só você sabe as formas e meios. Baba foi mantida em segredo até agora. Mas Mama certamente deve ser algum lugar ...


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9 de mai. de 2010

Um velho ateu

Tenho percebido que estou me tornando um velho maluco.
Mas veja bem, tenho certeza que a cada momento sinto o sorvete da vida mais doce, e com certeza não parei de estudar e praticar viver.
Vejo também, que as grandes lições e sacadas ocorrem em situações inusitadas, onde quase sempre nada é dito; só constatado.
Então se isto é verdade, também é verdade que todos os velhos malucos, os quais sempre admirei e observei, e observo pelas biografias, etc. ensinaram e continuam a ensinar muito.

Velho Ateu de Eduardo Gudin e Roberto Riberti
Projeto Conversa com verso
Produção:Celina Lucas Lourdes Casquete
Centro Cultural aúthos Pagano


Um velho ateu
Um bêbado cantor, poeta
Na madrugada cantava essa canção-seresta
Se eu fosse deus
A vida bem que melhorava
Se eu fosse deus
Daria aos que não têm nada
E toda janela fechava
Pros versos que aquele poeta cantava
Talvez por medo das palavras
De um velho de mãos desarmadas





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8 de mai. de 2010

Sufismo

Os sufis são uma antiga maçonaria espiritual cujas origens nunca foram traçadas nem datadas; nem eles mesmos se interessam muito por esse tipo de pesquisa, contentando-se em mostrar a ocorrência da sua maneira de pensar em diferentes regiões e períodos. Conquanto sejam, de ordinário, erroneamente tomados por uma seita muçulmana, os sufis sentem-se à vontade em todas as religiões: exatamente como os "pedreiros-livres e aceitos", abrem diante de si, em sua loja, qualquer livro sagrado - seja a Bíblia, seja o Corão, seja a Torá - aceito pelo Estado temporal. Se chamam ao islamismo a "casca" do sufismo, é porque o sufismo, para eles, constitui o ensino secreto dentro de todas as religiões. Não obstante, segundo Ali el-Hujwiri, escritor sufista primitivo e autorizado, o próprio profeta Maomé disse: "Aquele que ouve a voz do povo sufista e não diz aamin (amém) é lembrado na presença de Deus como um dos insensatos". Numerosas outras tradições o associam aos sufis, e foi em estilo sufista que ele ordenou a seus seguidores que respeitassem todos os "Povos do Livro", referindo-se dessa maneira aos povos que respeitavam as próprias escrituras sagradas - expressão usada mais tarde para incluir os zoroastrianos.
Tampouco são os sufis uma seita, visto que não acatam nenhum dogma religioso, por mais insignificante que seja, nem se utilizam de nenhum local regular de culto. Não têm nenhuma cidade sagrada, nenhuma organização monástica, nenhum instrumento religioso. Não gostam sequer que lhes atribuam alguma designação genérica que possa constrangê-los à conformidade doutrinária. "Sufi" não passa de um apelido, como "quacre", que eles aceitam com bom humor. Referem-se a si mesmos como "nós amigos" ou "gente como nós", e reconhecem-se uns aos outros por certos talentos, hábitos ou qualidades de pensamento naturais. As escolas sufistas reuniram-se, com efeito, à volta de professores particulares, mas não há graduação, e elas existem apenas para a conveniência dos que trabalham com a intenção de aprimorar os estudos pela estreita associação com outros sufis. A assinatura sufista característica encontra-se numa literatura amplamente dispersa desde, pelo menos, o segundo milênio antes de Cristo, e se bem o impacto óbvio dos sufis sobre a civilização tenha ocorrido entre o oitavo e o décimo oitavo séculos, eles continuam ativos como sempre. O seu número chega a uns cinqüenta milhões. O que os torna um objeto tão difícil de discussão é que o seu reconhecimento mútuo não pode ser explicado em termos morais ou psicológicos comuns - quem quer que o compreenda é um sufi. Posto que se possa aguçar a percepção dessa qualidade secreta ou desse instinto pelo íntimo contato com sufis experientes, não existem graus hierárquicos entre eles, mas apenas o reconhecimento geral, tácito, da maior ou menor capacidade de um colega.
O sufismo adquiriu um sabor oriental por ter sido por tanto tempo protegido pelo islamismo, mas o sufi natural pode ser tão comum no Ocidente como no Oriente, e apresentar-se vestido de general, camponês, comerciante, advogado, mestre-escola, dona-de-casa, ou qualquer outra coisa. "Estar no mundo mas não ser dele", livre da ambição, da cobiça, do orgulho intelectual, da cega obediência ao costume ou do respeitoso temor às pessoas de posição mais elevada - tal é o ideal do sufi.
Os sufis respeitam os rituais da religião na medida em que estes concorrem para a harmonia social, mas ampliam a base doutrinária da religião onde quer que seja possível e definem-lhe os mitos num sentido mais elevado - por exemplo, explicando os anjos como representações das faculdades superiores do homem. Oferecem ao devoto um "jardim secreto" para o cultivo da sua compreensão, mas nunca exigem dele que se torne monge, monja ou eremita, como acontece com os místicos mais convencionais; e mais tarde, afirmam-se iluminados pela experiência real - "quem prova, sabe" - e não pela discussão filosófica. A mais antiga teoria de evolução consciente que se conhece é de origem sufista, mas embora muito citada por darwinianos na grande controvérsia do século XIX, aplica-se mais ao indivíduo do que à raça. O lento progresso da criança até alcançar a virilidade ou a feminilidade figura apenas como fase do desenvolvimento de poderes mais espetaculares, cuja força dinâmica é o amor, e não o ascetismo nem o intelecto.
A iluminação chega com o amor - o amor no sentido poético da perfeita devoção a uma musa que, sejam quais forem as crueldades aparentes que possa cometer, ou por mais aparentemente irracional que seja o seu comportamento, sabe o que está fazendo. Raramente recompensa o poeta com sinais expressos do seu favor, mas confirma-lhe a devoção pelo seu efeito revivificante sobre ele. Assim, Ibn El-Arabi (1165-1240), um árabe espanhol de Múrcia, que os sufis denominam o seu poeta maior, escreveu no Tarju-man el-Ashwaq (o intérprete dos desejos):
"Se me inclino diante dela como é do meu dever E se ela nunca retribui a minha saudação Terei, acaso, um justo motivo de queixa? A mulher formosa a nada é obrigada"
Esse tema de amor foi, posteriormente, usado num culto extático da Virgem Maria, a qual, até o tempo das Cruzadas, ocupara uma posição sem importância na religião cristã. A maior veneração que ela recebe hoje vem precisamente das regiões da Europa que caíram de maneira mais acentuada sob a influência sufista.
Diz de si mesmo, Ibn El-Arabi:
"Sigo a religião do Amor.Ora, às vezes, me chamamPastor de gazelas [divina sabedoria]Ora monge cristão,Ora sábio persa.Minha amada são três -Três, e no entanto, apenas uma;Muitas coisas, que parecem três,Não são mais do que uma.Não lhe dêem nome algum,Como se tentassem limitar alguémA cuja vistaToda limitação se confunde"
Os poetas foram os principais divulgadores do pensamento sufista, ganharam a mesma reverência concedida aos ollamhs, ou poetas maiores, da primitiva Irlanda medieval, e usavam uma linguagem secreta semelhante, metafórica, constituída de criptogramas verbais. Escreve Nizami, o sufi persa: "Sob a linguagem do poeta jaz a chave do tesouro". Essa linguagem era ao mesmo tempo uma proteção contra a vulgarização ou a institucionalização de um hábito de pensar apropriado apenas aos que o compreendiam, e contra acusações de heresia ou desobediência civil. Ibn El-Arabi, chamado às barras de um tribunal islâmico de inquisição em Alepo, para defender-se da acusação de não-conformismo, alegou que os seus poemas eram metafóricos, e sua mensagem básica consistia no aprimoramento do homem através do amor a Deus. Como precedente, indicava a incorporação, nas Escrituras judaicas, do Cântico erótico de Salomão, oficialmente interpretado pelos sábios fariseus como metáfora do amor de Deus a Israel, e pelas autoridades católicas como metáfora do amor de Deus à Igreja.
Em sua forma mais avançada, a linguagem secreta emprega raízes consonantais semíticas para ocultar e revelar certos significados; e os estudiosos ocidentais parecem não ter se dado conta de que até o conteúdo do popular "As mil e uma noites" é sufista, e que o seu título árabe, Alf layla wa layla, é uma frase codificada que lhe indica o conteúdo e a intenção principais: "Mãe de Lembranças". Todavia, o que parece, à primeira vista, o ocultismo oriental é um antigo e familiar hábito de pensamento ocidental. A maioria dos escolares ingleses e franceses começam as lições de história com uma ilustração de seus antepassados druídicos arrancando o visco de um carvalho sagrado. Embora César tenha creditado aos druidas mistérios ancestrais e uma linguagem secreta - o arrancamento do visco parece uma cerimônia tão simples, já que o visco é também usado nas decorações de Natal -, que poucos leitores se detêm para pensar no que significa tudo aquilo. O ponto de vista atual, de que os druidas estavam, virtualmente, emasculando o carvalho, não tem sentido.
Ora, todas as outras árvores, plantas e ervas sagradas têm propriedades peculiares. A madeira do amieiro é impermeável à água, e suas folhas fornecem um corante vermelho; a bétula é o hospedeiro de cogumelos alucinógenos; o carvalho e o freixo atraem o relâmpago para um fogo sagrado; a raiz da mandrágora é antiespasmódica. A dedaleira fornece digitalina, que acelera os batimentos cardíacos; as papoulas são opiatos; a hera tem folhas tóxicas, e suas flores fornecem às abelhas o derradeiro mel do ano. Mas os frutos do visco, amplamente conhecidos pela sabedoria popular como "panacéia", não têm propriedades medicinais, conquanto sejam vorazmente comidos pelos pombos selvagens e outros pássaros não-migrantes no inverno. As folhas são igualmente destituídas de valor; e a madeira, se bem que resistente, é pouco utilizada. Por que, então, o visco foi escolhido como a mais sagrada e curativa das plantas? A única resposta talvez seja a de que os druidas o usavam como emblema do seu modo peculiar de pensamento. Essa árvore não é uma árvore, mas se agarra igualmente a um carvalho, a uma macieira, a uma faia e até a um pinheiro, enverdece, alimenta-se dos ramos mais altos quando o resto da floresta parece adormecido, e a seu fruto se atribui o poder de curar todos os males espirituais. Amarrados à verga de uma porta, os ramos do visco são um convite a beijos súbitos e surpreendentes. O simbolismo será exato se pudermos equiparar o pensamento druídico ao pensamento sufista, que não é plantado como árvore, como se plantam as religiões, mas se auto-enxerta numa árvore já existente; permanece verde, embora a própria árvore esteja adormecida, tal como as religiões são mortas pelo formalismo; e a principal força motora do seu crescimento é o amor, não a paixão animal comum nem a afeição doméstica, mas um súbito e surpreendente reconhecimento do amor, tão raro e tão alto que do coração parecem brotar asas. Por estranho que pareça, a Sarça Ardente em que Deus apareceu a Moisés no deserto, supõem agora os estudiosos da Bíblia, era uma acácia glorificada pelas folhas vermelhas de um locanthus, o equivalente oriental do visco.
Talvez seja mais importante o fato de que toda a arte e a arquitetura islâmicas mais nobres são sufistas, e que a cura, sobretudo dos distúrbios psicossomáticos, é diariamente praticada pelos sufis hoje em dia como um dever natural de amor, conquanto só o façam depois de haverem estudado, pelo menos, doze anos. Os ollamhs, também curadores, estudavam doze anos em suas escolas das florestas. O médico sufista não pode aceitar nenhum pagamento mais valioso do que um punhado de cevada, nem impor sua própria vontade ao paciente, como faz a maioria dos psiquiatras modernos; mas, tendo-o submetido a uma hipnose profunda, ele o induz a diagnosticar o próprio mal e prescrever o tratamento. Em seguida, recomenda o que se há de fazer para impedir uma recorrência dos sintomas, visto que o pedido de cura há de provir diretamente do paciente e não da família nem dos que lhe querem bem.
Depois de conquistadas pelos sarracenos, a partir do século VIII d.C, a Espanha e a Sicília tornaram-se centros de civilização muçulmana renomados pela austeridade religiosa. Os letrados do norte, que acudiram a eles com a intenção de comprar obras árabes a fim de traduzi-las para o latim, não se interessavam, contudo, pela doutrina islâmica ortodoxa, mas apenas pela literatura sufista e por tratados científicos ocasionais. A origem dos cantos dos trovadores - a palavra não se relaciona com trobar, (encontrar), mas representa a raiz árabe TRB, que significa "tocador de alaúde" - é agora autorizadamente considerada sarracena. Apesar disso, o professor Guillaume assinala em "O legado do Islã" que a poesia, os romances, a música e a dança, todos especialidades sufistas, não eram mais bem recebidas pelas autoridades ortodoxas do Islã do que pelos bispos cristãos. Árabes, na verdade, embora fossem um veículo não só da religião muçulmana mas também do pensamento sufista, permaneceram independentes de ambos.
Em 1229 a ilha de Maiorca foi capturada pelo rei Jaime de Aragão aos sarracenos, que a haviam dominado por cinco séculos. Depois disso, ele escolheu por emblema um morcego, que ainda encima as armas de Palma, a nossa capital. Esse morcego emblemático me deixou perplexo por muito tempo, e a tradição local de que representa "vigilância" não me pareceu uma explicação suficiente, porque o morcego, no uso cristão, é uma criatura aziaga, associada à bruxaria. Lembrei-me, porém, de que Jaime I tomou Palma de assalto com a ajuda dos Templários e de dois ou três nobres mouros dissidentes, que viviam alhures na ilha; de que os Templários haviam educado Jaime em le bon saber, ou sabedoria; e de que, durante as Cruzadas, os Templários foram acusados de colaboração com os sufis sarracenos. Ocorreu-me, portanto, que "morcego" poderia ter outro significado em árabe, e ser um lembrete para os aliados mouros locais de Jaime, presumivelmente sufis, de que o rei lhes estudara as doutrinas.
Escrevi para Idries Shah Sayed, que me respondeu:
"A palavra árabe que designa o morcego é KHuFFaasH, proveniente da raiz KH-F-SH. Uma segunda acepção dessa raiz é derrubar, arruinar, calcar aos pés, provavelmente porque os morcegos freqüentam prédios em ruínas. O emblema de Jaime, desse modo, era um simples rébus que o proclamava "o Conquistador", pois ele, na Espanha, era conhecido como "El rey Jaime, Rei Conquistador". Mas essa não é a história toda. Na literatura sufista, sobretudo na poesia de amor de Ibn El-Arabi, de Múrcia, disseminada por toda a Espanha, "ruína" significa a mente arruinada pelo pensamento impenitente, que aguarda reedificação.O outro único significado dessa raiz é "olhos fracos, que só enxergam à noite". Isso pode significar muito mais do que ser cego como um morcego. Os sufis referem-se aos impenitentes dizendo-os cegos à verdadeira realidade; mas também a si mesmos dizendo-se cegos às coisas importantes para os impenitentes. Como o morcego, o sufi está cego para as "coisas do dia" - a luta familiar pela vida, que o homem comum considera importantíssima - e vela enquanto os outros dormem. Em outras palavras, ele mantém desperta a atenção espiritual, adormecida em outros. Que "a humanidade dorme num pesadelo de não-realização" é um lugar-comum da literatura sufista. Por conseguinte, a sua tradição de vigilância, corrente em Palma, como significado de morcego, não deve ser desprezada."
A absorção no tema do amor conduz ao êxtase, sabem-no todos os sufis. Mas enquanto os místicos cristãos consideram o êxtase como a união com Deus e, portanto, o ponto culminante da consecução religiosa, os sufis, só lhe admitem o valor se ao devoto for facultado, depois do êxtase, voltar ao mundo e viver de forma que se harmonize com sua experiência.
Os sufis insistiram sempre na praticabilidade do seu ponto de vista. A metafísica, para eles, é inútil sem as ilustrações práticas do comportamento humano prudente, fornecidas pelas lendas e fábulas populares. Os cristãos se contentame em usar Jesus como o exemplar perfeito e final do comportamento humano. Os sufis, contudo, ao mesmo tempo que o reconhecem como profeta divinamente inspirado, citam o texto do quarto Evangelho: "Eu disse: Não está escrito na vossa Lei que sois deuses?" - o que significa que juizes e profetas estão autorizados a interpretar a lei de Deus - e sustenta que essa quase divindade deveria bastar a qualquer homem ou mulher, pois não há deus senão Deus. Da mesma forma, eles recusaram o lamaísmo do Tibete e as teorias indianas da divina encarnação; e posto que acusados pelos muçulmanos ortodoxos de terem sofrido a influência do cristianismo, aceitam o Natal apenas como parábola dos poderes latentes no homem, capazes de apartá-lo dos seus irmãos não-iluminados. De idêntica maneira, consideram metafóricas as tradições sobrenaturais do Corão, nas quais só acreditam literalmente os não-iluminados. O Paraíso, por exemplo, não foi, dizem eles, experimentado por nenhum homem vivo; suas huris (criaturas de luz) não oferecem analogia com nenhum ser humano e não se deviam imputar-lhes atributos físicos, como acontece na fábula vulgar.
Abundam exemplos, em toda a literatura européia, da dívida para com os sufis. A lenda de Guilherme Tell já se encontrava em "A conferência dos pássaros", de Attar (séc. XII), muito antes do seu aparecimento na Suíça. E, embora dom Quixote pareça o mais espanhol de todos os espanhóis, o próprio Cervantes reconhece sua dívida para com uma fonte árabe. Essa imputação foi posta de lado, como quixotesca, por eruditos; mas as histórias de Cervantes seguem, não raro, as de Sidi Kishar, lendário mestre sufista às vezes equiparado a Nasrudin, incluindo o famoso incidente dos moinhos (aliás de água, e não de vento) tomados equivocadamente por gigantes. A palavra espanhola Quijada (verdadeiro nome do Quixote, de acordo com Cervantes) deriva da mesma raiz árabe KSHR de Kishar, e conserva o sentido de "caretas ameaçadoras".
Os sufis muçulmanos tiveram a sorte de proteger-se das acusações de heresia graças aos esforços de El-Ghazali (1051-1111), conhecido na Europa por Algazel, que se tornou a mais alta autoridade doutrinária do islamismo e conciliou o mito religioso corânico com a filosofia racionalista, o que lhe valeu o título de "Prova do Islamismo". Entretanto, eram freqüentemente vítimas de movimentos populares violentos em regiões menos esclarecidas, e viram-se obrigados a adotar senhas e apertos de mão secretos, além de outros artifícios para se defenderem.
Embora o frade franciscano Roger Bacon tenha sido encarado com respeitoso temor e suspeita por haver estudado as "artes negras", a palavra "negra" não significa "má". Trata-se de um jogo de duas raízes árabes, FHM e FHHM, que se pronunciam fecham e facham, uma das quais significa "negro" e a outra "sábio". O mesmo jogo ocorre nas armas de Hugues de Payns (dos pagãos), nascido em 1070 ,que fundou a Ordem dos Cavaleiros Templários: a saber, três cabeças pretas, blasonadas como se tivessem sido cortadas em combate, mas que, na realidade, denotam cabeças de sabedoria.
"Os sufis são uma antiga maçonaria espiritual..." De fato, a própria maçonaria começou como sociedade sufista. Chegou à Inglaterra durante o reinado do rei Aethelstan (924-939) e foi introduzida na Escócia disfarçada como sendo um grupo de artesãos no princípio do século XIV, sem dúvida pelos Templários. A sua reformação, na Londres do início do século XVIII, por um grupo de sábios protestantes, que tomaram os termos sarracenos por hebraicos, obscureceu-lhes muitas tradições primitivas. Richard Burton, tradutor das "Mil e uma noites", ao mesmo tempo maçom e sufi, foi o primeiro a indicar a estreita relação entre as duas sociedades, mas não era tão versado que compreendesse que a maçonaria começara como um grupo sufista. Idries Shah Sayed mostra-nos agora que foi uma metáfora para a "reedificação", ou reconstrução, do homem espiritual a partir do seu estado de decadência; e que os três instrumentos de trabalho exibidos nas lojas maçônicas modernas representam três posturas de oração. "Buizz" ou "Boaz" e "Salomão, filho de Davi", reverenciados pelos maçons como construtores do Templo de Salomão em Jerusalém, não eram súditos israelitas de Salomão nem aliados fenícios, como se supôs, senão arquitetos sufistas de Abdel-Malik, que construíram o Domo da Rocha sobre as ruínas do Templo de Salomão, e seus sucessores. Seus verdadeiros nomes incluíam Thuban abdel Faiz "Izz", e seu "bisneto", Maaruf, filho (discípulo) de Davi de Tay, cujo nome sufista em código era Salomão, por ser o "filho de Davi". As medidas arquitetônicas escolhidas para esse templo, como também para o edifício da Caaba em Meca, eram equivalentes numéricos de certas raízes árabes transmissoras de mensagens sagradas, sendo que cada parte do edifício está relacionada com todas as outras, em proporções definidas.
De acordo com o princípio acadêmico inglês, o peixe não é o melhor professor de ictiologia, nem o anjo o melhor professor de angelologia. Daí que a maioria dos livros modernos e artigos mais apreciados a respeito do sufismo sejam escritos por professores de universidades européias e americanas com pendores para a história, que nunca mergulharam nas profundezas sufistas, nunca se entregaram às extáticas alturas sufistas e nem sequer compreendem o jogo poético de palavras pérseo-arábicas. Pedi a Idries Shah Sayed que remediasse a falta de informações públicas exatas, ainda que fosse apenas para tranqüilizar os sufis naturais do Ocidente, mostrando-lhes que não estão sós em seus hábitos peculiares de pensamento, e que as suas intuições podem ser depuradas pela experiência alheia. Ele consentiu, embora consciente de que teria pela frente uma tarefa muito difícil. Acontece que Idries Shah Sayed, descendente, pela linha masculina, do profeta Maomé, herdou os mistérios secretos dos califas, seus antecessores. É, de fato, um Grande Xeque da Tariqa (regra) sufista, mas como todos os sufis são iguais, por definição, e somente responsáveis perante si mesmos por suas consecuções espirituais, o título de "xeque" é enganoso. Não significa "chefe", como também não significa o "chefe de fila", velho termo do exército para indicar o soldado postado diante da companhia durante uma parada, como exemplo de exercitante militar.
A dificuldade que ele previu é que se deve presumir que os leitores deste livro tenham percepções fora do comum, imaginação poética, um vigoroso sentido de honra, e já ter tropeçado no segredo principal, o que é esperar muito. Tampouco deseja ele que o imaginem um missionário. Os mestres sufistas fazem o que podem para desencorajar os discípulos e não aceitam nenhum que chegue "de mãos vazias", isto é, que careça do senso inato do mistério central. O discípulo aprende menos com o professor seguindo a tradição literária ou terapêutica do que vendo-o lidar com os problemas da vida cotidiana, e não deve aborrecê-lo com perguntas, mas aceitar, confiante, muita falta de lógica e muitos disparates aparentes que, no fim, acabarão por ter sentido. Boa parte dos principais paradoxos sufistas está em curso em forma de histórias cômicas, especialmente as que têm por objeto o Kboja (mestre-escola) Nasrudin, e ocorrem também nas fábulas de Esopo, que os sufis aceitam como um dos seus antepassados.
O bobo da corte dos reis espanhóis, com sua bengala de bexiga, suas roupas multicoloridas, sua crista de galo, seus guizos tilintantes, sua sabedoria singela e seu desrespeito total pela autoridade, é uma figura sufista. Seus gracejos eram aceitos pelos soberanos como se encerrassem uma sabedoria mais profunda do que os pareceres solenes dos conselheiros mais idosos. Quando Filipe II da Espanha estava intensificando sua perseguição aos judeus, decidiu que todo espanhol que tivesse sangue judeu deveria usar um chapéu de certo formato. Prevendo complicações, o bobo apareceu na mesma noite com três chapéus. "Para quem são eles, bobo?", perguntou Filipe. "Um é para mim, tio, outro para ti e outro para o inquisidor-mor". E como fosse verdade que numerosos fidalgos medievais espanhóis haviam contraído matrimônio com ricas herdeiras judias, Filipe, diante disso, desistiu do plano. De maneira muito semelhante, o bobo da corte de Carlos I, Charlie Armstrong (outrora ladrão de carneiros escocês), que o rei herdara do pai, tentou opor-se à política da Igreja arminiana do arcebispo Laud, que parecia destinada a redundar num choque armado com os puritanos. Desdenhoso, Carlos pedia a Charlie seu parecer sobre política religiosa, ao que o bobo lhe respondeu: "Entoe grandes louvores a Deus, tio, e pequenas laudes ao Diabo". Laud, muito sensível à pequenez do seu tamanho, conseguiu que expulsassem Charlie Armstrong da corte (o que não trouxe sorte alguma ao amo).

Escrito por Robert Graves, para o livro "Os Sufis", de Idries Shah

7 de mai. de 2010

Pai Nosso

" Pai-Mãe, respiração da Vida, Fonte do som, Ação sem palavras, Criador do Cosmos !
Faça sua Luz brilhar dentro de nós, entre nós e fora de nós para que possamos torná-la útil.
Ajude-nos a seguir nosso caminho Respirando apenas o sentimento que emana de Você.
Nosso EU, no mesmo passo, possa estar com o Seu, para que caminhemos como Reis e Rainhas com todas as outras criaturas.
Que o Seu e o nosso desejo sejam um só, em toda a Luz, assim como em todas as formas, em toda existência individual, assim como em todas as comunidades.
Faça-nos sentir a alma da Terra dentro de nós, pois assim, sentiremos a Sabedoria que existe em tudo.
Não permita que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo nos iluda, E nos liberte de tudo aquilo que impede nosso crescimento.
Não nos deixe sermos tomados pelo esquecimento de que Você é o Poder e a Glória do mundo, a Canção que se renova de tempos em tempos e que a tudo embeleza.
Possa o Seu amor ser o solo onde crescem nossas ações.
AMÉM.

Texto do PAI NOSSO em Aramaico Transliterado
É desta oração que derivou a versão atual do "Pai-Nosso". Ela está escrita em aramaico, numa pedra branca de mármore, em Jerusalém, no Monte das Oliveiras, na forma que era invocada pelo Mestre Jesus. O aramaico é um idioma originário da Alta Mesopotâmia, ( séc VI ac), e era a língua usual do povo, enquanto o hebraico era mais utilizado em ritos religiosos. Jesus sempre falava ao povo em aramaico.

"Abvum d'bashmaia
Netcádash shimóch
Tetê malcutách Una
Nehuê tcevianách aicana
d'bashimáia af b'arha
Hôvlan lácma d'suncanán
Iaomána
Uashbocan háubein uahtehin
Aicána dáf quinan shbuocán
L'haiabéin
Uêla tahlan l'nesiúna.
Êla patssan min bíxa
Metúl dilahie malcutá
Uaháila
Uateshbúcta láhlám.
ALMÍN. "

5 de mai. de 2010

Encontro com homens notáveis

Morri de Amor


7:30. Deixei a Elisa na escola infantil, Cinthia no trabalho, e quando retornava avistei três tucanos numa cerca de curral. Parei e fiquei um pouco com eles até que voassem. Cheguei em casa e fui logo me envolver com o que mais gosto e me atrai. O estudo do Yôga.

Comecei a escrever um e-mail para  minha amiga e irmã Luciana Ferraz.
Minha intenção era mostrar alguns pontos que vinha percebendo e investigando. Copiei isto do rascunho salvo automaticamente no gmail:

"Minha querida irmã.
Não quero ser chato, posso estar enganado;
Mas tem algo ai, e muito importante, por isto estou assim tão eufórico.
O ponto é:
Onde há Amor há rendição (algo assim)
Ai, Você sabe. Baba é Karankaravanhar (Aquele que faz e inspira outros afazer). Ele me fez "Ver " tudo isto,

E "ver"  para mim naquele momento, era entender, compreender..."
Estava nesta parte do e-mail, ia abrir um arquivo e tal, ai.... Aconteceu!!!!

(Obs.: Neste momento senti um pulso, levantei-me, tive uma das "visões" mais incríveis desta vida, escrevi (ou melhor escrevemos) dezesseis páginas, cai duro no sofá e só me levantei ás 15:00 hs.)

Foi assim:

Enquanto escrevendo o e-mail, tive um impulso, levantei-me e
virei, pegando um maço de folhas na impressora e girei.... Me deparei com a lareira, olhei para onde estava sentado, e virando, ao passar o olhar pela porta de entrada vi algo indescritível. Um túnel que me levava. Se mantivesse o amor eu ia, e o medo ou o apego me fazia retornar. Então o corpo continuou a girar e vi  toda Velha Guarda de compositores da MPB, um grupo grande em pé na escadinha que vai para a cozinha. Tentei observar melhor mas não pude conter o impulso me deparando com a TV ao lado do sofá. Automaticamente minha mão começou a escrever e eu observava. Foram 16 páginas sem parar, escrevi em pé sobre a televisão, .

Conforme escrevia, ia observando, eu estava ali, participava via e a mão escrevia, a mão estava escrevendo, eu não pensava no que ia escrever, escrevia, via e pensava. Ai Pensei. É agora, já foi, não volto mais, para mim não teria volta. Ia morrer. A mão escrevia e eu observava e pensava. Ai pensei no ponto que Baba sempre fala que se todas as árvores virassem papel e o oceano tinta, ainda não escreveríamos o conhecimento. Fiquei preocupado, para que o papel e a caneta não acabace, pois temia que quando terminasse de escrever estivesse morto. 

Terminada a mensagem, cai no sofá e fiquei parado, estático. Para mim já tinha ido, olhava as coisas, (Aqui é um silêncio físico só), e fiquei não sei quanto tempo, meio deitado, pensava em me mexer mas não mexia, sentia um tipo de medo, para mim ia entrar alguém pela porta e me dar um tiro. Era meu plano ir fazer algo no Rio Piracicaba que fica encostado a minha casa, mas quem falou que eu ia, tinha medo, mas tinha vontade, então era medo e vontade. (Veja bem nunca, jamais pensei em me matar, nem penso, mas estava "morto" e a vontade e a lembrança e o amor estavam lá e tudo isto alimentava a experiência, por isto é que não dá para explicar. Lembrei-me de parte de uma música "O amor é fogo que arde sem se ver......)

Fiquei um bom tempo deitado. tentando entender o que tinha se passado, imóvel. Ai pensei, minha mãe se foi,  alguém se foi. E achava que fosse eu, ou que algo me levaria a qualquer momento.

Ai lá pelas 15:00 hs escrevi isto, que foi fruto de minha experiência:

"Faça um nada bem feito até chegar a perder a fome (meu café da manhã tinha ficado no pelo meio), e morrer de amor, não fazer nada. Pôoh!!, mas tenho que continuar a escrever e a lembrar e a ter fé de que vão saber ler isto, e assim por diante."

Ai fui me movendo e tal.

Quando estava parado, estático, caído no sofá, ouvi a Lavínia (minha enteada com 10 anos de idade) que chegava da ginástica. Fiquei feliz de ouvi-lá. Quando ela entrou na sala, eu a olhava, e ela me olhava; Até que perguntei a ela "Tudo bem?" Ela respondeu e saiu rapidinho, era umas 10:30 hs.

A noite,  estava comentando o acontecido com a Cinthia quando chegou Lavínia retornando da escola, (ela normalmente sai as 12:15 para ir para a escola), e lembrei-me que ela tinha chegado e me visto. Ai perguntei a ela:

Lavínia, quando você chegou de manhã, o que viu?
Ela respondeu: Você estava no sofá.
mais como?

-Você estava vermelho.

Vermelho como? E ela apontou o tubo de detergente limpol de maça que estava sobre o balcão e respondeu:
- Vermelho assim.

Perguntei novamente:

Lavínia, mas como estava minha cara? Estava feliz ou triste?

Ela nem pensou... e disse:

-Cara de desesperado.

E completou:
- Só sei que fui para a casa da Bárbara......e de lá para a escola.

Retornando da ginástica, ao me ver naquele estado,
ela tratou de ir para escola rapidinho e mais cedo. rsrsrsrsrsrs

O fato é que fique estático até as 15:00 hs, quando retornando os movimentos, liguei para Cinthia, e fiquei aliviado de ver que estava tudo bem, perguntei se ela sabia de algo, alguém teria morrido? Ela disse que não. Para mim algo tinha acontecido. Dei uma volta, vi que estava tudo OK. Ai olhei para o computador e sem pensar, tratei de digitar o que tinha escrito (as 16 páginas) e enviei sem pensar para  três remetentes, era um tipo de pedido de ajuda, de satisfação. Aquilo me aliviou.

O E-mail dizia o seguinte:

Luciana, Sr xxxxx e Sra. zzzzzzz, (os três remetentes)

Isto é o que desenrolou, a vela que queimou, a teia que formou,
"Vi" um pedacinho do "Drama" , como ele gira.
(e digitei as 16 páginas que não convém escrever aqui) e no final escrevi.

O que ia colar no e-mail para vc antes da experiência que tive é isto:

Muito semelhante ao esquilo na sua roda é o Homem, que tendo posto a roda do Tempo a girar fica de tal modo dominado por ela e levado pelo movimento, que já não pode crer que ele é que a faz mover, nem "acha tempo" para deter o giro do Tempo.
A roda do Tempo gira no vácuo do Espaço. No seu aro estão situadas todas as coisas perceptíveis pelos sentidos que nada podem perceber senão no Tempo e no Espaço. E assim as coisas continuam aparecendo e desaparecendo. O que desaparece para um em certo ponto do Tempo e do Espaço, aparece para outro em outro ponto. O que pode ser dia para um é noite para outro, dependendo do "Quando" e do "Onde" do observador. Uma só é a estrada da Vida e da Morte, ó monges, sobre o aro da roda do Tempo, pois o movimento em círculo jamais pode atingir o fim e jamais se desgasta. E todo movimento no mundo é movimento circular. (que copiei do "O livro de Mirdad - Mikhail Naimy"

Olha que legal. Minha mente "vê" inspiração.
"Eu cantado,
encantado"
Acho que vou me especializar em poesias com três palavras.
Este é meu trabalho.
Costumo dizer:
Amor, se paga com Amor.
Sérgio Roca.
26-03-2010



Assim terminei o e-mail e com certeza, esta foi uma das mais marcantes experiências de minha vida, e foi ela que me inspirou  criação deste Blog.


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